PROJETO DE LEI1795/2008
Autor(es): VEREADORA NEREIDE PEDREGAL


A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
D E C R E T A :
Art. 1º - Fica instituído o dia 27 de janeiro como o dia da União Feminina Missionária Batista Carioca que constará também do calendário oficial da cidade.

Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Plenário Teotônio Vilela, 1º de julho de 2008.


NEREIDE PEDREGAL

Vereadora



JUSTIFICATIVA

Este Projeto de lei tem por finalidade referenciar a importância da União Feminina Missionária Batista Carioca - UFMBC. O objetivo na verdade é a conscientização da população das obras de Deus.

Desde o início do trabalho Batista no Brasil, as senhoras ocuparam um espaço nas várias esferas denominacionais. Esse serviço voluntário gerou interpretações várias, dando margem a colocações equivocadas, somando-se à falta de informações precisas, com relação a datas, eventos e lideranças, tão necessárias num contexto histórico.

Na abordagem em questão,sentimo-nos na obrigação de realçar três situações bem distintas com relação ao trabalho de senhoras no país, e, em particular, no Campo Carioca. Antes, porém, para melhor compreensão e conseqüente colocação histórica, achamos por bem realçar termos e expressões sublinhados em negrito:

1. As organizações das Uniões de Senhoras nas Igrejas.

2. A organização de Senhoras no Brasil (União Geral).

3. As organizações Estaduais.

As intensas, minuciosas e reiteradas pesquisas, com relação a UFC, durante esses últimos 4 anos, nos dão um embasamento para tentar esclarecer esse início pioneiro que fincou as estacas dessa quase mega-organização, que move o elemento feminino Batista por este país.

1. As senhoras nas igrejas – à proporção que estas iam sendo organizadas, surgiam, por força da estrutura eclesiástica, um desempenho natural do elemento feminino. Contudo, para se definirem funções, logo era sentida a premência de um esforço estruturado e, assim, cada igreja ia formando a Sua União ou Sociedade de Senhoras (local).

Assim sendo, no Campo Carioca (na época D. Federal), a União de Senhoras da PIB do Rio foi a primeira a ser criada em 8 de dezembro de 1899, tendo como presidente, a missionária Anna Luther Bagby. Foi uma organização restrita a igreja local e não caracterizada como uma entidade denominacional estadual, embora exercesse natural influência sobre as demais uniões, pela liderança que ali se concentrava. Não foi a primeira do Brasil. De acordo com a carta que o missionário S. L. Ginsburg escreveu à Junta de Richmond em 9 de agosto de 1893, ele assim se expressa: “Sexta- feira passada uma Sociedade Missionária de Senhoras foi organizada em nossa Igreja [PIB de Niterói]. Segue a lista da diretoria que deve ser publicada porque é a primeira que o Brasil já viu”.

A carta continua relacionando os componentes da diretoria, sendo sua esposa, Emma M.Ginsburg, a presidente (CFV, Israel Belo de Azevedo, p.98; História da PIB de Niterói de Clodovil Fortes Cavalcanti e Ely Francione de Abreu p.33).

A Segunda Sociedade organizada no Distrito Federal foi a da IB do Engenho de Dentro, em 28 de agosto de 1901.

Essa Sociedade já comemorou o seu primeiro centenário em 2001.

E assim, aos poucos, a força feminina atuava através das uniões em suas igrejas, à proporção que essas iam surgindo.

2. União Geral de Senhoras no Brasil – Em 23 de julho de 1908, foi organizada a “União de Senhoras do Brasil”, com 20 sociedades de Senhoras e 5 de Crianças. (Álbum do Brasil Batista, p.60). Teve como presidente, Graça Entzminger. Era do âmbito Nacional. Nesse período, ainda pioneiro, sem uma liderança especializada em número suficiente para atender a uma demanda sempre crescente, as senhoras representantes de suas Uniões ou Sociedades compareciam às reuniões da Convenção, dando sua já conhecida colaboração oficiosa até com uma programação adredemente preparada pela própria Convenção Nacional ou Estadual.

A União Geral do Brasil mantinha uma representante em cada Estado e esta se relacionava, diretamente, com as Sociedades das igrejas (Ver Anais da CBB, 1913).

Ainda no âmbito nacional, o Pr. Antonio Mesquita, no livro da História dos Batistas no Brasil, p. 50, assim se expressa: “ Em 1919 e 1920 houve um período que se podia chamar de paralisação e, nesta época, foi mudado o precioso nome para o de “Junta de Trabalho de Senhoras’. O doce nome, entretanto, de principio apelou tanto aos sentimentos das irmãs que se tornou a adotar ‘União Geral de Senhoras do Brasil, auxiliar à Convenção Batista Brasileira’, em 1922”. No rodapé, Mesquita informa: “Este capítulo nos foi fornecido, a pedido, por Miss Minnie Landrun, MD Secretária Correspondente da União Geral e publicado na íntegra”.

Já o Pr. José dos Reis Pereira informa que, no cumprimento dos objetivos da União Geral – “Suas reuniões gerais se efetuavam por ocasião das Assembléias da CBB. Mas, em 1920 após um parecer sobre o trabalho de senhoras, foi resolvido, pro recomendação deste mesmo parecer, que era assinado por senhoras, que houvesse uma Junta da Convenção para tratar desse trabalho”.(Cita Anais da CBB, em Recife, 1920, p. 22). Na p. 153 declara que o trabalho das senhoras passaria a ser dirigido por uma Junta da Convenção em pé de igualdade com as outras Juntas, ainda a nível nacional. Continuando diz ele: “desapareceu, portanto a União Geral e surgiu uma Junta de Trabalho de Senhoras. Essa Junta teve existência efêmera porque, em 1922, atendendo a uma proposição assinada pela missionária Ruth Randall, a Convenção dissolveu a Junta e reapareceu a União Geral. Ruth Randall foi eleita presidente da organização”. ( H. B.B., 1982 – 2001 p. 276, Edição com Apêndice).

Encontramos na p. 154 do mesmo livro o seguinte: “As senhoras não apreciaram a experiência de terem seu trabalho dirigido por uma Junta da Convenção e solicitaram o retorno da antiga UG, funcionando com certa autonomia”.

Nesse ano, 1922, através de OJB, 08.10.1922, p.6, Emma Ginsburg informa que ela foi escolhida Secretária Correspondente da União Geral de Senhoras do Brasil.

Até 1960 o Rio de Janeiro era a capital do país (Distrito Federal) quando esta foi transferida para Brasília. Atualmente, o chamado Campo Fluminense, o então DF e o Estado da Guanabara formam o Estado do Rio de Janeiro, Unidade da Federação, cuja capital é Rio de Janeiro, Niterói é Município. ( Informações colhidas do Serviço de Patrimônio da União e do IBGE, em 02.12.2003).

Quando houve a fusão – Distrito Federal e Estado do Rio de Janeiro, também chamdo Fluminense – as duas Convenções tentaram unir-se em uma só, mas a idéia foi logo descartada.

Hoje, a Convenção Batista Carioca tem características de Convenção Estadual, observando os antigos limites territoriais, mas restrita à grande cidade do Rio de Janeiro.

3.Organizações Estaduais - Temos conhecimento, através da HBF, p. 107, que as Senhoras Fluminenses se organizaram em 1913, na cidade de Campos. Mas, talvez, ainda não representassem uma força no âmbito nacional, agravada pela pouca divulgação. Mais adiante, veremos a razão desse nosso comentário, tendo por base um artigo de Ruth Randall, em 1922.

No Campo Carioca (na época, DF), o início parecia nebuloso, quase indefinido. Sendo a Administração Nacional Denominacional concentrada no Rio – Sede – e, por motivos óbvios, era natural que houvesse superposição de tarefas e interpretações.

Durante esses 4 últimos anos, voltando a percorrer caminhos e labirintos em busca de dados mais precisos com, relação ao início feminino no Campo Carioca, a despeito dos entraves e das imaturidades causadoras e indutoras de erros, no final, o poder da autenticidade prevaleceu e, surpreendentemente, encontramos a Coleção do OBF abrangendo o período de 1918 a 1925; no nº de janeiro/fevereiro de 1920, pp. 4 e 5 que relatava o seguinte.:

O Trabalho das Senhoras – No dia 27 de janeiro p.p. as senhoras deste Campo reuniram-se e organizaram uma convenção auxiliar [escrito com letras minúsculas] à Convenção Federal. Acharam-se presentes representantes das dez das doze Igrejas deste campo, e foi realizado um programa bem interessante. Seguindo o Pr. F.F. Soren falou sobre ‘O Lugar das Sociedades de Senhoras na Igreja Batista’; discurso que achou boa aceitação e animou as irmãs bastante. Num parlamento aberto, diversas irmãs discutiram as dificuldades do trabalho e meios de vence-las, e recebeu também a Grande Campanha a devida atenção. O espírito da Reunião foi excelente e todas saíram alegres animadas.

Foram eleitas as seguintes irmãs para compor a ‘mesa’ durante o ano corrente, a saber:

Presidente: Maria Siqueira Passos (membro da IB do E. de Dentro);

Vice- Presidente: Emma Paranaguá (PIB Rio);

Sec. Arquivista: Maria Oliviera Pereira (IB da Tijuca);

Sec. Correspondente: Herondina Tavares (IB Méier);

Tesoureira: Brasileira Miranda Pinto (IB de S. Cristóvão).

Compete a essas irmãs orientar-se do Trabalho de Senhoras neste Campo, visitando as Sociedades para sua própria informação e para animar as irmãs nas diversas Igrejas. Também promoverão a organização de nossas Sociedades onde for conveniente.

Espera-se que o trabalho no Distrito Federal tome outro aspecto como resultado da troca de idéias e animações que vem da cooperação da parte de todas. Que assim seja! Ruth Randall”.

Ainda não encontramos qualquer ata dessa reunião, como também nenhuma referência com relação às atividades das Senhoras, oriundas dessa organização, nesse ano.

Na época, a função de Secretária Correspondente era a de escrever cartas e artigos; em 1921, como veremos, as atribuições desse cargo foram definidas de forma mais abrangente e efetiva.

Em 1921, no OBF, janeiro/fevereiro, p. 2, há uma referência a “Uma reunião especial das Senhoras, em que tomaram importantíssimas deliberações sobre o seu trabalho, elegendo novas diretorias, etc.”. Informa que a Ata dessa reunião foi aprovada pela Convenção “ e será publicada, conjuntamente com as da ‘Reunião Anual’ desta Convenção”.

Temos cópia de uma Ata dos trabalhos de senhoras do DF, sem assinatura e sem data. A reunião é dirigida por Emma Paranaguá e o assunto principal é o Parecer sobre o Orfanato, cuja a relatora é Jane Soren. No final é acrescentado o seguinte: “Depois dos trabalhos reuniu-se a Junta e elegeu a diretoria dos trabalhos de senhoras: Presidente: Emma Paranaguá; Vice- Presidente: Elisa de Miranda Pinto; 1ª. Secretária: Sophia Inke; 2ª. Secretária: Alzira de Souza; Tesoureira: Maria Passos”.

Desde 1919 a Convenção Batista do DF preocupava-se com a necessidade da organização de um Orfanato nesta cidade elegeu uma Junta de Senhoras para estudar essa possibilidade: Jane F. Soren, Alice Baker, Mrs. A.B. Langston, Maria Flores Teixeira e Eugenia Pitrowsky.

De uma cópia de xérox do relatório de Miss. Ruth Randall, solicitado por nós e enviada pela Junta de Richmond, a missionária assim escreve, com relação ao Trabalho das Senhoras, 1921: “(...) está sendo feito o trabalho regular de tais organizações. Por algum tempo o interesse não foi grande para esta fase de nosso trabalho. Porém, esse desinteresse foi devido à falta de organização central e plano para o país inteiro”.

Em um número de OBF de 1921, é publicado um longo artigo sobre a Junta do Trabalho das Senhoras no DF. As noticias que conseguimos captar, até o presente, não oferecem exatidão, dando a impressão de que o trabalho de senhoras no DF ainda não se apresentava em bases sólidas, no período de 1920 a 1922. O aludido artigo é assinado por 3 senhoras de uma Comissão: Anna M. Watson, Elisa Miranda Pinto e Sophia W. Inke. De um determinado trecho copiamos o seguinte: “acabamos de dizer que as relações entre as sociedades que constituem a organização distrital, tem sido um tanto frouxa, o que é efeito natural e lógico das condições de período de transformação na organização do Trabalho das Senhoras em conexão com a ‘Convenção Batista Brasileira’. E desde que é desejável modelar a nossa organização da organização unidade do Distrito Federal em conformidade com as bases estabelecidas em Recife, passamos a dizer algo sobre as mesmas” (passa a citar trechos dessa Convenção):

Destas citações deduzimos que os seguintes princípios sobre os quais temos que organizar o trabalho no Distrito Federal pela Convenção (...) precisamos de uma Junta Distrital nomeada pela própria Convenção”.

Ainda no mesmo artigo, como última sugestão, continuaram: “Que as Sociedades orem para que o Senhor lhes dê uma Secretária Correspondente do Trabalho das Senhoras no nosso Campo,que dedique todo o tempo a este tão importante Serviço, visitando e estimulando todas as organizações em todas as suas atividades, etc.”.

No inicio deste capitulo informamos que as senhoras não apreciaram a experiência de “terem seu trabalho dirigido por uma Junta da Convenção solicitaram o retorno da antiga União Geral”.

Temos tentado ordenar os fatos ocorridos na época, conforme dados colhidos, incompletos, omissos e confusos, à custa de muito sacrifício. Num país de extensão territorial como o nosso e no campo das experiências de um trabalho novo, iniciado e dirigido por queridos missionários, corajosos e com ardor evangelístico na alma, enfrentando os mais diversos obstáculos como o da língua, costumes, diferenças culturais, recursos financeiros e, além do mais, a febre amarela, malária, etc., ainda não erradicamos, podemos entender as constantes mudanças de decisões e programas de trabalho, compreensivelmente, procurando métodos ajustáveis ao contexto da época e do país. Verificamos que no trabalho das senhoras, não poderia ser diferente. Daí o apelo de Miss Ruth Randall, em 1922, que transcrevemos a seguir sobre o Trabalho de Senhoras no Brasil.

Por enquanto o ponto mais fraco neste trabalho é a Falta de organizações estaduais. Cada Convenção Estadual deve eleger uma Comissão de Senhoras para assumir a responsabilidade do trabalho de senhoras naquele Estado, e essa Comissão Central da União Geral informando como podem cooperar no Trabalho Geral (...). Talvez haja Sociedades de Senhoras que não sintam grande necessidade de auxilio alheio(...)”. Apela para que se comuniquem com Emma Ginsburg, na época, relembramos, Secretária Correspondente Geral (Número Especial do OJB de 03.09.1922, p. 97).

1923­ Neste ano o trabalho de Senhoras no DF entra numa nova fase.

Temos uma cópia da “Ata da Sessão reorganização do trabalho de senhoras Batistas no Distrito Federal, 09 de fevereiro de 1923, achando-se presentes irmãs das diversas Igrejas Batistas do DF, no tempo da Igreja Batista do Engenho de Dentro”.

Miss Ruth Randall inicia a reunião, aguardando a chegada de Emma Ginsburg queria dirigir os trabalhos dessa sessão. Seguiu-se o desenrolar de um programa constando de cânticos, orações e leituras Bíblicas, como também da apresentação do “Padrão de Excelência para as Sociedades de Senhoras” então, eleita a Diretoria:

Presidente: Edith Allen;

Vice- Presidente: Ruth Randall;

Secretária Correspondente: Syndah de Oliveira Campos;

Secretária arquivista: Ermelinda Siqueira Lyra.

A irmã Anna Watson pediu a palavra para dizer que ainda não tínhamos dado nome a nossa organização. Pela irmã Emma Ginsburg, foi sugerido o nome de União Geral das Senhoras Batistas do DF, sendo proposto pela irmã Anna Watson que fosse aceito este nome com uma pequena modificação, isto é, União Geral das Sociedades de Senhoras Batistas do Distrito Federal; todas as irmãs presentes foram de acordo com a escolha.

Em decorrência dessa sessão anotamos o que se segue:

1 . OJB de 15.03.1923, faz se referência ao evento com a designação de “Reunião Modelo”;

2. Edith Allen, recém eleita presidente, através de OBF de março de 1923, p.8, escreve: “Minhas irmãs no Trabalho do Senhor”: tomo este meio para dizer as Senhoras algumas palavras a respeito da Nossa União Geral que foi organizada no mês próximo passado. Creio que o propósito de ter tal organização é para facilitar o desenvolvimento das Sociedades aqui nesta Capital (...)”

3. OJB de 12.04.1923, publicada uma carta da Sociedade de Senhoras da IB de Jockey Club (hoje IB de S. Francisco Xavier) Assinada pela presidente Kate de Souza, onde diz: “Agora que uma nova organização de Senhoras acaba de ser fundada no Distrito Federal, composta de irmãs dedicadas à causa (...)”.

Temos uma cópia da “Ata da Sessão da reorganização do Trabalho de Senhoras Batistas no Distrito Federal, de 09 de fevereiro de 1923, achando-se presentes irmãs das diversas Igrejas Batistas do Distrito Federal, no Templo da Igreja Batista do engenho de Dentro”.

Miss. Ruth Randall inicia a reunião, aguardando a chegada de Emma Ginsburg que iria dirigir os trabalhos dessa sessão. Seguiu-se o desenrolar de um programa constando de cânticos orações e leituras Bíblicas, como também da apresentação do “Padrão de Excelência para as Sociedades de Senhoras” então, eleita a Diretoria:

Presidente: Edith Allen;

Vice-Presidente: Ruth Randall;

Secretária Correspondente: Syndah de Oliveira Campos;

Secretária Arquivista: ermelinda Siqueira Lyra.

“A irmã Watson pediu a palavra para dizer que ainda não tínhamos dado um nome a nossa Organização”. Pela irmã Emma Ginsburg foi sugerido o nome de União Geral de Senhoras Batistas do Distrito Federal, sendo proposto pela irmã Anna Watson que fosse aceito este nome com uma pequena modificação, isto é, União Geral das Sociedades de Senhoras Batistas no distrito Federal; todas as irmãs presentes foram de acordo com a escolha.

Em decorrência dessa sessão, anotamos o que se segue:

1. O OJB de 15.03.1923 faz referencia ao evento com a designação de “Reunião Modelo”;

2. Edith Allen, recém-eleita presidente, através de OBF de março de 1923, p. 8, escreve: “Minhas irmãs no trabalho do Senhor: Tomo este meio para dizer às senhoras algumas palavras a respeito da nossa nova União Geral que foi organizada no mês próximo passado. Creio que o propósito de ter tal organização é para facilitar o desenvolvimento das Sociedades aqui nesta Capital (...)”.

3. O OJB de 12.04.1923, pública uma carta da Sociedade de Senhoras da IB de Jockey Club (Hoje IB de S. Francisco Xavier) assinada pela presidente Kate de Souza, onde diz: “Agora que uma nova organização de senhoras acaba de ser fundada no Distrito Federal, composta de irmãs dedicadas á causa (...)”.

Os diversos termos usados para determinar este ou aquele evento, dão margem a interpretações várias, como acabamos de destacar acima.

Verificamos que a liderança da época não considerou a Organização de 1920. Vejamos:

1. O relatório da Secretária Correspondente da UGSDF á convenção de 1924, assim inicia: “findou-se o 1º ano de existência da União das Sociedades de Senhoras das Igrejas Batistas do Distrito Federal”.

2. Idem, no ano de 1925 – “ao findar o 2º ano da história da União de Senhoras Batistas do Distrito Federal, revela-se progresso em todas as fases do trabalho (...)”. (O OBF, de 15.02.1925, p. 4 – União Geral de Senhoras)” (...) foi muito abençoada a nossa Reunião Anual das Senhoras do Distrito realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro. Relativamente em comparação com o inicio tão humilde há dois anos, temos tido um progresso notável (...)”. Este ano de 1925 foram organizados os Estatutos e publicados no OBF de 15 de abril de 1925, pág. 4, com a designação de “constituição”. Nome: União Geral de Senhoras, auxiliar de convenção Batista do Distrito Federal”.

3. Em 1926, foi nomeada uma comissão para organizar os Estatutos, emm conformidade com os Estatutos Nacionais os da Convenção Federal estavam sendo reformulados. Na Ata da 2ª reunião da Assembléia Anual da União Geral da Sociedades de Senhoras Batistas do DF, em 04.02.1926, lemos: “esse ano já são três as reuniões anuais”.

4. No OBF de 15.06.1927, p. 4 Edith Allen, secretária correspondente, escreve o seguinte artigo: “Com este número entregamos à nova Secretária Correspondente da União do distrito, as alegrias e responsabilidades desta posição. Durante esses quatro anos da nossa (ilegível) quase se transformou. Era antes um grupo de Sociedade com diversos métodos de trabalho e com fins diferentes; hoje é uma verdadeira união com os mesmos fins, seguindo os mesmos planos e alvos. Entretanto ainda há muito a fazer para aperfeiçoar esta nossa organização atual”.

5. (Da Ata da Reunião anual das Senhoras Batistas do Distrito Federal, de 10.11.1932). “A História dos 10 anos de Trabalho de senhoras do Distrito Federal elaborada em síntese pela abnegada trabalhadora d Jane Soren, foi lido por sua dileta filha Virginia Soren, pois o estado de saúde da referida irmã a impediu de estar presente. A Presidente pediu ás pessoas que assistiram a fundação do trabalho, que se levantassem havendo 20 senhoras presentes na Assembléia”. O referido histórico levou o seguinte titulo: “Estes Dez anos (1923 – 1932). Assim D. Jane inicia: “São inumeráveis e preciosas as bênçãos que temos recebido durante estes dez anos de esforços no Serviços do Mestre”. Da p.2, temos: “Em 1923, ano em que foi organizada a União Geral, existiam no Distrito Federal 18 Sociedades de Senhoras com 83 sócias, sociedades estas que cooperavam com a Comissão da União nacional com Sede no Rio de Janeiro. A União Geral de Senhoras Batistas do distrito Federal foi organizada em 9 de fevereiro de 1923 na Igreja Batista do Engenho de Dentro em conexão com a Convenção do Distrito federal. Elegeu-se nesta reunião a Primeira Diretoria da União Geral do Distrito Federal que foi a seguinte” (Jane continua citando os nomes e respectivos cargos já registrados neste trabalho.) O histórico abrange 10 páginas e Jane confirma todas as informações já indicadas neste capitulo. Para uma eventual reflexão, lembramos que essa obreira foi mensageira á Convenção do DF, em 1920 (Ata da PIB – RJ).

6. (Ata da Assembléia anual da União Geral de Senhoras do DF, de 10.11.1953, p. 37) – “Foi com prazer que a Assembléia viu comparecer todas as presidentes que serviram a União durante estes 30 anos – exceto uma irmã que já está na glória – Dna. Anna Watson – que está ausente. Da p. 37, consta: “A nossa querida irmã Edith Allen, tendo sido a nossa primeira presidente da União do Distrito Federal, usou da palavra para agradecer em nome das demais. Secretária – Hortência Rocha de Oliveira”.

7. No arquivo da UFMBC, encontramos o “ Relatório Anual da União das Senhoras Batistas do Distrito federal, relativo ao ano convencional de outubro de 1952 a setembro de 1953”, apresentado às “ Muito amadas irmãs convencionais”. Depois de uma breve introdução segue-se um resumo histórico. Assim se inicia: “A União de Senhoras Batistas do distrito Federal foi organizada no dia 9 de fevereiro de 1923 (...). Mais tarde, já em 1925 foram adotados os novos Estatutos (...) Quando a União completou o Primeiro decênio, isto é, em 1933 (...)”. O Histórico prossegue com a citação da Diretoria de 1923 e as demais presidentes dos anos seguintes (a Secretária Correspondente nesse ano era Esther Silva Dias e a apresentação deste Histórico era de sua atribuição).

Essa possível “saturação de informações” tem pro objetivo servir de subsidio para futuros estudos, ordenando, assim, eventuais reformulações da história da UFMBC.

Atualmente, a UFMBC toma como base de sua organização a data de 27 de janeiro de 1920, já documentada no inicio deste capitulo.

O OBC de março de 1995, p. 5, publica um longo artigo assinado pela presidente Lia dos Santos, narrando o desenrolar da programação apresentada pela UF, por ocasião da 66ª Assembléia Anual Carioca. E festejado o Jubileu de Brilhante (75 anos) da UFMBC.

Do mesmo jornal, nº de janeiro/fevereiro de 2000, pela mesma autora foi publicado outro artigo, iniciando aos seguintes termos: “no dia 31 de janeiro de 2000, na IB de Barão de taquara, ás 19h45, demos inicio ao Culto de Celebração pelos 80 anos da fundação da UFMBC, nascida “União Geral de Senhoras”, no DF, conforme chegou ao nosso conhecimento, através da pesquisa realizada por nosso saudoso Pr. José Reis da Silva Pereira, em 21 de Janeiro de 1920 e, posteriormente reorganizada em 07 de Fevereiro de 1923, como mostra a Ata que se encontra nos arquivos da União Feminina.

Notamos no artigo acima uma discrepância entre duas datas mencionadas quanto a designação do nome e aos dias: 21 de Janeiro e 7 de Fevereiro, não conferindo com as referências e documentação já apresentadas.

Infelizmente, até o momento, não conseguimos localizar a época ou data em que a UFC decidiu, oficialmente, declarar a data de 27 de Janeiro de 1920, como a do real inicio da organização.

O Trabalho com crianças teve inicio simultaneamente ao de senhoras. O primeiro registro do trabalho com moças encontra-se nas primeiras Atas de 1923. O de mensageiro do Rei foi organizado, no Rio de Janeiro, em 1949, conforme informações oferecidas pela Presidente Natalina Guerrero em 09.01.2004.

Nossa Preocupação no exposto, até agora, foi o de apresentar todos os dados encontrados que envolvem a historia da União feminina Carioca, devidamente assentados e arquivados. Sentimos não poder transcrever, neste espaço, a citada pesquisa feita pelo Pr. Reis Pereira (ainda localizada) que, por certo, enriqueceria o volume de informações históricas, retificando posicionamento.

Atas, Rel., Parec., 1969, p. 79 relatório referente ao ano convencional, Janeiro a dezembro de 1968.

“Sede da União Feminina Missionária da Guanabara, desde o dia 12 de maio do corrente ano, o sonho da União tornou-se em realidade de – a sede da UFM da GB situada na Rua Senador Furtado, 12, a sala foi gentilmente cedida pela junta Executiva da GB”.

Departamento de Música – Coordenadora: Ilazy Idelfonso de Oliveira – É inegável a força feminina dentro de nossa Denominação no que tange a cooperação nos vários setores de iniciativa de convenção: na área social, nas missões, na educação cristã, ministerial etc.

Realçamos o Departamento de Música da UFMBC, que mantém um coro há 25 anos, ininterruptamente, sob a direção da Professora Ilazy Idelfonso de Oliveira. Em contato pessoal com a regente, à mesma informou-nos que a idéia de formação desse conjunto nasceu por ocasião de um acampamento, brotando daí a idéia de sua continuidade. Os primeiros ensaios realizaram-se na IB do Méier.

No “apagar das luzes” de nossas buscas, precisamente no dia 02.12.2003, encontramos a Ata da Sessão de organização do coral da UFBC no dia 20.04.1980, data da primeira apresentação. O CORAL ORGANIZADO POR SOLICITAÇOES DA Assembléia, tendo como presidente : Nair Ramos de Souza; regente: Ilazy Idelfonso; pianista: Mirian Machado. Seguem-se os nomes de todas as participantes.

No capitulo referente à música, já registramos que, no final da década de 1930, sob os auspícios da União Feminina, foi organizado um Coro Infantil, dirigido por Maria da Glória Valentim de Souza. Com os recursos Humanos e especializados de que dispomos nos dias de hoje, por que não pensar em investir nessa tenra idade, usando a música coral como meio pedagógico, social, evangelístico etc ? Reconhecemos como música e regente coral, que essa é uma tarefa árdua, regada de muito amor e visão, mas não impossível.

A UFMB mantém suas atividades em setores e, por extensão, as Uniões Estaduais seguem mesma orientação assim determinadas: Mulher Cristã em Ação; Jovens Cristãs em Ação; Mensageiros do Rei;Amigos de Missões; Ação Social e Departamento de Música e Arte; cada setor é administrado por coordenadoras.

Como o Trabalho batista está distribuído em Associações, a UF segue o mesmo esquema. As presidentes dos departamentos Femininos dessas Associações também compõem a liderança do Trabalho Feminino do estado, no caso, do Rio de Janeiro.

O escritório da União Feminina Carioca encontra-se no mesmo edifício do Conselho de Planejamento da CBC. A presidente e secretária administrativa são membros do conselho da CBC.

Passaremos a relacionar, a seguir os nomes das Presidentes e Secretárias Correspondentes da UFMBC. Possivelmente, devido a informações imprecisas, algumas indicações poderão sofrer pequenas correções.

DATAS ------------------------ PRESIDENTES

1920 ------------------------Maria Siqueira Passos;

1921 ------------------------ Emma Paranaguá ( Pres. Da Junta da USDF);

1922 ------------------------ ?

1923 a 1924 ----------------Edith Ayers Allen;

1925 ------------------------ Maria Flores Teixeira;

1926 a 1930 ---------------- Henriqueta Magalhães;

1931 a 1932 ---------------- Eularina de Oliveira;

1932 a 1934 ---------------- Edna Cockell;

1934 a 1936 ---------------- Alvina de Oliveira;

1936 a 1951 ---------------- Edna Cockell;

1951 a 1956 ---------------- Olívia Magalhães;

1957 a 1960 ---------------- Olinda Silveira Lopes (1960 ?);

1961 a 1967 ---------------- Waldemira Almeida Mesquita (1967 ?);

1968 a 1969 ---------------- Loecy Cordeiro de Souza;

1970 a 1972 ---------------- Darcilia Moreira Pereira;

1973 a 1975 ---------------- Lygia Lobato Motta;

1976 a 1978 ---------------- Zênia dos S. Faleão;

1979 a 1981 ---------------- Loecy Cordeiro de Souza;

1982 a 1984 ---------------- Nancy Gonçalves Dusilek;

1985 ------------------------ Heloisa Helena de Amorim Pimentel;

1986 a 1988 ---------------- Loecy Cordeiro de Souza;

1989 ------------------------ Lygia Lobato Motta;

1990 a 1991 ---------------- Zênia dos S. Falcão;

1991 a 1994 ---------------- Lia dos Santos;

1995 a 1998 ---------------- Heloisa Helena de Amorim Pimentel;

1999 ------------------------ Lia dos Santos;

2000 a 2001 ---------------- Tilda Evaristo da Silva;

2002 a 2003 ---------------- Natalina Melo Guerrero;

2001 a 2005 ---------------- Heloisa Helena de Amorim Pimentel;

2006 a 2007 ---------------- Nancy Gonçalves Dusilek;

2008 ------------------------- Ely Santos Ribeiro

DATAS ----------------------SECRETÁRIAS CORRESPONDENTES

1920 --------------------------------- Herodina Tavares (apenas secretária de atas)

1921 --------------------------------- (ainda na identificados);

1922 --------------------------------- (idem);

1923 e 1924 ------------------------- Syndah de Siqueira Campos;

1925 e 1926 ------------------------- Edith Ayers Allen;

1927 e 1928 ------------------------- Henriqueta Trigueira de Magalhães;

1929 --------------------------------- (ainda na identificada);

1930 a 1933 ------------------------- (dúvida quanto ao ano de 1932);

1934 a 1973 ------------------------- Esther Silva Dias (39 anos !)

1974 a 1975 ------------------------- Zelma Hallock (interina);

1976 a 1977 ------------------------- Marlene Boswell;

1978 a 1987 ------------------------- Lygia Lobato da Silva Motta;

1988 e 1989 ------------------------- Isabel Gomes Andrade;

1990 a 2000 ------------------------- Helia Giordani Hespanhol;

2001 e 2002 ------------------------- Sirlene Capetini Alves ( As. Administrativa)

2003 a 2008 ------------------------- Maria Luiza Cândida Tenório (Atual).

Espera esta autora que nossos pares possam entender a necessidade de se inserir a referida matéria no calendário oficial do nosso Município, portanto, espera que seja aprovado o projeto.

Com a aprovação do projeto, o carioca poderá ser conscientizado da importância das obras de Deus, por intermédio das organizações representativas na formulação das atividades e festejos


Legislação Citada



Atalho para outros documentos



Informações Básicas

Código20080301795AutorVEREADORA NEREIDE PEDREGAL
ProtocoloMensagem
Regime de TramitaçãoOrdinária
Projeto
Link:

Datas:
Entrada 07/03/2008Despacho 07/03/2008
Publicação 07/08/2008Republicação

Outras Informações:
Pág. do DCM da Publicação Pág. do DCM da Republicação
Tipo de Quorum MS ArquivadoSim
Motivo da Republicação

Observações:


ATO DO PRESIDENTE Nº 47/2009
AGUARDANDO ADEQUAÇÃO AO PARECER NORMATIVO Nº 5/2010,DA COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO

Hide details for Section para Comissoes EditarSection para Comissoes Editar


Comissões a serem distribuidas


01.:Comissão de Justiça e Redação
02.:Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público
03.:Comissão de Educação e Cultura


Hide details for TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 1795/2008TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 1795/2008

Cadastro de ProposiçõesData PublicAutor(es)
Hide details for Projeto de LeiProjeto de Lei
Hide details for 2008030179520080301795
Two documents IconRed right arrow IconHide details for INSTITUI 27 DE JANEIRO O DIA DA UNIÃO FEMININA MISSIONÁRIA BATISTA CARIOCA - UFMBC => 20080301795 => {ComissãoINSTITUI 27 DE JANEIRO O DIA DA UNIÃO FEMININA MISSIONÁRIA BATISTA CARIOCA - UFMBC => 20080301795 => {Comissão de Justiça e Redação Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público Comissão de Educação e Cultura }07/08/2008 12:00:00 AMVereadora Nereide Pedregal
Blue right arrow Icon Envio a Assessoria Técnico-Legislativa. Resultado => Informação Técnico-Legislativa nº1783/200808/05/2008
Blue right arrow Icon Distribuição => 20080301795 => Comissão de Justiça e Redação => Relator: ARGEMIRO PIMENTEL => Proposição => Parecer: Pela Constitucionalidade08/13/2008
Blue right arrow Icon Distribuição => 20080301795 => Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público => Relator: RENATO MOURA => Proposição => Parecer: Favorável09/01/2008
Blue right arrow Icon Distribuição => 20080301795 => Comissão de Educação e Cultura => Relator: CHARBEL ZAIB => Proposição => Parecer: Favorável09/19/2008
Blue right arrow Icon Ato do Presidente => nº47/2009 de 08/09/200909/09/2009
Blue right arrow Icon Arquivo => 2008030179505/05/2011
Blue right arrow Icon Despacho => 20080301795 => Proposição => => Ao arquivo nos termos do art.208 , Despacho => 20080301795 => Proposição => => inciso XI do Regimento Interno05/06/2011
Blue right arrow Icon Requerimento de Retirada Definitiva => 20080301795 => VEREADORA NEREIDE PEDREGAL => Aprovado05/06/2011





HTML5 Canvas example