ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia

A SRA. TERESA BERGHER – Senhor Presidente, colegas vereadores, vereadoras. Eu confesso que me surpreendi com as declarações, com a fala do colega Vereador Reimont.
Primeiro, eu já fico surpreendida e até um pouco temerosa quando as pessoas resolvem se referir ao outro pelo fato de ele ser judeu. Isso sempre me surpreende. Então, Vereador, eu acho que o senhor, quando fez menção ao Vereador Marcelo Arar, pelo posicionamento dele, não deveria ter citado o fato de ele ser judeu. Considero desrespeitosa a sua fala. Desrespeitosa. E mais ainda: quando o senhor fala em Deus, o Deus de Israel, o Deus do povo judeu, o Deus do povo judeu é o mesmo Deus do senhor. Porque existe um único Deus.
Então, achei totalmente inoportuna a sua posição. Não gosto de uma porção de coisas de que o Governador Witzel fala. Não gosto da palavra “abate”. “Abate”, “abater”, nós usamos essas palavras quando nos referimos a animais, não a seres humanos. Também jamais vou celebrar a morte, seja de quem for. Eu celebro a vida! Eu celebro a felicidade! Eu celebro a alegria! O que aconteceu hoje, na Ponte Rio-Niterói, é lamentável sob todos os aspectos. Obviamente que ninguém aqui – tenho certeza – desejava que as pessoas que estavam naquele ônibus, de alguma maneira, pudessem ser atingidas. É claro que não! Todos nós torcíamos por um final sem mortes, claro. A morte, nunca! Acho que as pessoas têm que ser presas, tem que ser punidas, mas sou contra esse tipo de coisa. Sempre celebrar a vida, nunca a morte. Mas, infelizmente, o senhor foi desrespeitoso quando citou a maior tragédia da humanidade, que matou seis milhões de judeus, que matou milhões de outras minorias, como homossexuais, deficientes físicos, negros, ciganos...
Então, confesso, Vereador, que realmente não gostei da sua posição. Era isso o que tinha a dizer.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o nobre Vereador Jones Moura, que dispõe de três minutos.

O SR. JONES MOURA – Obrigado, Senhor Presidente.
Ouvi a fala do Vereador Reimont, do PT, e muito me preocupou, porque ele citou o episodio que aconteceu na Ponte Rio-Niterói, onde tivemos nitidamente um surto psicótico, seja o que for. Tínhamos ali um elemento que estava colocando mais de 30 vidas humanas sob ameaça. Ali, tinha gasolina, coquetel molotov, isqueiro para acender, uma arma que não se sabia se era verdadeira ou falsa, faca, arma de choque elétrico... Ali tinha, na verdade, uma pessoa pronta para fazer um ato de terrorismo, talvez não visto ainda em algum país neste mundo. Estava tudo ali pronto para isso.
Mas não vi aqui, Senhor Presidente, o Vereador do PT citando aquelas vidas humanas que foram salvas. Não vi o Vereador do PT citando a operacionalidade, a ação da Polícia, que salvou vidas. Porque ali foi utilizada uma arma. A gente gosta muito aqui... A gente, não. Alguns poucos falam muito das armas, que arma mata e tira vida de gente inocente – mas e as armas que salvam? Ali, a arma daquele atirador salvou muitas vidas.
Então, quero passar um recado aqui, não só ao Vereador do PT, mas a todo o PT. Neste momento, precisamos nos lembrar das vidas que foram salvas. Quem morreu tinha a responsabilidade do ato que cometeu. Ele sabia... E outro detalhe: serve de exemplo para todo aquele que for praticar um ato parecido. Aqui, no nosso Rio de Janeiro, não pode ser igual a países que têm terrorismo parecido.
Por isso, vamos tomar a fala sempre aqui para enaltecer a ação da Polícia naquela hora. E não é só da Polícia Militar, não, mas de todos ali que integraram aquela ação: o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal. Parabéns a todos! Quando o Governo do Estado erra, utilizamos a Tribuna para criticá-lo. Mas quando acerta, palmas! Palmas para o Governo, porque acertou. Vidas foram salvas.
Fico aqui conjecturando... aquelas famílias daqueles que estavam naquele ônibus agora devem estar abraçando forte os seus familiares, e dizendo: “Obrigado, Governo, porque agiu e salvou a vida de inocentes”. Disseram por aí: “quantos inocentes morreram em ação policial?” – mas, hoje: quantos inocentes foram salvos por ação policial? Isso eles não citam!
Eu ouvi o pronunciamento do Vereador Reimont, do PT, focado no criminoso, focado em quem queria matar, focado em quem queria praticar ato de terrorismo. E não falou das vidas dos inocentes. Por isso, aqui, nós também, na condição de legisladores e de políticos, enaltecemos a ação da Polícia e do Governo do Estado. Parabéns, porque vidas foram salvas.
Obrigado, Senhor Presidente.