Discurso - Vereador Luiz Carlos Ramos Filho -

Texto do Discurso

O SR. LUIZ CARLOS RAMOS FILHO – Boa tarde, Senhor Presidente, todos os vereadores, imprensa.
Eu venho à Tribuna hoje para relatar aos vereadores e a esta Casa que este ano eu tive um episódio, na Fazenda Modelo, no dia 2 de janeiro precisamente, em que fui chamado pelas protetoras dos animais. A antiga gestão da Subsecretaria de Bem-Estar Animal acionou a Guarda Municipal, e um dos guardas municipais, em determinado momento, disse, olhando para mim: “Vou levar para passear”. Alguns vereadores, alguns colegas aqui viram esse vídeo. Eu não coloquei o vídeo nas redes sociais. Tive um embate com esse guarda municipal, que não sabia que eu era o vereador representante no local.
Acho que todos os agentes públicos têm que agir com respeito a todas as pessoas, independentemente de suas funções. Estou falando isso hoje porque fiquei indignado. Ontem, eu estava em conversa com o nobre colega Vereador Jones Moura sobre se nós armamos ou não armamos a Guarda Municipal. Eu estava escutando suas ponderações. Concordei e concordo com muitas das ponderações do nobre colega Vereador Jones Moura. Eu me coloco como indeciso ainda sobre esse tema. Mas, ontem, em Copacabana, tivemos a prova, no meu ponto de vista, de que a Guar
da Municipal não está preparada para ser armada. Ontem, uma pessoa foi covardemente agredida – covardemente agredida! – por um guarda municipal. Eu quero deixar claro aqui, a todos, que um guarda municipal não pode manchar toda uma instituição, como aconteceu com esse guarda que agrediu este cidadão em Copacabana. Foi registrada ocorrência na delegacia. Eu vou encaminhar ofício à Comandante da Guarda Municipal, Tatiana Mendes, para cobrar as devidas providências quanto à atitude deste guarda municipal.
Ainda não tenho o vídeo dessa agressão em Copacabana e do episódio comigo, no dia 2 de janeiro, na Fazenda Modelo, quando um guarda municipal soltou a frase “vou levar para passear”. A gente conhece esse termo na rua: levar para passear! A gente conhece esse termo na rua! E eu, como vereador, fiquei indignado porque eu me coloquei no lugar daquelas pessoas mais simples da cidade que sofrem com esse abuso de autoridade. Abuso de autoridade de policial, abuso de autoridade de guarda municipal, abuso de autoridade de vereador, abuso de autoridade de deputado, abuso de autoridade de juiz. Tem que ter limite para o agente público! Por isso eu demonstro minha total indignação com relação à conduta deste guarda municipal que, covardemente, agiu assim. Eu peço aos nobres vereadores que assistam ao vídeo. Ali fica claro que o guarda municipal não está preparado para esse tipo de abordagem. Eu fico pensando se ele tivesse uma arma naquele momento.
Quero deixar claro também que esta conduta deste guarda municipal não reflete a conduta da instituição Guarda Municipal. Conheço vários guardas municipais. Tenho total respeito aos guardas municipais, mas um deles não pode manchar a imagem da instituição. Por isso mesmo, a Comandante Tatiana tem que ser enérgica, sim, na punição e averiguar o porquê de esse guarda tomar tal atitude contra uma pessoa que não esboçava nenhuma reação. Essa pessoa não estava agredindo o guarda municipal. Por que ele, covardemente, fez isso?
Então, fica meu questionamento, Senhor Presidente. E o questionamento a todos os vereadores e à imprensa para saber por que esse guarda municipal agiu dessa forma e como a Comandante da Guarda Municipal conduzirá esse processo de investigação administrativa contra este guarda para que isso não se repita mais. Assim como aconteceu comigo, acontece cotidianamente com o cidadão da cidade do Rio de Janeiro. E isso, como representante da população, não podemos aceitar, sobretudo em relação às pessoas mais simples da cidade.
Muito obrigado, Senhor Presidente.