Discurso - Vereador Cesar Maia -

Texto do Discurso

O SR. CESAR MAIA — Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Vereadores, pediria, Senhor Presidente, um minuto de silêncio em homenagem a esse grande brasileiro, que vai continuar sendo, pela sua memória, pelo seu trabalho, Cibilis da Rocha Viana.

O SR. PRESIDENTE (EDSON ZANATA) — A Presidência acata a solicitação do Senhor Vereador Cesar Maia.

(É feito um minuto de silêncio)

O SR. CESAR MAIA – Senhor Presidente, Cibilis da Rocha Viana, professor, doutor em Ciências Contábeis desenvolveu, pela primeira vez no Brasil, quando o Governador Leonel Brizola governava o Rio Grande do Sul, o que chamou formalmente de Gabinete de Administração e Planejamento. Foi a primeira vez que o Brasil teve um Ministério do Planejamento a nível regional, um trabalho sempre que fazia convergir a responsabilidade administrativa com seu talento de professor, de mestre. Autor de alguns livros, quase sempre os três principais que tratavam e tratam – os livros estão aí – da questão da economia e do desenvolvimento econômico do Brasil.

No primeiro governo de Leonel Brizola, Cibilis Viana trabalhou como um co-governador. Cibilis era responsável pela gestão administrativa do governo; não era a administração pública, esse era o professor Bayard Boiteux, mas a administração do governo corria por conta dele. O Governador Brizola tratava das questões da esfera política, das prioridades, das estratégias. O Governador Brizola ficava muito mais no Palácio Laranjeiras, em sua própria residência, e Cibilis ocupando o Palácio Guanabara.

A gestão era feita diretamente ao Governador Brizola em quatro mãos – vamos dizer. Havia um gabinete de Justiça e Segurança em que estava o Secretário de Justiça, o Procurador Geral do Estado, o Secretário-Chefe da Polícia Militar, da Polícia Civil e ele tratava das questões de ordem fazendária, financeira e também das questões orçamentárias. Brizola trouxe essa questão para o Rio de Janeiro, e depois dei curso em outras funções de responsabilidade que tive: que a execução do orçamento ficasse na Fazenda. É a Secretaria de Fazenda que trata das receitas e das despesas, portanto essa compatibilização exigia uma gestão na Fazenda também do processo orçamentário, e assim foi.

O Governador Brizola fez apenas um destaque: que a parte do orçamento que se referia a investimentos fosse executada pelo Secretário de Planejamento, Fernando Lopes, que trabalhava no conjunto do Palácio Guanabara e trabalhava com Cibilis Viana, o qual ficava com essa outra parte, a parte de administração do conjunto do governo. Portanto, é um homem de raro talento, de inigualável dedicação à função pública, um mestre, um professor, um cientista, como são os grandes economistas, como, no caso, Cibilis Viana, um mestre das Ciências Contábeis.

Estou pedindo no dia de hoje – vou encaminhar um projeto de lei solicitando ao Senhor Prefeito que designe uma nova escola que for construída do Município do Rio de Janeiro com o nome de Professor Cibilis da Rocha Viana.

Hoje, vamos ter duas paralisações. Uma paralisação e uma mobilização. A Polícia Federal realiza uma paralisação em todo o país por 72 horas a partir de hoje, com atos públicos de protesto em frente às unidades da corporação. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais - FENAPEF, a categoria luta, entre outras questões, para que o governo cumpra o acordo que assumiu, em 2012, de modernização da carreira na instituição.

Eu entendo que as 72 horas estão bem demarcadas, de maneira que a Polícia Federal esteja inteiramente à disposição durante o domingo, que é um dia de eleição, portanto, um dia superior às diferenças, às questões e aos conflitos que naturalmente surgem na política e na administração pública.

Hoje também, na UERJ, haverá uma importante mobilização. Em assembleia no dia de ontem, os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, UERJ, definiram o calendário de mobilização dos próximos dias. Amanhã, às 10h, haverá ato público em frente ao campus do Maracanã. O objetivo principal é cobrar a execução dos 6% do orçamento para as universidades estaduais.

Na quarta-feira, haverá Audiência Pública da Comissão de Educação da ALERJ, às 10h, na UERJ.

Senhor Presidente, no dia de ontem, ficou faltando a leitura de uma nota do Ex-Blog; hoje, eu trago a que ficou faltando ontem e a de hoje. A que ficou faltando ontem é uma nota que eu postei em 15 de outubro.

Mas, antes disso, a pedidos, eu diria, da Mesa, vou comentar a nova pesquisa Datafolha, divulgada até com certa discrição pelo jornal Folha de São Paulo e que, aparentemente, significa o mesmo resultado do dia anterior. Não é bem assim, porque, nos votos totais, que é o que interessa para o segundo turno — os votos válidos, no segundo turno, já falei ontem aqui, são uma ficção, não servem para nada —, há um outro ponto de acréscimo da candidata Dilma Rousseff. Vamos ver o que o Ibope vai dizer hoje; amanhã, o Ibope; e a Folha de São Paulo, sexta-feira. Na medida em que há uma série de pesquisas e essa série de pesquisas aponta, mesmo que minimamente, uma tendência, ela não pode entrar na margem de erro. A margem de erro se aplica quando se tem oscilações, ou quando é uma pesquisa isolada e solta. Quando você trabalha com uma série de pesquisas, a margem de erro converge para aquele número colocado na pesquisa. Ela diminui naturalmente, porque é corrigida pela série de pesquisas. Isso quer dizer que, de três pontos de diferença, passou-se a ter, com a pesquisa do Datafolha de ontem, quatro pontos de diferença, que não é desprezível, de forma nenhuma. Mas nós temos ainda esses dias finais, nos quais o eleitor se mobiliza, argumenta, fala, tenta convencer seu amigo, seu parente, seu vizinho, seu amigo, seu companheiro de trabalho. Ainda tem o debate na TV Globo, que vai ter uma audiência superior a 30% e, portanto, é também um campus importante. Por enquanto, não se pode dizer e afirmar que há uma tendência cristalizada, mas que a pesquisa de ontem do Datafolha é um sinal que deve, claramente, levar todos nós que apoiamos o Senador Aécio Neves a intensificar nossa mobilização, especialmente no Sudeste.

E lembro que eu hoje fazia uns cálculos, mergulhando nas duas pesquisas, para uma nota que vou postar amanhã no Ex-Blog, mostrando, região a região, que uma mexida… Olha, Senhor Presidente, como é que se está em uma reta final de muita sensibilidade: se o Senador Aécio Neves, que vence no Sudeste — uma diferença que diminuiu na penúltima pesquisa, cresce três pontos, naturalmente diminui três pontos da adversária. Esses três pontos seriam o suficiente para que essa diferença de três, quatro pontos, em votos totais, fosse reduzida a zero.

Então, olha como se está em um momento de importância para que o eleitor se mobilize, se mobilize mais ainda, para que sua opinião possa convencer a opinião de outros eleitores. Enfim, agradeço a paciência e a flexibilidade de Vossa Excelência.

Muito obrigado!