Discurso - Vereador Willian Coelho -

Texto do Discurso

O SR. WILLIAN COELHO – Boa tarde a todos. Boa tarde, Presidente, Vereador Inaldo Silva. Todos nós estamos acompanhando o drama que vive a saúde na Cidade do Rio de Janeiro. Na semana retrasada, tivemos aqui uma audiência pública realizada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira. Essa audiência aconteceu na Sala das Comissões. Tivemos, aqui, a presença do Secretário Paulo Messina, que é o Secretário-Chefe da Casa Civil, e também da Secretária de Saúde.
Nessa audiência foi tratado não só do corte, da redução de 13% que a saúde vai sofrer no ano de 2019, mas também foi falado da reestruturação, da readequação da rede de saúde na Cidade do Rio de Janeiro.
Hoje pela manhã, o Secretário-Chefe da Casa Civil deu uma entrevista ao Bom Dia Rio, e, logo em seguida, tivemos um episódio na Clínica da Família Ana Maria Conceição dos Santos Correia, em Vila Cosmos, onde algumas pessoas alegaram que foram à Clínica da Família e tiveram que voltar para casa porque não ia ter atendimento. E um fato que me deixou muito indignado foi ver o Secretário-Chefe da Casa Civil Paulo Messina; ele foi pessoalmente a esta Clínica da Família e perguntou para a gestora da clínica – eu não sei o nome, mas está lá, e foi matéria agora à tarde no RJTV – quem tinha determinado, quem tinha dado a ordem para que aquelas pessoas pudessem voltar para casa.
E é nesse ponto que existe um grande equívoco do secretário, porque, na verdade, ele deveria ter perguntado se o salário daqueles funcionários está em dia. Ele deveria ter perguntado, Vereador Paulo Pinheiro, se existe medicamento, se existe insumos básicos para aquelas pessoas serem atendidas naquela unidade. Segundo informações, essa unidade é uma das melhores da cidade. Na CAP 3.3, ela está entre as cinco melhores. Tem uma equipe excelente, com uma gestora comprometida. E é claro que é dever da Clínica da Família fazer os atendimentos. Isso é óbvio! Mas também é dever da Prefeitura fazer os pagamentos.
Eu posso citar aqui como exemplo a CAP 5.3, onde os funcionários receberam apenas 10% do salário. Como vamos exigir que esses funcionários trabalhem focados? Como vamos exigir isso? Mas, mesmo assim, mesmo sem salário, eles estão lá, trabalhando, se dedicando, buscando dar o atendimento adequado ao cidadão. Mas parece que isso não é compreendido pelo nosso Secretário da Casa Civil, Paulo Messina.
Então, eu queria aqui, em primeiro lugar, me solidarizar com aquela gestora que foi exposta nos meios de comunicação, como se tomando uma bronca do Secretário da Casa Civil, quando na verdade a pergunta dele deveria ter sido outra. Repito, ele deveria ter chegado à Clínica da Família e perguntado: “O seu salário está em dia? A Clínica da Família tem medicamento, tem insumos básicos?”.
Eu acabei de receber, hoje, na parte da manhã, uma denúncia de que, na UPA de Sepetiba, os medicamentos acabaram. Minha irmã acabou de sair da UPA, foi levar minha sobrinha que estava com dificuldade na respiração; o médico informou que a UPA está sem medicação. Nem oxigênio para fazer nebulização! Essa é a pergunta que o secretário deveria ter feito àquela gestora. Então, eu venho aqui me solidarizar e dizer que é muito difícil fazer um atendimento adequado.
O próprio Fachel estava entrevistando o secretário. Ele estava falando da saúde, mas depois entrou, Vereador Inaldo, na questão de transporte. E como falar em política pública de transporte, se em apenas um ano e 10 meses trocamos o secretário quatro vezes? Em um ano e 10 meses, trocamos o Secretário quatro vezes. Em um ano e 10 meses, trocamos o Secretário de Saúde três vezes. Então, realmente, é muito difícil entender, mas eu quero aqui me solidarizar com os profissionais da saúde que, mesmo sem condições, mesmo sem salário, sem pagamento, estão lá, suando a camisa para, diante de todas as dificuldades, dar um atendimento adequado à população da Cidade do Rio de Janeiro. Muito obrigado.