ORDEM DO DIA
Projeto De Lei 817/2018



Texto da Ordem do Dia

O SR. PRESIDENTE (jJORGE FELIPPE) - ANUNCIA-SE: EM TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA, EM 2ª DISCUSSÃO, QUÓRUM: MS, PROJETO DE LEI Nº 817/2018 DE AUTORIA DO VEREADOR DANIEL MARTINS, QUE "DISPÕE SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS E ORGÂNICOS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EM EVENTOS PRODUZIDOS, ORGANIZADOS, PATROCINADOS OU APOIADOS PELO EXECUTIVO MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS".

(INTERROMPENDO A LEITURA)

Em discussão.

O SR CESAR MAIA – Para comunicação de liderança, Senhor Presidente.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Para comunicação de liderança, o nobre Vereador Cesar Maia, Líder do Bloco Independente Por Um Rio Melhor, que dispõe de cinco minutos.

O SR CESAR MAIA – Senhor Presidente, uma importante matéria, que foi publicada na Folha de São Paulo, no dia 13, que tem como destaque o economista Paul Krugman: “Brasil teve crise de primeiro mundo, mas reagiu como subdesenvolvido”. Eu solicito a Vossa Excelência que dê como lido e que publique o mesmo no Diário da Câmara Municipal.

“1. O Brasil teve uma crise econômica de primeiro mundo, mas reagiu a ela como um país subdesenvolvido, o que não foi acertado, disse nesta quarta-feira (12), Paul Krugman, um dos economistas mais influentes do mundo, professor de Princeton e Nobel de Economia. Em evento organizado pelo Experience Club, empresa de eventos corporativos, em São Paulo, Krugman criticou duramente a forma como o país reagiu à recessão que se iniciou em 2014.

2. Segundo Krugman, o Brasil enfrentou deteriorações importantes no ambiente externo, como a forte queda dos preços das commodities e deterioração dos termos de troca – grandes choques que estavam fora do controle do país. Países como Canadá e Austrália passaram por problemas semelhantes, lembrou ele, mas se saíram melhor porque lidaram com os entraves de forma diferente.

3. Para ele, o problema clássico dos mercados emergentes é o endividamento em moeda estrangeira, algo que causou da crise argentina de 2001 à crise asiática ou mexicana na metade dos anos 1990. “Mas esse não foi o problema aqui.” O Brasil, disse o economista, teve uma “crise de primeiro mundo”, com forte alta do consumo e posterior endividamento das famílias. Mas, no lugar de deixar a moeda depreciar, como outros países fariam, o Banco Central brasileiro optou por aumentar a taxa de juros fortemente com medo da inflação.

4. “As pessoas achavam que estavam nos anos 1990 por aqui, não estavam”, disse. Além do forte aperto monetário, afirmou Krugman, o país começou a cortar gastos, o que deve ser feito em períodos de boom, não de queda da economia, disse ele, ao ressaltar que não ignora que o país enfrenta um forte problema fiscal.

5. Para Krugman, as políticas monetária e fiscal foram uma “má ideia” e resultaram em desemprego elevado. O Brasil, disse ele, tem um quadro de desequilíbrio fiscal que deve ser enfrentado no longo prazo.

6. Com relação à guerra comercial global, o economista disse que o Brasil pode se beneficiar dela, ao exportar mais commodities, em especial a soja, para o mercado chinês. Segundo Krugman, há uma preocupação real com o cenário de guerra comercial, pois o presidente dos EUA, Donald Trump, ‘é um homem que pode fazer as coisas acontecerem’, mas afirmou que seu palpite é que o imbróglio não vai acabar mal.

7. ‘Não acredito que a guerra comercial será o gatilho para a próxima crise’, disse. Ele ressaltou que a próxima crise pode ser uma combinação de algumas coisas, como alavancagem das empresas, altos riscos tomados por parte do sistema financeiro, problemas vindos de emergentes e uma bolha tecnológica – nada na magnitude dos anos passados.

8. Segundo ele, não há grandes problemas nos fundamentos econômicos na economia global, o que dá espaço para um “otimismo moderado”, misturado a certa cautela.”

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – O pedido de Vossa Excelência está acolhido.

O SR. TARCÍSIO MOTTA – Pela ordem, Senhor Presidente.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o nobre Vereador Tarcísio Motta, que dispõe de três minutos.

O SR. TARCÍSIO MOTTA – Senhor Presidente, esse projeto que está, agora, na Ordem do Dia, nesse momento, sobre a questão da agricultura orgânica, interessa a nossa bancada a possibilidade de produzir algumas emendas. Ele não é um projeto que tenha tanta urgência. Nós estamos solicitando o adiamento dele por três sessões, para que a gente possa produzir essa emenda, assumindo o compromisso, inclusive, dele retornar à Ordem do Dia no início do ano que vem.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – A Presidência submete ao Plenário o requerimento de adiamento da discussão da matéria por três sessões.

Os senhores vereadores que aprovam permaneçam como estão.

Aprovado.