Discurso - Vereador Marcello Siciliano -

Texto do Discurso

O SR. MARCELLO SICILIANO – Boa tarde, Senhor Presidente, senhoras e senhores.
Presidente, eu vim aqui na Tribuna, infelizmente, falar a respeito de um fato que saiu no RJTV 1ª edição, sobre uma denúncia contra o Superintendente da Barra da Tijuca, a respeito de um “nada a opor” que foi aposto pelo mesmo para um evento no Recreio. Isso aí já deu um burburinho. Há vereadores dizendo que vão abrir uma CPI. Eu gostaria muito que Vereador Fernando William estivesse aqui, ele participa sempre da Primeira Parte do Grande Expediente, mas infelizmente não está aqui agora. Eu queria dizer que eu serei um dos vereadores que farão questão de assinar a abertura de uma CPI a respeito desse “nada a opor”, porque ele foi fraudado, falsificado.
Deixa-me muito triste ver isso, mais uma vez, porque eu passei por isso, eu fui vítima disso. Durante um ano e dois meses, eu fui covardemente massacrado pela imprensa, acusado de algo que eu jamais cometeria. E o caso está resolvido; a pessoa está presa, denunciada; tanto o mentiroso quanto a advogada dele. E, até hoje, só saiu uma pequena linha, um trecho de uma linha, dizendo que “a mentira a respeito do vereador fez com que ele fosse denunciado”. Mais nada se falou a respeito do meu nome.
Então, eu venho aqui hoje por justiça, porque eu participei diretamente ajudando os organizadores desse que era um evento familiar, uma festa junina no Recreio dos Bandeirantes. Eu ajudei pessoalmente. Esse processo foi feito pelo Carioca Digital; foi feito na CLF, diretamente com quem licencia esse evento.
Então, esse “nada a opor” aqui – gostaria que a Rio TV Câmara pudesse dar uma aproximada, por favor – eu acho que, no mínimo, o repórter da TV Globo, ou quem quer que tenha recebido isso aqui, deveria ter tido a oportunidade de ligar para o superintendente para saber se, de fato, ele assinou isso aqui; se, de fato, esse documento é verídico e o que ele teria a dizer a respeito disso. Porque eu, em cinco minutos, consegui apurar tudo isso.
Em cinco minutos, eu consegui falar com ele; consegui falar com a chefe de gabinete dele, que me mandou um “nada a opor” verdadeiro da superintendência. Por favor, aproxime aqui. Se vocês puderem perceber, o “nada a opor” tem uma mancha cinza, atrás do nome, que mostra um recorte, uma digitalização, em uma montagem grosseira a respeito de um “nada a opor”, que não foi concedido, e jamais feito para esse evento, porque eu ajudei diretamente a organizadora desse evento. Isso aqui, gente, trata-se de um problema pessoal entre moradores do Recreio dos Bandeirantes que covardemente estão tentando usar uma pessoa que não está aqui para se defender, porque mora fora do país hoje, por motivos pessoais.
Eu tenho certeza absoluta de que, enquanto ele estava fora, o prefeito tinha ciência da ausência dele e que, se foi exonerado, foi pelos motivos do prefeito e dele, o que também não vem ao caso agora. O que vem ao caso é isso aqui, essa covarde acusação que saiu na Rede Globo hoje, ao meio-dia, que sequer ligou para a superintendência para falar com a chefe de gabinete ou com alguém que pudesse responder ou, no mínimo, averiguar esse documento. Qualquer pessoa que não entenda de um documento oficial vê que tem uma montagem e uma diferença de cor em volta da assinatura, que levanta, pelo menos, alguma suspeita, que merecia que fosse averiguado.
Então, isso é muito feio. É muito feio, Senhor Presidente, você ligar a televisão e ver que manobra é feita na vida das pessoas, como eles chegam assim e jogam no vento que “o superintendente, fora, assinou um documento. Como é isso? Vamos apurar!”. Aí, o outro vem e diz: “Vou fazer uma CPI”.
Chutar cachorro morto é mole. Fazer alguma coisa com quem não tem como se defender é mole. Mas infelizmente, para quem está acusando, e felizmente, para quem está sendo acusado... Eu participei desse processo e, como homem, com o caráter que eu tenho, jamais poderia permitir tal covardia e ficar quieto, ficar calado, aceitando um negócio desses.
Então, eu estou aqui nesse momento, Senhor Presidente, informando e pedindo que os veículos de comunicação, no mínimo, tenham a decência de dar essa oportunidade. Porque o telefone do superintendente é o mesmo. Era só ter ligado para ele. É o mesmo telefone que ele atendia quando superintendente. Ele falou para mim que o telefone dele não tocou. O da chefe de gabinete dele, a Eduarda, é o mesmo telefone. O telefone dela também não tocou. Ou seja, ninguém se preocupou em averiguar esse documento horroroso, ridículo, que foi apresentado mostrando como um “nada a opor” assinado por ele, enquanto ele estava fora do país.
Então, eu quero, mais do que nunca, que seja feita a CPI acerca desse documento; que se apure, mais do que nunca, como esse documento chegou à Rede Globo e quem apresentou esse documento e fez essa denúncia. Porque o ex-superintendente Flavio Caland já me informou que está vindo para o Brasil e vai à delegacia dar uma queixa de estelionato e calúnia a respeito do nome dele. Porque ele jamais assinou esse documento. Tem, inclusive, falsificação em volta do nome dele. Se vocês olharem uma assinatura e a outra, tem diferença de letra.
Então, já vou deixar informado, que ele, mais do que ninguém, vai levar a fundo essa história, fora da Câmara de Vereadores, na delegacia, pedindo aos órgãos competentes que façam isso. E aqui, vou ser o primeiro a fazer questão.
Estão lá na tela, vejam, os dois documentos totalmente diferentes. Esse foi o documento que foi apresentado pela Rede Globo, em volta do nome tem uma cor cinza. E o documento verdadeiro de um “nada a opor” é aquele outro ali.
Que fique bem claro: quando você vai dar entrada em qualquer pedido de alvará, de licença de evento ou o quer que seja, você faz tudo no Carioca Digital. E a superintendência tem uma única participação. Esse processo você abre no Carioca Digital e ele vai para a superintendência. Com a senha da superintendência, você bota um “sim”, ou um “não” e um “enter”. Ninguém assina, ninguém escreve. Ou seja, a pessoa que fez essa covardia não sabe nem de que maneira que estava fazendo. Então, eu gostaria de deixar isso aqui registrado, porque é importante. Isso aqui é um crime que aconteceu.
E lamento muito que venha acontecendo de novo, mais uma covardia na imprensa, mais uma falsa comunicação. Porque eu vi a matéria e foi uma afirmação: “Enquanto ele estava viajando, assinou um documento, vai ser apurado”. Ninguém falou assim: “Não viu, não procurou saber se a assinatura dele é verídica, ele não informou”. Ninguém disse que ligou ou não ligou. Não estou aqui para ser advogado dele, não. Eu já sofri uma vez e não quero sofrer de novo, não. Isso aqui, se ninguém falar, o tempo todo estaremos vulneráveis e correndo o risco de sofrermos covardia atrás de covardia. Primeiro, você apanha. Depois, você que tem que correr atrás de fazer com o que o seu direito e a sua verdade venham à tona.
Só eu sei o que eu passei por um ano e dois meses. Todo dia a minha cara na televisão, sendo acusado de uma coisa que eu não fiz e, no final das contas, acabar do jeito que acabou: em pizza. Ninguém me dá o direito de resposta. Eu ligo para jornalista: “Faz uma matéria, faz uma matéria direito. Tudo que vocês fizeram a respeito do meu nome, me deem o direito de falar agora. Vamos falar sobre o processo inteiro. Vamos falar de tudo que foi descoberto. Vamos falar do relatório da Polícia Federal”.
Ninguém fala, porque não vende jornal. O que vende jornal é fazer covardia com os outros. Isso é horrível. Isso dá nojo, porque acaba com as famílias, acaba com a vida das pessoas. Esse prejulgamento é a coisa mais terrível que eu já vi na minha vida. Então, isso aqui vai ser apurado e eu vou fazer questão de levar isso aqui até o final na CPI. E eu espero que isso seja o que o ex-superintendente Flavio Caland vai fazer. Porque ele pode ter os erros que tenha, mas jamais falsificaria um documento e ele me afirmou que isso aqui é mentira. Ele vai à delegacia dar queixa. E eu vou estar aqui, até o final, para fazer com que essa verdade venha à tona. E os verdadeiros criminosos – porque isso aqui é um crime – sejam culpados e punidos. Sejam responsabilizados e punidos.
E gostaria de aproveitar, também, Senhor Presidente, desculpe-me se o tempo já está ultrapassado. Já que a gente está falando de covardia, infelizmente, eu tenho que relatar um fato aqui. Na semana retrasada, ou há uns 20 dias, eu consegui, depois de uma conversa com o Prefeito, que ele fizesse um decreto modificando a motorização dos veículos de táxi executivo.
Eles estavam com dificuldade de trocar a sua frota, porque o decreto antigo dizia motorização só acima de 1.8 e, hoje, com a revolução automobilística, os carros 1.4 turbo têm mais cavalos de potência do que os 1.8, e aí conseguimos fazer um decreto e esse decreto foi assinado no Palácio. Onde é que eu quero chegar? Alguns funcionários da Secretaria de Transportes ajudaram nesse processo. É normal dentro das secretarias ter responsáveis por setores, e aí tem os responsáveis pelo setor do táxi, dos taxistas, e eu, graças a Deus, fui muito bem atendido, como sou na maioria dos lugares onde vou na Prefeitura, pela minha maneira educada de tratar. Assim, consegui fazer com que esse evento acontecesse em três, quatro dias lá no Palácio.
A assinatura foi muito bacana, o pessoal está tocando a vida, mas o fato é que me foi passado que o ex-Secretário de Transportes Rubens Teixeira, ao ver alguns funcionários se mobilizando para essa ação direcionada a uma categoria de taxistas, entendeu que era um movimento político e pediu a cabeça de três funcionários da Secretaria. Os três funcionários foram exonerados. Eu liguei pessoalmente para a Secretária para saber, e ela me falou que foi ordem de uma senhora nomeada pelo Senhor Rubens Teixeira na Secretaria de Transportes e que ela disse que essa senhora teria dito que a exoneração foi ordem do Prefeito. Eu fiquei surpreso, liguei para o Prefeito, o Prefeito falou que isso era um absurdo, e o fato é que não estou aqui para dizer se aconteceu ou não, se é verídico ou não, mas não posso permitir uma covardia dessas acerca de umas pessoas que me ajudaram simplesmente num evento; ajudaram o Prefeito, porque o evento foi na Prefeitura, quem assinou o decreto foi o Prefeito. Eu só participei representando a categoria naquele momento, em um pedido que estava sendo feito. Dois funcionários retornaram e um funcionário ainda não retornou.
Então, gostaria que ficasse registrado aqui, Senhor Presidente, que estou aguardando que se faça justiça. Inclusive o funcionário que entrou no lugar desse funcionário exonerado é ligado diretamente ao Senhor Rubens Teixeira. Já fizemos levantamento, mas infelizmente não veio na minha cabeça provar, mas tenho aqui inclusive fotos de Facebook, ele pedindo votos para o Senhor Rubens, fotos abraçados etc. E é muito estranho, depois de um evento desse no palácio, um evento de sucesso, exonerações acontecerem e nomeações logo em seguida, de pessoas ligadas a um ex-secretário que não faz nem parte do governo, que não faz parte de nada, mas que a Secretária falou para mim – e tenho certeza de que ela jamais faltaria com a palavra dela, se for chamada aqui vai confirmar – que essa senhora ligou diretamente para ela pedindo a exoneração, em nome do Prefeito ainda, o que é pior. Essa senhora disse que o Prefeito mandou exonerar e eu liguei para o Prefeito, que disse que era um absurdo, que não mandou nada, mas fato é que até agora ainda não se solucionou essa questão.
Então, faço um apelo aqui, Senhor Presidente, que esse vídeo chegue a quem de direito e que a justiça seja feita, que o rapaz retorne ao trabalho dele porque ele não tem nada que desabone sua conduta, muito pelo contrário, sempre trabalhou em prol da Secretaria para que as coisas acontecessem, e é o sonho de todo mundo, que a gente faça um ofício, um requerimento, que a coisa ande, que alguém abrace, bote embaixo do braço e faça questão de atender. Assim, a gente teria uma cidade muito melhor.
Então, conto com sua compreensão e ajuda. Obrigado por ter me permitido ultrapassar o tempo.
Boa tarde.