ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia

O SR. CESAR MAIA – Senhor Presidente, registrar aqui o meu constrangimento. Há mais de três meses que o tablet apresentou defeito e foi levado para consertar. Em uma sessão como essa, que nós tivemos que votar várias vezes, eu incomodei demais o Vereador Leandro Lyra e o Vereador Prof. Célio Lupparelli. Acho que é injusto, Senhor Presidente. Peço que Vossa Excelência verifique o que está havendo e por que o meu tablet não volta para a minha modesta mesa?

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Com toda a certeza. Vossa Excelência tem toda a razão.

O SR. PAULO MESSINA – Pela ordem, Senhor Presidente.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o nobre Vereador Paulo Messina, que dispõe de três minutos.

O SR. PAULO MESSINA – Até para eu poder continuar incomodando o Vereador Cesar Maia, porque, quando eu estava aqui, eu o incomodava também com o tablet dele. Então, eu reclamo do mesmo jeito. Porque o tablet do Vereador Cesar Maia era quase comunitário, todo mundo usava. Na verdade, era declaração de voto, mas vai pela ordem mesmo. Presidente, existe um limite – me perdoe se soar como um desabafo – do que é ser governo e do que é ser oposição.
Eu acho que todos nós fomos eleitos para esta Casa para defender o que a gente acha que é melhor para a Cidade do Rio de Janeiro, independentemente se é governo ou se é oposição. A questão do Centro de Operações Rio (COR)... Viu, Vereador Tarcísio Motta? Cadê ele? Em fevereiro de 2018, quando eu entrei na Prefeitura a convite do Prefeito Marcelo Crivella, o COR estava na Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), que tinha um enfoque eminentemente de segurança, quando, na verdade, é uma ferramenta que foi criada para integração das pastas. E a SEOP, até pela sua missão, não tem nenhuma habilidade, na sua lista de competências, para fazer isso.
O COR veio a pedido, na época, para a Casa Civil. Mudou, radicalmente, ou melhor dizendo, mudou não, resgatou a sua missão original. E o ano de 2018 foi, em comparação com o que tinha acontecido ali para trás, muito melhor, não é? Os profissionais que ali trabalhavam e que ali trabalham, no COR, mostraram excelência durante todo esse período. Se você observar, não está certo desvirtuar a missão original da ferramenta, muito menos ter a troca, como houve.
O COR ficou perdido no limbo. Trocou de chefe cinco vezes em menos de um ano. Alguma coisa errada tem. Não é possível que não se veja isso, que tinha alguma coisa errada, não é? O pior de tudo... Tarcísio Motta, em homenagem a você, vou citar um autor liberal, viu? Viu, Leandro Lyra? Em homenagem ao Tarcísio Motta, eu vou citar um autor liberal, que é o Norberto Bobbio. Ele falava o seguinte – eu gosto do Bobbio: o labirinto te ensina muito mais pelos caminhos sem saída do que só se você encontrar a saída direto. A Prefeitura já entendeu que esse caminho está errado. Agora, não é possível repetir o experimento que deu errado e esperar um resultado diferente, não é?
Então, eu não vejo isso como um requerimento de oposição ao governo. Eu vejo isso como um movimento pró Cidade do Rio de Janeiro, a favor do que já deu certo. Enfim, está aí declarado o meu voto. Vamos em frente. Quando voltar à pauta, terça-feira, conte novamente com o meu voto.
Obrigado.