Comissão Permanente / Temporária
TIPO : DEBATE PÚBLICO

Da Vereador Chiquinho Brazão

REALIZADA EM 09/04/2017


Íntegra Debate Público :
Revitalização e Possível Verticalização da Comunidade de Rio das Pedras


Presidência do Senhor Vereador Chiquinho Brazão.

Às 20 horas, em segunda chamada, no Campo Grama Sintética – Rua Via Light – Rio das Pedras, Jacarepaguá, sob a Presidência do Sr. Vereador Chiquinho Brazão, tem início o Debate Público sobre “REVITALIZAÇÃO E POSSÍVEL VERTICALIZAÇÃO DA COMUNIDADE RIO DAS PEDRAS”.

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – Boa noite. Nos termos do Precedente Regimental nº 43/2007, não estando presentes os demais membros da Comissão, declaro que não há quórum para a Audiência Pública convocada pela Comissão Permanente de Assuntos Urbanos. No entanto, realizaremos, sob a minha Presidência, um Debate Público.

Dou por aberto o Debate Público, que será publicado no Diário da Câmara Municipal, para analisar e discutir a “REVITALIZAÇÃO E POSSÍVEL VERTICALIZAÇÃO DA COMUNIDADE DE RIO DAS PEDRAS”.

O assunto que nos trouxe aqui é o esclarecimento a todos vocês sobre o que está acontecendo. O Prefeito reuniu um grupo de empresas que tiveram interesse no assunto e solicitou delas que em cinco meses elaborassem um estudo de viabilidade técnica e um projeto para a verticalização de Rio das Pedras. Vale ressaltar que isso não é simples porque, depois do estudo feito, ele tem que ser elaborado, e entram os estudos de alterações da Lei de Ocupação do Solo e do gabarito para se construir no local. Nós precisamos também da análise do Meio Ambiente, por se tratar de uma região com rios e lagoas.

Então, esclarecendo a vocês: é apenas uma ideia que, se vocês não fizessem esse movimento, certamente iria tomar corpo, porque hoje nós estamos vendo aqui que a comunidade não quer isso e não foi ouvida em momento algum. Para que a coisa aconteça, ela tem que ser totalmente legal. Há esse trâmite, como falei aqui. Teria que passar pela Câmara Municipal, até porque quem conhece bem aquela região sabe que ali embaixo é tufa.

A coisa não é tão simples como a forma como eles acham, porque, em princípio... Eu tenho conhecimento de que a área nunca foi desapropriada. O Prefeito tem três anos de mandato; não daria tempo de entrar na Justiça com essa briga toda, não sabemos da desapropriação... Além de tudo isso, o projeto teria que passar na Câmara para que mudássemos a legislação para permitir a construção dos prédios, o que não acredito que aconteça. Por quê? Ninguém vai construir sem que a vontade da população seja atendida.

Darei um exemplo a vocês. Poderia acontecer se ali houvesse uma necessidade de Estado. Por exemplo: o Estado precisa da área e precisa, assim, desapropriá-la para construir uma base naval para combater, para guerras e uma série de outras coisas. Ou ali será desapropriado porque passará uma via para atender a um grande número de pessoas.

Registro a presença agora do Vereador Fernando William. Obrigado pela presença de Vossa Excelência.

Retomando: será construída uma via pública para atender a toda a Cidade, a maioria, e não tem onde passar essa via. Poderia? Poderia. Mas não é o caso que nós estamos falando. Não há interesse da população. O que eles querem, na verdade – e nós sabemos –, é construir um grande número de prédios que, inclusive, irá impactar a vida de vocês. Certamente haverá condomínios e tudo mais.

Quem conhece aquela região como a família Brazão – como eu, Vereador Chiquinho Brazão; meu irmão, o Deputado Brazão; e as pessoas que aqui estão lembrarão a minha fala. Há anos nós frequentamos Rio das Pedras. É uma luta, porque nós somos o elo entre o Executivo e a população. Então, o que acontece? Quando chegamos a Rio das Pedras há alguns anos – vamos falar de Areal e Areinha –, as pessoas, quando chegavam ao trabalho, em qualquer parte da Cidade, por exemplo, na Barra da Tijuca, eram conhecidos pelo pé. Vocês estão se lembrando do que acontecia. Tinha que colocar um saquinho no pé, com a sandália, pegar o sapato e sair com ele na mão, porque tinha de lavar os pés, tudo o mais e uma série de coisas. Então, vocês estão vendo o tempo que é. E aí é uma luta minha, como vereador, e do meu irmão, deputado, de trazer melhorias para o Rio das Pedras, mas a Prefeitura não se mexia. E aí tivemos que lutar e conseguimos fazer com que o Estado viesse e fizesse a obra ali, de asfalto e saneamento em Areal e Areinha.

Depois, Fernando William, também, se vocês se recordam, teve um momento, até de um carnaval, em que a Comlurb parou de recolher o lixo que é muito produzido pelo número de moradores, e criaram-se aquelas montanhas de lixo. E cobramos da Prefeitura, que, naquele momento veio para que fossem implantados os compactadores. Pegamos as lideranças aqui e elas mostraram onde eram os pontos importantes para os compactadores aqui. Muitos devem lembrar.

Mas era um problema muito grave aqui também: a Light não tratava os moradores como clientes, e sim como consumidores. Quando o transformador estourava, vocês ficaram semanas com as coisas estragando na geladeira. É verdade ou não é? Fomos em cima da Light, cobramos da Light a responsabilidade, uma série de coisas para que ela tomasse ciência de que o povo de Rio das Pedras merece respeito e são trabalhadores. E a Light veio aqui, fez um investimento, evidentemente, pesado. Ela teve que implantar não sei se foram 200 transformadores ou quantos foram, fez todo o cabeamento – porque quem mora aqui vai saber do que eu estou falando. Quando eu chegava no Areal e na Areinha, mesmo com as obras acontecendo, porque eu, de vez em quando, estava lá fiscalizando – tenho aqui diversos moradores como testemunha, o próprio Luciano que acompanhou as obras –, e eu olhava e achava uma coisa interessante, porque eu não conseguia ver o céu. Eu só via aquele bolo de fios. E eu achava interessante era que cada uma tinha uma tampinha de uma cor, ou marcado de um jeito. Porque o morador tinha a preocupação de o fio dele ser desviado. E aí os moradores cobravam: Vereador! Deputado! Lutem para que a Light entre aqui e traga, dê dignidade à gente. A gente quer pagar e quer ter o direito a nossos produtos não estragarem, o iogurte do meu filho, o Danoninho na geladeira, a carne”. E aconteceu.

Depois, veio o problema da iluminação, não sei se vocês lembram: quando chegava ao início do Areal, da Areinha, em vários pontos aqui – quando eu falo lá, é mais é pela concentração do problema. Ali no Pinheiro e diversos pontos, uma iluminação superprecária. E fui lá ao Henrique Pinto e cobrei. Falei: “Henrique, ali é um celeiro de profissionais. Há mão de obra qualificada para toda parte. As pessoas precisam ter a segurança. As pessoas, muitas das vezes, não conseguem a 10 m ver o rosto de quem está vindo”. E, aí, veio a Rioluz e iluminou diversos pontos. É verdade ou não é?

Ainda tem a Cedae, que trouxemos. Tem uma luta da família Brazão em que conseguimos, junto ao Estado, fazer o lançamento da pedra fundamental aqui de uma Faetec, que é do conhecimento de muitos, mas não de todos. O Estado hoje está falido, mas já está lançada e nós estamos na luta pra isso. O terreno já foi desapropriado. Como tem muito tempo... É aqui, do lado do campo. É uma área de 20 mil metros, se não me falha a memória – é que é muita coisa e há muitos anos, eu não lembro, mas acho que foi em R$ 8 milhões que o Estado indenizou o Governo Federal e recebeu essa área para que seja construída uma Faetec. Até há pouco tempo, o ex-Presidente da Cedae Wagner Victer me ligou dizendo: “Vereador, sabe onde é o terreno lá que foi desapropriado?” Falei: “Sim. Participei. Estava lá no dia da assinatura dessa desapropriação, inclusive”.

Também sobre as Clínicas da Família: vocês sabem que, ao mesmo tempo, não instalavam. Eu conversei com o ex-Prefeito Eduardo Paes na época, vi lançar, há fotos com os moradores que estiveram tanto na primeira quanto na outra. Nós temos tantas realizações aqui dentro: esse campo, por exemplo, essa área de lazer é do conhecimento de grande parte aqui. Estou falando aqui em cima abertamente, então, tem muitos moradores presentes que sabem do que estou falando – a Paulinha, que trabalhou aqui como coordenadora e supervisora regional, e muitos dos comerciantes que aqui estão. Eu falo o seguinte: o que interessa é o dia a dia. Todo dia você come, bebe, vai ao banheiro? Então, o Poder Público tem que estar aqui diariamente. Rio das Pedras é maior que muitos Municípios juntos, não é isso?

Uma coisa interessante: como eu falei, nós não temos que afastar o Prefeito; temos que trazer, orientá-lo para que não se perca novamente. Ele se perdeu, veio a Rio das Pedras, mas veio perdido. Quem se lembra dele quando Senador? Ninguém lembra, por quê? Porque ele não veio a Rio das Pedras. Houve o Cimento Social e ele levou para o Morro da Providência, Andaraí e outros. Quando aconteciam as obras do PAC, nós nos reunimos e pedimos ao Governo Federal para que trouxesse para cá. E ele era um braço direito da Dilma, e cheio de obras do PAC aqui no Rio de Janeiro. Por que quando Senador – dois mandatos, cada um de oito anos – não veio a Rio das Pedras trazer a obra do PAC? Ele já era Senador quando houve a obra. Temos que tomar cuidado, realmente, para não afastá-lo, porque Rio das Pedras precisa de muito. Sabe do que nós precisamos aqui, além de tudo? Há muito pouco, nós precisamos de muito mais – Clínicas da Família, creches, escolas, UPA, rodoviária, biblioteca. Uma rodoviária para que vocês tenham transporte de qualidade. Sim, salário principalmente.

Nós estamos fazendo as observações porque a Prefeitura tem muito que fazer em Rio das Pedras. Ela só tem que reconhecer que esse projeto nasceu morto, que não atende a Rio das Pedras, que não é da vontade de ninguém aqui que ele seja implantado. É ou não é, minha gente? Não ao projeto! Não! Não! Não! Não!

Eu vou pedir silêncio por um minutinho; mais um pouquinho de atenção.

Nós temos um projeto importante para Rio das Pedras, além de todos os demais, porque, quando nós estávamos aqui, tanto eu quanto meu irmão, nós vínhamos aqui, vínhamos diversas vezes juntos, às vezes vinha ele, às vezes vinha eu, e nós elaboramos um projeto que levamos ao conhecimento da Prefeitura, que era o transporte aquaviário para o Barra Shopping, para diversos pontos, que é da maior importância. Não precisa dar essa volta toda com esse trânsito. Aqui do final do Areinha, e do Areal, lá para a Barra da Tijuca, para que vocês possam ir trabalhar no dia a dia, para que vocês, num final de semana em que queiram dar um passeio. É de uma grande importância, um transporte aquaviário ali. Então, o Prefeito tem muito o que fazer aqui no Rio das Pedras.

Eu voto com o Prefeito quando o projeto é bom, é de interesse da Cidade e da população. Sempre votei, e continuo votando com o Prefeito, quando o interesse é da sociedade.

O exemplo do IPTU é totalmente contrário. Num momento de crise, não se deve aumentar imposto. Aumento de imposto, nesse momento, desemprega a população. As pessoas que trabalham numa loja, a loja não consegue pagar o seu custo, ela tem que cortar funcionário, ela corta um funcionário, o comércio vende menos, e aí a crise se agrava. Então, todos aqui que são trabalhadores têm esse conhecimento. Não se resolve crise com aumento de tributo. Resolve-se crise com administração.

Nós temos muito que fazer pela Cidade. Nós temos os cinco códigos, que estamos lá, junto com o Secretário Índio da Costa, mudando. O primeiro que vai chegar à Câmara é o Código de Obras, para desburocratizar os artigos, as leis como um todo. Diminuir, talvez... São duzentos e sessenta e poucos artigos. Com todos os decretos do Prefeito, e tudo mais, deve chegar a mais de 400, ou quase 500: virá para 40 e poucos. Código do Meio Ambiente, de Parcelamento do Solo, diversos códigos, vamos trabalhar em cima disso. Votar na Câmara para que a construção civil volte para o Rio de Janeiro, para gerar empregos, gerar impostos, para que a gente traga empresas para investir na nossa região, é importante. Com o aumento de impostos, a gente afasta essa turma toda. É ou não é?

Gostaria de agradecer aqui a todos vocês, mas gostaria, especialmente, de mandar um abraço para o Zequinha, um abraço para o Manoel. Estão aí a Dona Graça, Amaral, a turma toda, vocês, Viviane, a turma toda.

Eu vou passar a palavra aqui para o meu amigo, Vereador Fernando William. Por favor, Fernando.

(PALMAS)

O SR. VEREADOR FERNANDO WILLIAM – Boa noite, pessoal. Quero cumprimentar aqui o meu querido colega, Vereador Chiquinho Brazão, e dizer que a Deputada Federal Laura Carneiro também gostaria de estar, mas está em Brasília. Esteve aqui conosco, no primeiro ato que vocês realizaram também.

Uma outra coisa que é importante que seja dito, Brazão: eu soube que o Prefeito... É natural que vários de vocês filmem o que nós estamos dizendo aqui, é natural que vários de vocês filmem o que nós estamos vendo aqui, mas eu soube, Brazão, que um dos que filmam, leva depois o filme para o Prefeito saber o que nós estamos dizendo aqui. Então, como eu sou bem educado, eu queria aproveitar e dar um boa noite para o Prefeito, porque ele vai ouvir a gente dar o boa noite aqui para ele.

Outra coisa importante a ser dita é o seguinte: que fique claro que eu estou aqui, como sempre estive, na primeira reunião, na segunda, em que cheguei um pouco atrasado e tal, não é competindo com absolutamente ninguém, muito pelo contrário, reconheço que aqui, na comunidade de vocês, não teve nenhum outro vereador que tenha trabalhado tão intensamente, com tanta dedicação, como o Chiquinho Brazão, já há muitos e muitos anos.

E a gente não pode chegar de uma hora pra outra com essa coisa que virou a política brasileira, um querendo comer o fígado do outro, não. Então, nós estamos aqui para unir a nossa força, o nosso mandato ao mandato do nosso companheiro Chiquinho Brazão, para tentar ouvir vocês, como eu já tenho ouvido várias vezes, e chegar à conclusão, que eu também já cheguei - e basta ver o número de pessoas aqui presentes, presentes nas outras reuniões, na manifestação que vocês fizeram -, que, muito claramente, mais de noventa por cento da população de Rio das Pedras não quer que seja realizado o projeto que muda até o nome da comunidade para... Enfim, não sei nem qual é o outro nome e nem quero saber.

Então, assim, com toda sinceridade, mesmo que a Cidade do Rio de Janeiro não estivesse em crise – e nós estamos numa crise profunda –, qualquer ação da Prefeitura deveria ouvir os moradores, que serão aqueles diretamente afetados.

O Prefeito, se não ele diretamente, alguns dos seus secretários, o secretário responsável no caso, que é o Índio da Costa, que é o secretário de habitação e urbanismo, deveria vir à comunidade tantas vezes quanto fosse necessário, para conversar com vocês, saber a opinião de vocês, saber o que vocês querem efetivamente e fazer aquilo que todo governante tem obrigação de fazer: atender ao interesse da população e às suas necessidades, não é?

Eu tive a oportunidade de ver o projeto. O projeto, no papel, como todo projeto, ele é muito bonito, não é? Quem dá uma olhada no projeto, o projeto é muito bonito...

Mas, assim, primeiro, a gente sabe que o projeto tem uma questão fundamental, que é o seguinte, o Chiquinho sabe bem disso: o entorno de vocês aqui são terras de pessoas que têm o maior interesse em construir nessas terras. A legislação atual é uma legislação que, praticamente, impede que eles construam nessas terras, e aí, nessa parceria público-privada, o Prefeito autorizaria que eles construíssem até 12 andares – hoje não podem construir mais que andares – e, em contrapartida, eles fariam aqui obras de infraestrutura e construção dos prédios.

Bom, isso, com recursos também do Governo Federal através do Minha Casa Minha Vida. A gente sabe - todos nós que acompanhamos aqui o Minha Casa Minha Vida - que é uma obra, no papel, muito bonita, mas, quando você vai ver na prática, muitas vezes, principalmente para população com renda até dois salários mínimos, é um horror, nada está funcionando.

Eu, agora mesmo, nessa semana, fui visitar uma lá em Olaria: a caixa d’água rachada, vazando, janelas quebrando, pias quebrando. E, por acaso, lá, quem construiu foi a Odebrecht, que está aí na Lava Jato, quebrou, e não volta pra consertar. Se os moradores quiserem, que consertem. Se não quiserem, que fique do jeito que está.

Então, assim, muito claramente, o Prefeito não pode fazer essa obra de vocês se não alterar a legislação, que é a legislação de parâmetro urbanístico, no entorno dessa região.

Eu garanto a vocês que, pelo menos, dois vereadores, o Vereador Brazão, com a legitimidade da representatividade que tem de vocês, vai estar firmemente, combatendo a tentativa de mudança da legislação, que terá que ser aprovada na Câmara, para que não se passe o trator aqui, para que não se tome nenhuma decisão sem ouvir a população, sem levar em conta o interesse de cada um de vocês, não é?

Esse é o motivo pelo qual eu estou presente. Esse é o motivo pelo qual nós vamos estar presentes todas as vezes que você nos convidarem, como fizeram em momentos anteriores. Nós estaremos aqui para dizer a vocês o seguinte: o papel do homem público é estar, assim como o artista, onde o povo está, ouvindo o povo e sendo, como disse o Chiquinho Brazão, o mediador entre o interesse do povo e o Poder Executivo.

Se vocês, claramente, manifestaram que não querem esse projeto, o que vocês querem é essa relação de coisas que o Chiquinho colocou aqui, não é? Obras de ação rodoviária, melhorias...

Então ainda que se tenha um pouco mais de paciência... Não pode fazer agora, porque está sem dinheiro, vai fazer amanhã, etc. e tal, mas é isso que vocês querem, é por isso que vocês estão lutando, e nós estaremos ao lado de vocês aí, lutando, conversando. Chiquinho às vezes é um pouco mais exaltado do que eu, mais duro. Eu sou mais tranquilo, mais tal, mas eu também sou duro, às vezes também pego pesado, mas assim, cada um com a sua característica, nós vamos estar trabalhando intensamente para que a vontade de vocês prevaleça, seja atendida, e não a vontade de quem quer que seja, que muitas vezes - não é o caso do Prefeito, acredito eu - quer lucrar com a região e passando por cima do interesse de vocês. Isso nós não vamos deixar.

Obrigado.

(PALMAS)

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – É isso aí.

Fernando, obrigado, Fernando. Olha só: é importante isso aí, botar a cara aqui conosco, para conscientizar o Executivo. E vai ser uma luta árdua, porque a vida só é dura para quem é mole, e a Família Brazão já demonstrou aí, esses anos todos, que nós somos, oh, duros ali, oh! Vocês estão vendo aí o IPTU. Vem se arrastando aí essa matéria até hoje... Aqui, alguns que acompanharam, mas a própria imprensa noticiou, era para ser votado lá em junho, mas a família Brazão ali na luta, na luta, na luta, conseguiu arrastar ao máximo isso!

E vocês podem ter certeza de que aqui, o Fernando William, que é um vereador de ponta na Câmara Municipal; a Laurinha, Laura Carneiro, minha amiga, guerreira, que também veio aqui... Ô Fernando, leva um abraço de toda a população para ela, e o reconhecimento. A gente precisa de pessoas lutando. Lutando pelo interesse de vocês. E, como a gente fala, não tem almoço de graça. A Prefeitura... Se esse tipo de investimento passasse, a dívida era de vocês. E ninguém quer isso aqui!

Então, todos aqui construíram suas casas. Levaram anos e anos construindo suas casas. Sabem da forma que construíram. Não é isso? E aí, chega ali, como o Fernando falou bem aqui... Cheio de rachaduras, uma série de coisas, ainda mais no terreno que nós conhecemos, que vocês conheceram. O trabalho que deu para vocês construírem, por ser um terreno com turfa embaixo, e tudo o mais. Então, vocês sabem o que vocês fizeram. O que vocês precisam é estarem unidos. E vou fazer aqui a proposta a vocês, que fiz ao grupo aqui, e que vai falar, agora em seguida.

Caso vocês... Primeiro, o Prefeito desista dessa ideia maluca! Se for do interesse de vocês, ele desistindo dessa ideia maluca, trazê-lo aqui, para que ele, publicamente, diga isso para vocês.

Olha, Rio das Pedras, como eu falei, é uma comunidade... Por favor! Por favor! Olha, Rio das Pedras é uma comunidade ordeira, de trabalhadores. Conheço cada um. Então, eu vou falar o seguinte para vocês: caso isso aconteça da forma que eu falei, vocês garantem que, o Prefeito vindo aqui, vai ser aplaudido, bem tratado?

Até por que não se pega passarinho fazendo “xô”. Todo mundo sabe disso. O Prefeito vindo aqui, vindo em Rio das Pedras, Rio das Pedras vai conversar com o Prefeito, falar dos seus problemas, e ele vai se comprometer no que puder fazer por Rio das Pedras. Está correto ou não está?

Não! Não! Não! Falar com o povo! Por isso as perguntas aqui.

Lorena, por favor! Sobe aqui, Lorena, por favor! Vou passar a palavra aqui para esta guerreira, Lorena. Aqui.

A SRA. LORENA CARVALHO – Boa noite, gente. Sou Lorena Carvalho, estou representando vocês. Nós estamos nessa luta que não é para acabar enquanto o nosso Prefeito não vier na nossa comunidade para trazer a nossa paz de volta.

O nosso Vereador Chiquinho Brazão fez uma pergunta e vou responder em nome de todos vocês. Somos uma comunidade e somos gente do bem. Aqui só tem família, Prefeito. Nós esperamos o senhor aqui, sim. O senhor vai ser bem recebido, se vier trazer nossa paz de volta. Aqui nós não queremos projeto. Nós queremos que o senhor faça melhoria. A gente precisa de melhoria, a gente precisa de luz pública. Aceitamos melhoria, covardia não, Prefeito! Gente, de antemão, quero agradecer ao nosso Vereador Chiquinho Brazão, ao nosso Vereador Fernando William, ao Seu Marquinho do gabinete, todo mundo que está aqui presente.

A gente até queria que tivessem mais vereadores aqui com a gente, porque nós não estamos levantando bandeira de ninguém. Nós, hoje, estamos levantando bandeira de Rio das Pedras. Então, estamos abertos a qualquer vereador que venha nos ajudar, para somar com a gente. Do mesmo jeito que os vereadores entram na comunidade Rio das Pedras e pedem o nosso voto, essa é a hora de botar a cara e de vir vestir a camisa de Rio das Pedras.

Então, nós estamos esperando seja o nosso Chiquinho Brazão, o nosso Fernando William, sejam os outros vereadores que quiserem vir vestir a camisa de Rio das Pedras, nós estamos aqui para aceitar, para escutar e para pedir ajuda. Porque Rio das Pedras está num momento de socorro, pedindo socorro, querendo nossa paz de volta. E isso, Prefeito, o senhor pode ter certeza: no dia em que o senhor vier aqui, em Rio das Pedras, trazer o que a gente quer receber, que é a nossa paz de volta e o senhor disser que esse projeto – como nosso vereador já falou – já nasceu morto, que a gente não vai aceitar o seu projeto aqui, nós vamos receber o senhor aqui, como recebemos quando o senhor veio pedir voto. O senhor andava no nosso Rio das Pedras a pé, sem segurança. Sabe por que, seu Prefeito? Porque aqui nós somos civilizados. Seja ele quem for.

Nós estamos aqui para receber o senhor, sim. Se o senhor vier aqui novamente trazer a nossa paz, a gente vai te abraçar como abraçamos quando o senhor veio pedir voto!

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – É isso aí, Lorena. É isso aí.

Convidei diversos vereadores da Câmara, muitos têm compromissos hoje. Uma série deles disse. E disseram que estão na luta por Rio das Pedras. Tivemos aqui uma conversa, já tive uma conversa com o grupo e falei: “Todo político é bem-vindo a Rio das Pedras”. E Rio das Pedras tem que receber todos com carinho e tudo mais. Precisamos de força para lutar. Tenho certeza de que com esse movimento de vocês nós já vencemos essa batalha. Só precisamos da confirmação do Prefeito.

Agora, com a palavra Andréa.

A SRA. ANDRÉA – Boa noite, pessoal. Gostaria de falar para o Prefeito o seguinte: nós abraçamos o senhor, nós votamos no senhor, sim. Porém, a comunidade de Rio das Pedras, hoje, não aceita esse projeto de maneira alguma. Então, o recado é o seguinte: ou o senhor se pronuncia, ou nós vamos continuar lutando até o senhor se pronunciar! Nós não vamos abrir mão da nossa comunidade. É uma comunidade que foi constituída por nós. Nós que lutamos, nós que trabalhamos. O povo daqui carregou areia no balde. Quem aqui lembra, pessoal? Em algum momento apareceu algum político para ajudar? Não! Fomos nós que construímos. Rio das Pedras é nosso! Então, quem tem que decidir as coisas dessa localidade somos nós! Então, Senhor Prefeito, nós gostaríamos de ter do senhor respeito pela comunidade de Rio das Pedras, assim como nós respeitamos o senhor. Não somos contra nenhum político, nenhum Prefeito, ninguém. Queremos apenas a nossa paz. Hoje, existem moradores de Rio das Pedras que enfartaram. Têm pessoas nos hospitais que não conseguem dormir, não conseguem ter paz, por conta de saber que vão perder as suas casas, por causa de um projeto maluco, que não chegou nem ao nosso conhecimento. Como pode o cara chegar, dar uma porrada na sua porta e falar: “ sai que vou entrar”. Não é assim que funciona.

Temos direito. Fomos até a Defensoria Pública e hoje sabemos que temos o direito de permanecer. E vamos permanecer até o fim, o senhor querendo ou não.

Precisamos, sim, do senhor, Prefeito. Queremos o senhor aqui. Mas não vamos abrir mão de nossas casas, de maneira alguma.

Juntos somos mais fortes. Até o fim!

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – O povo unido jamais será vencido... Olhe só esse movimento fantástico.

Antes de dar a palavra, aqui, a Silvinha – Silvinha, pode chegar para cá, por favor? Silvinha não quer falar.

Quem é a próxima? Tem que descer alguém, porque aqui não aguenta. Fique tranquila. Fiquem tranquilos. Só um minuto, por favor.

Vocês estão me ouvindo bem, aí, atrás?

Então, olhe só: uma coisa abordada, aqui, muito importante. Têm pessoas que têm pressão alta, têm pessoas que têm problemas do coração, uma série de coisas.

É o seguinte: a luta, muitas das vezes, é longa. Então, não sei até aonde vai essa. Mas acredito que não é muito longa, não. Mas têm lutas que são longas. Então, quero pedir um favor a vocês. Se tranquilizem. Não adianta sofrer por antecipação. O movimento continua, tudo mais. Mas o que acontece? Porque, se você enfartar, não resolve o problema. Você vai morrer e as coisas vão continuar. Não é isso aí?

Então, vocês podem ter certeza, – olha, já viu, tem uma senhora, aqui, passando mal –, vocês podem ter certeza de que vamos conseguir resolver esse problema.

Vou passar aqui a palavra.

O SR. RAFAEL BRANQUINHO – Boa noite. Meu nome é Rafael Branquinho. Sou morador de Rio das Pedras há 25 anos e gostaria de saber qual a possibilidade da Câmara Municipal do Rio de Janeiro se aliar ao povo, não aprovando esse projeto, já que é um projeto rejeitado pela maioria da população de Rio das Pedras.

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – Olha, na verdade, ainda não é, não está formado. Ele está fazendo só um estudo, ainda. Que nem estou falando: vocês estão sofrendo ainda muito. Aí, ainda tem que passar por uma série de coisas. Não é uma coisa tão simples. Entendeu? E pela rejeição que se deu aqui em Rio das Pedras, não acredito na menor possibilidade.

Exatamente. Então, é um caminho muito longo. Não é nada de definitivo. Por isso, estou pedindo a vocês aqui, principalmente às pessoas que têm problema de saúde, e às demais, que tranquilizem seus corações, que não é uma coisa rápida, – e diria –, uma coisa fácil de acontecer, pela mobilização de vocês. Se ninguém se mobilizasse, seria difícil, mas vocês fizeram o papel de vocês. Dei os parabéns ao grupo, a todos que mobilizaram vocês aqui.

Entendeu, filho?

A com a palavra a Fabiane, por favor.

A SRA. FABIANE – Boa noite. Gente, boa noite! Meu nome é Fabiane, moro na comunidade desde que nasci. Tenho 35 anos. E a pergunta que quero fazer é se a Comissão de Assuntos Urbanos será porta-voz de Rio das Pedras na Câmara?

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – Como falei aqui, fiz questão de detalhar a todos vocês, ontem tomei o café, inclusive, com a comissão. Como Presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, estou comprometido, como o Fernando William, aqui. E vocês podem ter certeza, como a grande maioria. Não posso falar por todos, hoje. Por isso, resolvemos documentar o sentimento de vocês. Para que a palavra não fique solta. Ela será publicada no Diário Oficial!

E vou levar o sentimento de cada um de vocês e tenho certeza de que meus pares, a Câmara Municipal tem grandes vereadores. Vereadores competentes! E vereadores que sabem identificar. Por que ela é pluripartidária. Temos vereadores de Santa Cruz a Ilha do Governador. Então, cada vereador representa uma comunidade, apesar de ser vereador de toda a Cidade. Então, o que acontece? Os vereadores sabem o que é o sofrimento da população que eles defendem. Com certeza, quando eles assistirem a tudo o que está sendo feito aqui, eles com certeza...

A resposta é que, com certeza, a Câmara dos Vereadores está em defesa do Rio das Pedras. Nós vamos conversar com cada um dos vereadores, levar aqui a reivindicação de cada um de vocês e dizer a todos os vereadores da Câmara, que é pluripartidária, nós temos vereadores de Santa Cruz a Ilha do Governador.

São vereadores de toda parte, que conhecem a comunidade e reconhecem o sofrimento quando alguma coisa não está certa! Nós sabemos que esse projeto é extremamente prejudicial à comunidade de Rio das Pedras. Estaremos lá em luta de defesa de vocês. Nós vamos conseguir neutralizar. Esse é um compromisso com o qual eu gostaria que o grupo se comprometesse conosco, para que, resolvendo o problema com o Prefeito, estaremos em contato para divulgarmos para todos, marcar direitinho com o Prefeito para que ele venha aqui e ouça de todos vocês, e faça o anúncio, que não é da ideia de vocês, que não aconteça. Não é isso?

Quem é o próximo inscrito? Felipe?

O SR. FELIPE ALESSANDRO – Meu nome é Felipe Alessandro, sou criado aqui, nasci aqui. Queria fazer uma pergunta aos dois vereadores que vieram. Eu queria saber o porquê a Prefeitura insiste num projeto em que 90% da população não aceita? Se existe alguma coisa que está no ar e que ninguém sabe? Queria saber era isso.

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) Felipe, com certeza, se há alguma coisa no ar, nós traremos para a terra. Temos aqui o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil criticando a verticalização de Rio das Pedras, quer dizer, vocês veem que o Rio das Pedras através do seu movimento vem unindo, vem trazendo até o presidente do Instituto de Arquitetura do Brasil, que conhece esse solo. Então, vocês podem ter certeza. Contra a força não há resistência. Não acredito que o Executivo tenha coragem de lançar um projeto desse valor que vocês têm ideia. É um absurdo.

Depois qual é a coragem de vir aqui inaugurar, qual seria a coragem de vir aqui inaugurar? Com certeza, não teria coragem. Eu acho que o Prefeito tem bastante inteligência. Acho não, tenho certeza que é um homem íntegro e tem o discernimento, viu que mexeu na casa de vespeiro sem consultar. Entrou em Rio das Pedras e não consultou a população para saber o que ela queria.

Vou passar a palavra.

O SR. ALEXANDRE PINHEIRO – Boa noite pessoal. Meu nome é Alexandre Pinheiro. Na verdade, Vereador, são duas perguntas.

A primeira pergunta: quantos vereadores precisamos para vetar esse projeto?

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – Olha só, a Câmara dos Vereadores é composta de 51 vereadores; 26 vereadores seria o necessário, mas acho que temos quase a totalidade. Porque nós vamos fazer um movimento dentro da Câmara conscientizando os parlamentares de que não é da vontade desse povo trabalhador contrair uma dívida imensa, que é o parcelamento futuro, e uma obra que não é do interesse de ninguém. Porque todos aqui suaram a camisa, trabalharam durante anos, fizeram suas casas no balde, através do seu trabalho. Desejaram. Fizeram aquele modelo para eles, para dar qualidade de vida as suas famílias. Sobreviveram, alguns com qualidade, tentando dar dignidade as suas famílias. Todos são guerreiros, e eu acredito muito nisso. Então, acho que conseguiremos.

O SR. ALEXANDRE PINHEIRO – A segunda pergunta é: qual a garantia que teremos que nenhum vereador, no caso daqueles que não estão aqui, vai se vender por cargos públicos?

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – Eu posso falar por mim; e o Fernando pode falar por ele.

Eu digo o seguinte: eu conheço meus pares. A matéria, o assunto que estamos conversando aqui, não acredito que eles teriam essa coragem, porque certamente seria um impacto violento.

Como falei aqui no início: como vai fazer um projeto que não inaugura? Ninguém virá aqui? Vocês estão se mobilizando cada vez mais.

Não posso afirmar, só posso falar por mim. Estou falando o que acredito. Eu não acredito que qualquer vereador fosse trocar uma matéria tão séria por cargo. Eu conheço a grande maioria. Você conhece o homem, mas não conhece o coração dele.

Vocês podem ter certeza, pela experiência que nós temos, eu, Fernando William, e muitos vereadores: tenho certeza que isso não vai ocorrer, porque é uma coisa muito pontual e direto no coração de cada um de vocês aqui.

Vou passar para o Eliseu. O Eliseu é grande parceiro, é companheiro, amigo, uma grande maioria aqui, ou quase a totalidade, conhece Eliseu, que com esse vozeirão, é um grande radialista de Rio das Pedras.

O SR. ELISEU – Boa noite, Rio das Pedras.

Na verdade, algumas pessoas que eu parei nas ruas tiveram a capacidade de dizer para mim, inclusive uma dessas pessoas está bem na minha frente, às vezes dá até vontade de falar: “Então, o que você está fazendo aqui?”

A pessoa disse assim: “Eliseu, se me chamarem para participar desse negócio, eu não vou, porque eu não tenho nada no Rio das Pedras mesmo”. Prestem atenção aqui, por favor. “Eu não tenho casa, eu não tenho prédio em Rio das Pedras, então eu vou participar disso para quê?” A minha resposta foi: eu também não tenho casa em Rio das Pedras. Na verdade, eu moro lá na Muzema. Mas eu tenho tantos amigos, eu passei a amar tanto essa turma que não interessa se eu moro aqui ou lá na Paraíba, ou São Paulo, eu vou vestir a camisa do Rio das Pedras.

Não interessa. Até porque o projeto pega Muzema e Gardênia Azul. Só que o que está acontecendo é o seguinte: se fosse Rio das Pedras em peso que estivesse aqui, não haveria mais lugar, só que algumas pessoas simplesmente se acomodam na situação de que já tem gente fazendo por elas. Então, esses, no meu ponto de vista, são chamados de os covardes.

São iguais àquelas pessoas que falam: “Ai meu Deus, eu quero um emprego”. E ficam deitadas em casa o tempo todo. O emprego não vai cair do céu. Então, saia e vá procurar. Sai e vem lutar com a gente. O que eu tenho a ver de estar aqui? Eu sou Rio das Pedras. É simples.

Gente, cada um que sair daqui hoje, se encontrar alguém na rua diga: “Ei, por que você não foi à passeata? Ou por que você não foi à reunião? Para de ser covarde, viste a camisa do Rio das Pedras”. O povo não vai deixar que isso aconteça e estamos, digamos assim, debaixo da bênção de Deus. Se, de repente acontecer, vão falar: “Ah, poxa, eu podia ter ajudado”. Se não ajudaram até agora é porque vocês foram, literalmente, um bando de covardes.

Foi gravada uma poesia que vai ser mandada para todo mundo pelo Whatsapp, através do grupo, que é de autoria do meu amigo Rafael Branquinho, que está aí em algum lugar. Eu gostaria que vocês prestassem muita atenção ao que está acontecendo. Aqui tem muitos nordestinos, demais da conta. E são pessoas que eu amo demais da conta. Eu aprendi a amar este lugar. Fiquem em silêncio um pouquinho e, quando acabar, façam como vocês quiserem, mas vamos lutar pela nossa comunidade. Rio das Pedras já é nosso.

Silêncio, por favor, porque não deu tempo de passar o pendrive. Prestem atenção, por gentileza.

(É feita a exibição do vídeo)

O SR. PRESIDENTE (CHIQUINHO BRAZÃO) – É isso aí. Rio das Pedras é de vocês. Há muitos que não estão aqui. Alguns até já me ligaram dizendo que estão trabalhando e infelizmente não puderam estar presentes. Tirando, claro, aquele que às vezes não reconhece o preço da presença, que está em casa assistindo a uma novela e tudo mais, em um momento tão decisivo para Rio das Pedras.

É verdade. Tudo o que está acontecendo aqui só está sendo possível justamente porque vocês se mobilizaram. É a minha presença, a de Fernando William, da Laura, de diversos. Na Câmara, vocês terão voz, porque vocês se mobilizaram. Vocês podem ter certeza que, por meio dessa mobilização, nós iremos convencer o Executivo de que está errado destruir aquilo que as pessoas levaram anos construindo. São 20 anos, outros mais, e a coisa acontecendo. Outros moram no Rio das Pedras há 50 anos. Não é isso, gente?

Eu fiz um pedido aqui no início. Vou pedir a todos que estiverem me ouvindo que possam viralizar tudo o que gravou aqui em Rio das Pedras; e que mandem também para fora de Rio das Pedras. Essa movimentação através dos meios de comunicação, da rede social, através de todos esses meios, vai muito além de uma onda gigante. E só depende de vocês, de cada um de vocês. Vamos trabalhar em cima disso para mostrar, para que nós possamos, amanhã ou depois, se necessário, trazer o Judiciário para dentro desse problema, porque vocês, juntos, são fortes.

Vocês irão contar sempre com a família Brazão, vocês podem ter certeza. Se necessário, vamos colocar advogados também nessa luta.

Obrigado a todos vocês.

Melhorias, sim; covardia, não.

Eu sei que todo mundo amanhã trabalha, todo mundo aqui tem responsabilidades. Desculpem-me por ter me alongado. Agradeço a presença de todos.

Dou por encerrado o Debate Público.

(Encerra-se o Debate Público às 21h59)