O Instituto do Património Histórico Nacional — IPHAN, em sua página na Internet, ao tratar do Património Cultural Imaterial leciona que: "A Unesco define como Património Cultural imaterial 'as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu património cultural.'
O Património Imaterial é transmitido de geração em geração e consíantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana"
Nada mais correto, portanto, que se declare o Frescobol Património Cultural Imaterial do povo carioca, uma vez que esse esporte foi criado na Cidade Maravilhosa, como nos conta a Wikipédia, a enciclopédia livre:
"Frescobol é um esporte tipicamente praiano, criado no Rio de Janeiro no século 20. É jogado por dois jogadores ou mais. E também comum sua prática em locais públicos.
No Frescobol não existe rivalidade, não há vencidos e nem vencedores. Como se joga cooperativamente, não há adversários e sim parceiros. E um jogo onde cultiva-se a amizade e o comprometimento nas jogadas.
Muitas vezes confundido com o Beach Tennis, o Frescobol se distingue basicamente pelo seu estilo cooperativo, em oposição ao estilo competitivo do Beach Tennis - este se assemelha mais ao Ténis e que, inclusive, possui área precisamente delimitada e uma rede de separação. Apesar das diferenças, raquetes semelhantes às do Frescobol são utilizadas atualmente em partidas amadoras de Beach Tennis, principalmente na Europa.
O Frescobol foi inventado no Brasil entre 1945 e 1946, no bairro de Copacabana, cidade do Rio de Janeiro, após o término da II Guerra Mundial. Seu idealizador, Lian Pontes de Carvalho, residia no edifício de n° 1496 da Avenida Atlântica, esquina com a rua Duvivier.
Na década de 1950, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da ruc Bulhões de Carvalho, em Copacabana, costumava jogar ténis com os amigos nas l areias da praia, entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com frequência, por causa da maresia, ele desenhou raquetes de madeira, resistentes à água do mar. Pediu então a um amigo, que possuía uma carpintaria em casa, na rua Souza Lima, no mesmo bairro, para fabricar as raquetes. Estava ai inventado o jogo como c conhecemos hoje. Somente décadas depois o nome "frescobol"foi criado.
Durante a década de 80 foram realizadas muitas competições isoladas em váriosestados do Brasil. Apesar disto, ainda não havia um grande intercâmbio entre osjogadores de diferentes naturalidades. Mais tarde, em 1994, foi realizado o I CircuitoBrasileiro de Frescobol que percorreu nove estados brasileiros, possibilitando assimum grande intercâmbio entre os jogadores de vários estados.
Em abril de 2003, realizou-se o I Congresso de Frescobol, em Vitória-ES, contando com a participação da Federação Baiana de Frescobol — FEBAFRE, da Federação de Frescobol do Estado do Rio de Janeiro - FEFERJ, da Federação Espiritosantense de Frescobol - FESFRE e da extinta Associação Brasileira de Árbitros e Atletas de Frescobol - ABRAAF (do Estado de São Paulo). Neste congresso, foi constituído um novo regulamento para o Frescobol. A partir de então, as federações buscam a fundação da Confederação Brasileira de Frescobol a fim de registrar este novo esporte no Ministério dos Esportes, Comité Olímpico e Para-Olimpico Brasileiro'3^.
Alguns praticantes amadores e jogadores profissionais que viajam para outros países têm disseminado a prática do esporte por onde passam. Desta forma, o Frescobol tem se difundido por todo o mundo.