SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Pela Ordem




Texto

O SR. BABÁ – Senhor Presidente, nós queremos abordar dois crimes bárbaros cometidos pela Polícia Civil, pela Polícia Militar e pela Polícia Federal. O primeiro deles se deu na Favela do Salgueiro, em São Gonçalo, onde a Polícia Federal estava lá junto com a Polícia. Entraram na casa e foram barbarizando, matando um menino de 14 anos e pegaram o corpo – são covardes – e o colocaram no helicóptero. À família, não foi permitido que o acompanhasse, o levasse. A família só foi tomar conhecimento já quando o corpo estava no IML. Isso mostra, claramente, que não é papel da Polícia Federal nem papel da Polícia assassinar jovens. Aliás, essa aliança entre Witzel e Bolsonaro ao invés de atacar a Covid-19 está atacando jovens indefesos.
A Polícia Federal deve, na verdade, investigar o filho do Bolsonaro. E ele tirou o delegado que estava investigando, para colocar outro delegado que seja conivente.
E estava havendo uma distribuição de cesta básica na Cidade de Deus, a polícia foi e barbarizou. Colocaram, na verdade, o jovem onde estava essa situação, novamente levaram o corpo do jovem, e a família só foi tomar conhecimento depois.
É isso, senhores, mostra claramente a polícia assassina do Witzel. Aliás, o assassino Witzel é que tem que ser colocado, não é? Porque esse não é o papel. O papel nesse momento é defender vidas. E isso, na verdade, não está sendo colocado.
Por isso, nós queremos acentuar aqui que o papel da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Federal é o de salvar vidas nesse momento e não matar jovens de 14 anos. Um menino que estava ali... E eu faço questão aqui, para concluir, de ler a declaração do pai do jovem lá do Salgueiro. Ele disse o seguinte: “A polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada, sem perguntar quem era, sem que eles conhecessem a índole do meu filho, quem era meu filho, não faziam isso. Meu filho é um estudante, um servo de Deus, a vida dele era casa, igreja, escola e jogo de celular, como toda criança faz”.
Portanto, Presidente, nós queremos lamentar fatos como esse. Novamente o que acontece é que o governador assassino, porque não pode ser chamado de outra forma, Witzel está agora junto com Bolsonaro para poder sair matando jovens nas favelas do Rio de Janeiro. Queria ver se eles fizessem uma atividade dessa na Zona Sul, mas não fazem. Portanto, Senhor presidente, encerro aqui para poder dizer do nosso repúdio a essa ação bárbara que mata crianças, mata jovens, que são indefesos.
Muito obrigado.