ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhor Presidente, quando ouço falas como a do Vereador Reimont, eu me pergunto em que mundo alguns parlamentares ainda vivem. Ontem, dia que nós assistimos a um confronto entre facções na Praça Seca, que parou a cidade. Eram 30, 40 marginais armados com fuzis, o crime já está armado, o que se discute é que a Alerj aprovou ontem o porte de arma para os deputados e agentes do Degase.
Como o Vereador Jones Moura falou, o porte de arma para a Guarda Municipal, é o mínimo. O acesso a armas de fogo para o cidadão de bem porque o vagabundo, Vereador Reimont, já está armado e quem armou o vagabundo nesse país foi o seu partido: o PT. Foi o PT que, na década de 70, a esquerda com ideal marxista, que entrou na Ilha Grande e pegou preso comum e transformou numa facção – a Falange Vermelha. O livro “Quatrocentos contra um” conta a história da primeira facção no Brasil que surgiu pelas mãos da esquerda, que treinou e armou esses guerrilheiros.
O livro de Carlos Marighella, o “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, é usado nas favelas até hoje, para queimar barricada, tacar fogo em ônibus, franquear guarnições policiais, atingir a polícia, matar os policiais, isso tudo foi implantado pela esquerda.
Aí vem o Vereador Reimont falar num mundo cor-de-rosa mais uma vez, no mundo dos pôneis em que ele vive, quando a esquerda implantou essa guerrilha há 35 anos. O que a Alerj discutiu e que tinha que ser estendido a esta Casa é o porte de arma também para o vereador, talvez a vereadora que foi fuzilada ano passado estivesse viva se tivesse uma arma para se defender. Então, é isso que a gente está discutindo.
Se você quer botar uma blusinha do Che Guevara e sair discutindo a paz mundial, com um genocida no peito, perfeito, vereador, mas respeite o direito de defesa dos outros.
Para completar, Senhor Presidente, essa semana, todos tiveram acesso à delação premiada do Palocci, onde ele diz que o PT lavou dinheiro com o PCC, ou seja, PT, PCC, Comando Vermelho. Está difícil enxergar que isso é uma tríade, é uma aliança que caminha junto?
Então, o meu repúdio às palavras dele. O que aconteceu em Guadalupe foi uma tragédia sim, jovens de 19 anos sendo postos na rua com um fuzil 762, que não são policiais, não têm formação policial, estão sendo colocados no front e atingiram um carro e a esquerda, como o canalha e vagabundo do Marcelo Freixo, fazendo discurso em cima disso. Que negro foi morto naquele carro, se o carro estava tapado de Insufilm? Quem estava dentro daquele carro? Quando se atirou, atirou num carro, ninguém viu quem estava dentro. Quem apertou esse gatilho não foram só aqueles militares, mas também aqueles irresponsáveis que têm colocado as Forças Armadas na rua para fazer o papel da Polícia.
Houve uma intervenção no Rio de Janeiro, R$ 1,4 bilhões foram gastos e nossa polícia não tem um helicóptero blindado. Então, o investimento tinha que ficar na Polícia, quem ter que ir para o front é a polícia com recursos e com apoio.
Agora, política genocida, Vereador, quem implantou foi o PT, foi o PSOL, está sendo feita pelo Nicolás Maduro e pelas facções que vocês defendem.
Obrigado, Presidente. Força e honra.
O SR. PRESIDENTE (CARLO CAIADO) – Pela ordem, o nobre Vereador Fernando William, que dispõe de três minutos.
O SR. FERNANDO WILLIAM – Eu acho que, pela primeira vez na história da Câmara, fui o vereador que votei isoladamente. Praticamente toda a Câmara se unificou em torno do adiamento da votação proposto pelo Vereador Paulo Messina, que tratava, como foi dito aqui, de um jabuti que tinha por finalidade, em último caso, o afastamento do Prefeito.
Quero dizer que me orgulho de ter sido o único a votar da forma que votei, porque cheguei ao entendimento de que devemos, o mais rapidamente possível, afastar o Prefeito Marcelo Crivella do cargo em que se encontra. Eu acho desnecessário relatar o conjunto de fatos, o conjunto de situações, análises da realidade que demonstram que vamos, a partir de agora, viver uma situação de confrontação diária entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, enfim, praticamente paralisando a Cidade.
Pessoalmente, pretendo usar todos os artifícios que puder para ir de encontro a essa administração, confrontar essa administração, denunciar o conjunto de irregularidades, erros, como eu disse, amadorismo na condução das ações da cidade, demonstrando como estão os hospitais, os postos de saúde, as escolas, as ruas, as ruas principais da cidade, o desgoverno absoluto, tudo a que nós assistimos durante essas chuvas, e não foi nada.
Quer dizer, é claro que foi uma chuva intensa, uma chuva diferente da normalidade, mas nós vimos, eu falei aqui, vários vereadores falaram também, constatou-se pela imprensa, o próprio prefeito admitiu, diante de uma chuva daquela, havia 20 funcionários da Prefeitura para atuar na reparação, etc., dos eventuais danos causados, duas retroescavadeiras e dois caminhões.
O resultado disso foi, por sorte, eu diria, que morreram “apenas” 20 pessoas, porque poderiam ter morrido muito mais. Nós vimos como ficou a cidade em diversos locais, da Zona Norte à Zona Sul, do leste ao oeste. Vimos, hoje, lá na CPI que tratou da questão das enchentes, como ficaram ruas, por exemplo, em Manguinhos, que nem vimos citadas nos jornais, como ficaram ruas nos bairros periféricos da cidade.
Quantas e quantas famílias, tudo exatamente que tinham, estão aí abandonadas, sem comida muitas vezes, sem roupa, sem os poucos móveis que tinham. É claro, insisto em dizer, uma parte é responsabilidade da natureza, grande parte é responsabilidade de uma Prefeitura que sequer é capaz de limpar os bueiros da cidade, sequer tem competência para dar conta do mínimo necessário para que a cidade tenha regularidade na sua vivência diária.
Estou pouco me importando se é jabuti, se não é jabuti, se é burro, se não é burro, que bicho está na árvore, se vai ter árvore ou não vai ter árvore. Estou sendo claro, eu quero e vou trabalhar insistentemente, está certo, para que o prefeito seja levado ao impeachment. Se for por eleição direta, que seja eleição direta. Eu acho até que eleição direta teria um gasto significativo, ninguém está preparado para eleição direta numa situação como essa, tem uma série de circunstâncias. Mas se o questionamento for como o de alguns vereadores que não querem que não seja eleição direta, que seja indireta. Que seja direta, que seja indireta, seja assim, seja assado.
O que importa é que a Câmara de Vereadores tem que imediatamente tomar decisões claras, que sinalizem pelo afastamento do Prefeito. E quando eu digo que isso seja rápido, volto a utilizar um termo que eu utilizei e, talvez, não tenha sido entendido por alguns, que é a questão do idealismo mesmo. A gente fica achando que quer o ideal, que quer o perfeito. Enquanto a gente quer o perfeito, o Vereador Jair da Mendes Gomes – eu dou nome – que votou pela primeira vez a favor do PELOM, foi lá, pegou seu “carguinho” e já mudou de voto. E se nós não trabalharmos da forma que devemos trabalhar, pode acontecer – eu espero que não aconteça, tenho observado que os vereadores estão corajosamente determinados a levar adiante o impeachment do Prefeito, pode ocorrer que venha lá, que dê um “carguinho”, dê uma coisa a mais.
Por exemplo, o Vereador Junior da Lucinha, até dois anos atrás votava radicalmente contra o Prefeito, agora mudou. Mudou por quê? Aliás, lamento. É um jovem que teria futuro político, tem tudo para ser um político de futuro. Vai trocar “carguinho” pra votar a favor do Prefeito?
Então, o meu voto, o meu trabalho, a minha perspectiva de atuar neste momento não é do que é ideal, do que é perfeito, se tem árvore, se tem jabuti, se tem cavalo, burro, se tem Cavalo de Tróia, seja lá o que for. O concreto é o seguinte: ou a gente percebe o que está acontecendo e sabe que o que está acontecendo agora pode não acontecer amanhã e vai acabar permitindo que este Prefeito continue a fazer todas as mazelas, que a cidade continue a sofrer todas as consequências... Isso é o que eu quero colocar muito claramente aqui: a partir de agora, tudo que acontecer, eu vou responsabilizar, nominalmente, se for necessário, os vereadores que, de uma forma ou de outra, estão contribuindo para a permanência do Prefeito à frente da gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Isso é o que a gente tem que deixar claro. Se as pessoas querem que seja assim, assado; que precisa ser dessa maneira ou daquela; o ideal é assim... Eu tenho dito claramente o seguinte: para mim, não tem jogo escondido. Para mim, claramente, pode ser indireta, pode ser direta, pode ser da forma que for. Eu até digo que, neste momento, entendo que politicamente seria melhor para todos que sentássemos todos os vereadores e encontrássemos uma alternativa que fosse a melhor de mandato tampão para esta cidade. Que fosse um bom gestor, que fosse uma pessoa com competência, que fosse uma pessoa que pudesse receber todos os vereadores. Uma pessoa que colocasse, por exemplo, para votar o Projeto de Lei nº 855/2018, que é uma lei fundamental para a gente garantir o futuro do Funprevi.
Tem tanta coisa que é necessária, que interessa, inclusive, a vereadores que não são maioria nesta Casa. Nós poderíamos sentar e dizer: nós queremos que isso seja aprovado desde que todos cheguem a um entendimento de que a gente precisa tirar este Prefeito, porque a cidade já não suporta mais.
O contrário disso – e eu quero que isso fique claro na minha posição aqui, que eu respeito os colegas que pensam diferente, respeito todos, respeito a fala de todos. Não estou aqui para agredir, peço até que se tenha mais cuidado. Até meu querido colega Vereador Major Elitusalem, quando usar as palavras como canalha e outras, não são de bom tom, porque a gente acaba ofendendo a quem não... devemos ter cuidado. Todos aqui têm a sua forma de pensar, pela sua formação, pela sua origem. Eu, às vezes, também perco um pouco a cabeça e passo do tom – e exagero. Mas vou procurar me conter, pelo menos hoje. Mas quero dizer o seguinte: eu vou trabalhar para que a
gente vote no sentido de criar as condições necessárias para o afastamento do Prefeito Marcelo Crivella. Eu não suporto mais a cara de pau deste Prefeito chegando à televisão com aquela carinha de santo, com aquela carinha de anjinho, aquela carinha de bonzinho, como se estivesse enganando as pessoas de sua igreja – que me desculpem, eu respeito todas elas, respeito todas as religiões –, mas a mim não engana! É incompetente, é irresponsável, não tem palavra, não cumpre a palavra, entrou em confronto com a Câmara e se inviabilizou. E nós precisamos tratar de resolver essa questão, senão, não anda a Câmara; senão, não anda a cidade; senão, acabamos não chegando a lugar nenhum.
Quero concluir pedindo verificação de quórum.
(Assume a Presidência o Sr. Vereador Felipe Michel, 1º Suplente)
O SR. PRESIDENTE (FELIPE MICHEL) – Solicitada a verificação de quórum, a Presidência pede aos senhores vereadores que tomem assento em suas bancadas:
(Concluída a verificação de quórum, constata-se:
1ª Bancada – 7 (sete) senhores vereadores;
2ª Bancada – 6 (seis) senhores vereadores;
3ª Bancada – nenhum senhor vereador;
4ª Bancada – 1(um) senhor vereador;
Mesa – 1 (um) senhor vereador;
Total – 15 (quinze) senhores vereadores).
O SR. PRESIDENTE (FELIPE MICHEL) – Presentes 15 (quinze) senhores vereadores. Não há quórum para dar continuidade aos trabalhos. A Presidência, antes de encerrar a presente Sessão, lembra a realização de Solenidade de entrega do Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto ao Monsenhor Manuel de Oliveira Manangão, conforme Requerimento nº 1026/2019, de autoria do Vereador Reimont; e convoca sessão ordinária para a próxima terça-feira, 16 de abril, às 14 horas. A Ordem do Dia para os dias 16 e 18 de abril será publicada no Diário da Câmara Municipal de segunda-feira, dia 15 de abril.

Está encerrada a Sessão.

(Encerra-se a Sessão às 17h41)