ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia

A SRA. ROSA FERNANDES – Senhor Presidente, eu gostaria de fazer um apelo à Comissão de Saúde desta Casa por conta da situação da hemodiálise na cidade do Rio de Janeiro. Tem um amigo internado há quase três meses no Hospital Evandro Freire. Ele está internado por falta de vagas nas clínicas de atendimento de hemodiálise.
Eu não entendo essa conta de manter um paciente internado a um custo muito maior do que se estivesse sendo atendido em uma clínica de hemodiálise. A hemodiálise é feita dentro da unidade, além dos custos da manutenção de um paciente internado na unidade hospitalar. Eu não consigo entender isso. Há alguns dias, havia 400 pessoas na frente esperando a vaga em uma clínica de hemodiálise.
Isso é desumano! Isso é cruel! Isso é um crime contra o próprio paciente que está internado querendo se reorganizar na vida, mas, é mantido dentro de uma unidade por falta de vagas dentro da clínica de hemodiálise.
Muito obrigada, Senhor Presidente.

O SR. PAULO PINHEIRO – Pela ordem, Senhor Presidente.
O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o Senhor Vereador Paulo Pinheiro, que dispõe de três minutos.
O SR. PAULO PINHEIRO – Senhor Presidente, seguindo aqui o que acaba de falar a Vereadora Rosa Fernandes, essa situação é muito grave. O Rio de Janeiro tem seis mil pessoas em diálise, seis mil renais crônicos com diálise, alguns na esperança de fazer a diálise até o transplante de rins; e aconteceu um fato grave que eu já denunciei aqui, mas que o governo não se importa mais, perdeu a vergonha das coisas graves. O dinheiro das diálises, das clínicas – são trinta e poucas clínicas de diálise no Rio de Janeiro –, esse recurso para fazer a diálise é dinheiro federal que é repassado. O Ministério da Saúde repassou absolutamente em dia os recursos para a diálise, acontece que a Prefeitura gastou em outras coisas. Usou esse dinheiro para outras coisas. Atrasou o pagamento, está atrasado. Fez com que essas clínicas de diálise, essas mesmas em que essa pessoa não teve vaga, reduzisse o tempo de diálise de quatro para duas horas durante várias semanas. E a Prefeitura não explica qual é a razão, por que não paga aquilo que deve às clínicas de diálise do Rio de Janeiro. Esse serviço feito nos hospitais, como no Evandro Freire, é um serviço contratado, é a unidade de diálise móvel que vai, geralmente, ao CTIs, onde há pacientes graves internados para fazer diálise, não podem sair de lá.
Portanto, essa razão, os problemas causados pela falta de diálise são exclusivamente administrativos, de falta de pagamento da Prefeitura, apesar de o Governo Federal repassar todos os recursos em dia para isso. É um fato gravíssimo, sobre o qual já fizemos uma representação ao Ministério Público, mas a Prefeitura simplesmente dá declarações semelhantes a que nós ouvimos hoje da Márcia aqui. Acho que daqui a pouco eles vão nos mandar procurar o 1746.