Discurso - Vereador Dr. Eduardo Moura -

Texto do Discurso

O SR. DR. EDUARDO MOURA – Senhor Presidente, senhoras e senhores vereadores, assessores, imprensa, técnicos e funcionários da Casa, todos aqueles e aquelas que ocupam as galerias, obrigado pela presença; e telespectadores da TV Câmara:

Eu ocupo mais uma vez esta Tribuna para, inicialmente, regozijar-me com uma notícia que diz: “Saúde supera meta e vacina 98% das crianças de até 5 anos contra a poliomielite”.

As pessoas dessas últimas duas, três décadas, nem imaginam o que foi a poliomielite no nosso país e o que foi no mundo. Os problemas que as pessoas tinham, tanto as crianças como os adultos, eram problemas que levavam ao óbito ou a sequelas gravíssimas, uma paralisia flácida grave. Hoje, nós vemos que está erradicada e vemos que há uma vacinação que atinge a meta, com 98% das crianças de até cinco anos, é algo que tem uma importância muito grande. Mesmo porque essa vacina não dá só uma resposta para quem está recebendo a vacina. Quando aquela criança elimina, através das fezes, a vacina que foi aplicada, ela serve para dar condições de que não tenhamos mais a poliomielite no nosso país, e no caso aqui nós falamos do nosso município. E isso é importantíssimo, até que as pessoas saibam disso, porque se imaginar que é só quem está sendo vacinado que vai ter essa vantagem, está equivocado, porque todo mundo, toda população do Município é beneficiada quando a vacina é feita.

A Secretaria Municipal de Saúde superou a meta da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e imunizou 342.511 crianças menores de cinco anos, o que, como eu disse, equivale a 98,2% da população alvo na nossa cidade. A meta era de 95% - então nós ultrapassamos a meta. A campanha aconteceu entre os dias 15 e 31 de agosto, nas mais de 200 unidades de saúde. Somente no primeiro dia de mobilização contra a paralisia infantil, mais de 900 postos de vacinação foram disponibilizados pela Secretaria em toda cidade. O país está livre do poliovírus desde 1990. O objetivo é evitar a reintrodução do vírus selvagem no país, mantendo as ações até que ocorra a certificação mundial da erradicação da doença.

Então, eu acho que é importante noticiarmos isto e podermos falar com orgulho sobre essa meta que foi alcançada. Dizer para todas as pessoas que nos ouvem que será iniciada a segunda fase da imunização contra o vírus HPV.

Então, é importante que a gente possa dar essa noticia, porque começou ontem a segunda etapa da vacinação contra o vírus HPV, que é o papiloma vírus humano, vacinação voltada para meninas, entre nove e treze anos.

A meta da Secretaria Municipal de Saúde é imunizar 80% da população alvo, o que corresponde a 106 mil pessoas. Quem não foi vacinado em 2014 ou não recebeu a primeira dose no inicio do ano, poderá receber o imunizante conforme a caderneta de vacinação. Até o momento 65.266 adolescentes - 49.2% do total - receberam a primeira dose da vacina.

Eu queria fazer um comentário em relação a isso. Foi uma quantidade muito aquém daquela que nós precisamos. Eu acho que os pais, avós, adolescentes que nos ouvem aqui através da TV Câmara, e nos nossos gabinetes, nos gabinetes dos companheiros vereadores, e nas dependências da Câmara, tem que falar para aquelas pessoas que tenham adolescentes nessa faixa etária entre nove e 13 anos, da importância de fazer essa vacina.

É uma doença grave, que se fosse tão somente pelas lesões que causa, as lesões aparentes, não teria tanto problema, mas em muitas situações as lesões pelo papiloma vírus humano não aparecem, não são visíveis, mas as consequências são gravíssimas, principalmente para as mulheres.

Não só para as mulheres, porque os homens também correm risco de ter o câncer no pênis, no ânus, e nas mulheres, todos sabem, o câncer de colo de útero. É um câncer de uma incidência enorme, Senhor Presidente, como Vossa Excelência sabe.

Então, temos uma oportunidade grande, e eu sempre fui defensor, como pediatra e sanitarista, que tivéssemos essa vacina no SUS - Sistema Único de Saúde. Isso foi sendo postergado, o que levou a um número enorme de mulheres que morreram de câncer de colo de útero.

O câncer de colo de útero, como a grande maioria dos cânceres, quando são diagnosticados no inicio, o prognostico é bom, mas quando isso é levado adiante, em muitas situações as mulheres vão a óbito por causa desse tipo de câncer. É um câncer evitável. Então, não podemos dar essa chance de, havendo a vacina, deixarmos de tomá-la. Como eu disse, os adolescentes devem tomar a segunda dose nas Clinicas da Família e nos Postos de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Infelizmente, não é o que acontece ainda em relação a dengue. Nós temos ainda um número grande de casos de dengue ocorrendo já em agosto, no inverno, com uma expectativa que tenhamos um número maior ainda em setembro.

O que chamam de veranico, que é esse verão extemporâneo, está dando oportunidade para que esse mosquito possa fazer a transmissão do vírus, não só o da dengue, mas também o da zica.

O vírus da zica, embora o prognóstico seja melhor, mas ele faz com que as pessoas que sejam acometidos por essa virose tenham problemas muito sérios, ficam entre sete a 10 dias, em muitas situações, com febre, não podendo trabalhar, as crianças não podendo ir à escola.

É estranho que, ainda hoje, tenhamos que falar da dengue, ainda hoje, em pleno 2015! Não dá para entender. Infelizmente, não temos a vacina. Eu li algum trabalho médico recente dizendo que a vacina está em um estágio avançado, mas ainda não está sendo aplicada. Enquanto não tivermos a vacina, nós teremos problemas em relação à dengue.

Por que faço esse paralelo da dengue e da zica? Porque o prognóstico da dengue é muito pior, em muitos casos. As pessoas muitas vezes vão a óbito, por causa da dengue. E é uma morte evitável, é uma morte que podemos... Sabemos o quanto é problemático para as pessoas que são acometidas por essa doença, que é uma doença grave. Não dá para imaginarmos que ainda tenhamos dengue, mas o que temos que fazer é trabalhar. E é o que eu faço, aqui e agora, e o que os meus companheiros da Casa, em sua grande maioria, fazem, buscando fazer com que haja uma prevenção em relação à dengue. Se nós fizermos isso, já vai ser muito bom, porque, mesmo antes da vacina, não podemos ficar esperando que ela chegue para resolvermos a questão da dengue.

Então, gente, vamos trabalhar!