Discurso - Vereador Major Elitusalem -

Texto do Discurso

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhora Presidente, caros colegas de Câmara.
Senhora Presidente, todo esse discurso que tem sido feito combatendo a política de segurança – e eu não estou aqui como porta-voz do governador, que isso fique claro, defendo sim as instituições republicanas, tais como a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal –, mas a política de Segurança é uma resposta a um clamor social ouvido no ano de 2018.
A sociedade pediu lei e ordem, as pessoas não aceitam mais serem humilhadas, serem aviltadas por marginais e aí eu me refiro a pessoas de todas as classes sociais, desde aquela pessoa mais humilde, que sai para trabalhar às 4 horas da manhã, lá em Japeri, até aquela pessoa que mora na Avenida Atlântica, num apartamento de R$ 10 milhões. A sociedade brasileira disse “não”, ela disse: “Não aceito mais. Não quero mais bandido dizendo se eu posso sair para tomar um chopp, se eu posso sair para um cinema ou se eu devo ficar em casa”.
Esse discurso de vitimização do marginal e de criminalização da ação policial já se arrasta por 35 anos e o resultado está aí, são 64.000 homicídios. Investir em inteligência, em persecução criminal, em investigação policial, como nós tivemos anteontem na Delegacia de Homicídios, conhecendo o Núcleo de Combate à Violência contra Agentes da Lei, o Núcleo de Elucidação de Morte de Policial, é fundamental, mas a resposta in loco é imprescindível. Quem se mostra contra as operações policiais não tem o menor conhecimento da realidade policial.
O uso da aeronave, em resposta ao caro colega Vereador Tarcísio Motta, é fundamental para preservar a tropa que está no terreno. É óbvio que aquele homem que está lá em cima, a cada disparo, ele também tem que prestar conta daquele tiro que ele deu. Não é a fala do governador, não é a fala do presidente que vai fazer um profissional de Segurança Pública fazer um tiro errado, se o tiro for errado ele vai responder. O ordenamento jurídico brasileiro já prevê isso.
Agora, observatório de favelas da Maré, ONG de não sei o que, eu nunca vi essa gente, essa gentalha, esses canalhas levantarem a voz para falar contra o tráfico na porta da escola e está lá o traficante ostentando arma, viciando crianças, constrangendo o trabalhador ou alguém pensa que o tráfico ou que a operação policial é que constrange o trabalhador?
Eu tenho um amigo que viveu a vida toda em comunidade e teve que fugir da comunidade porque o traficante escolheu esposar a filha dele. Ele, pastor evangélico, a família toda evangélica e o marginal disse que a filha dele seria a mulher que ele escolheu para ter, uma menina de 14 anos. Esta é a realidade das comunidades.
Um morador de bem é oprimido pelo narcotráfico e esse ciclo do mal só pode ser quebrado com ação policial, como no caso que eu citei, que a informação chegou, nós demos o encaminhamento da informação e o marginal teve o CPF cancelado e foi encontrar o criador dele, graças a Deus. E é isso que nós defendemos: uma polícia forte. Contra o mal não tem discurso, o discurso é bonito aqui, o sarau de música, a oficina de miçanga é muito legal para evitar que a pessoa entre no crime. Àquele que recebe de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00 por semana no tráfico não adianta oferecer Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para ele, não adianta oferecer um cursinho, uma bolsinha, porque ele não vai largar aquele Kalashnikov AK-47 − para quem não conhece −, aquele cordão de 1 kg de ouro, ele não vai atravessar para o lado da lei. Só tem um caminho: é a força do Estado. Se ele presenciar a operação policial e botar o fuzil no chão, amém! É uma oportunidade para o pessoal ir lá ressocializá-lo na cadeia. Agora se sustentar o fuzil, ele tem que morrer. Não temos que ficar aqui pedindo um minuto de silêncio para cada policial morto, não. Nós temos é que acabar com a morte de policiais e de pessoas de bem, porque para o vagabundo, no dia em que ele escolhe roubar ou traficar, já foi dada a sentença dele, o fim dele é aquele.
Então, meus parabéns à operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). No dia em que eu estava na Delegacia de Homicídios, a equipe da Core chegou lá após a operação, uma operação cirúrgica, maravilhosa. Eu quero uma operação daquelas todos os dias: 8, 10, 15, 20 marginais mortos. É para isso que a população paga imposto: é para ver vagabundo morto. Quem quer ver o vagabundo vivo ou ostentando fuzil, leva para dentro de casa. Esse é o discurso que a gente tem que pregar.
Aquela operação, para quem não sabe, salvou diversas vidas, porque o marginal 2N, agora passou ao vulgo 3N, está homiziado no Complexo da Maré preparando o ataque para São Gonçalo. Um de vocês aqui pode estar na BR-101 e se deparar com o bonde dele, com 30, com 40 fuzis. E sabe o que ele vai fazer, Vereador Tarcísio Motta? Ele mata o senhor para roubar o seu carro e poder dar fuga ao bonde dele, é isso o que eles fazem. Ele não está nem aí se a sua bandeira é esquerda ou direita, ele mata. Por isso, a ação policial também é preventiva. A inteligência diz: “Aqui está a concentração de marginal”. A operação tem que ser desencadeada.
Sonhamos com o dia em que nossas crianças não tenham que se abrigar de tiro, não tenham que correr. A cena é lamentável, isso eu concordo, Vereador. Quando isso vai acabar? Quando o tráfico recuar. Não é a polícia, não são as forças de segurança que têm que recuar, é o marginal. Se o marginal, como todo o bom comerciante, começar a apanhar todo o dia, ele vai recuar.
A estatística da Delegacia de Homicídios apresentada elevou a elucidação de mortes de policiais de 12% para 36%. Nos Estados Unidos, essa estatística chega a 75%. Nós precisamos dar suporte para esses homens, para que eles elucidem e para que a resposta seja dada imediatamente. Porque quando chegar o dia em que o marginal entender que se ele atirar contra a polícia, se ele matar um policial o comércio dele está quebrado, ele para de dar tiro. Aí voltamos aos tempos da década de 90, no início da década de 90, quando o bandido via a polícia e corria. É isso o que queremos. O tráfico nunca vai acabar, temos essa consciência. Mas o tráfico armado, enfrentando a polícia, tem que ser dizimado. E ninguém pode usar dinheiro público para defender essa gente. O Estado tem que ser forte.
Obrigado, Senhora Presidente. Força e honra!