SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Pela Ordem




Texto

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Obrigado. Pela ordem, a Vereadora Tânia Bastos.

A SRA. TÂNIA BASTOS – Boa tarde, Senhor Presidente, senhoras e senhores vereadores.
Eu quero aqui rapidamente, são cinco minutos, a gente tem que falar rápido, rasteiro, para não perder tempo, mas eu gostaria aqui, rapidamente, de falar sobre o episódio de hoje, que a gente não pode deixar de falar. Olha, um momento tão crítico que o país está vivendo e a gente ter um servidor público do estado preso, Ministério Público, Polícia Civil, enfim, entrando na residência dessa pessoa, e não só ele, mas me parece que mais dois servidores, para a gente, é lamentável, porque a gente vê o quanto temos pessoas morrendo numa fila de hospital, pessoas que estão precisando ser curadas desse vírus, libertas de tudo isso, e nós temos aí uma triste história, onde mais uma vez, o Rio de Janeiro está sendo protagonista de uma forma negativa.
Eu quero aqui lamentar, lamentar profundamente e dizer que a gente sente um pouco de vergonha, porque o Rio de Janeiro, um estado maravilhoso, onde muitas pessoas vêm aqui, turistas, enfim, visitam nossa capital, que é considerada cidade maravilhosa, conhecida mundialmente, e temos um funcionário da Saúde preso porque superfaturou um equipamento que é de suma importância para a população nesse momento.
Então, eu não posso deixar de registrar isso, até gostaria, se tiver alguém que queira aparte, para falar um pouco também a respeito disso, porque realmente é muito triste.

A SRA. ROSA FERNANDES – Queria aparte, Tânia.

A SRA. TÂNIA BASTOS – Oi, querida, por favor.

A SRA. ROSA FERNANDES – Eu acho que você fez uma colocação perfeita, que tem a ver com toda nossa fala, nossa discussão aqui. Essa, certamente, deve ter sido a razão que levou a Secretária a pedir o afastamento dela, para que ela não sofra problemas como ocorreram hoje no Governo do Estado. A Secretária deve ter se dado conta de que alguém que fica responsável por compras e por licitações ou compras emergenciais tem que ser alguém de sua confiança, e não fica aqui nenhum demérito à pessoa indicada, porque nós não temos absolutamente nada em relação a essa pessoa indicada, mas é justo que a Secretária tenha alguém da confiança dela, que ela tenha a tranquilidade de comprar, fazer as licitações, fazer as compras emergenciais sem estar com o fantasma que assuste a ela ao aparecer com alguém na porta dela ou de algum subalterno dela.
Você tocou no ponto exato...

A SRA. TÂNIA BASTOS – Obrigada, senão não vou concluir.

A SRA. ROSA FERNANDES – Que deve ter sido a razão de a Secretária pedir o afastamento dela.

A SRA. TÂNIA BASTOS – Por favor, Rosa. Rapidinho, senão vou perder.
Então, eu quero entrar exatamente nessa sua fala. Primeiro, dizer que eu lamento profundamente o pedido de exoneração da Bia, que eu considero uma pessoa maravilhosa. Gosto muito da Bia, como pessoa e como profissional. Aí, eu quero aqui também deixar registrado isso. Mas a gente, Rosa, tanto eu, você, quanto qualquer vereador, não podemos ser levianos a ponto de ficar julgando as pessoas. Afinal de contas, a pessoa que está entrando, eu não o conheço, parece que o nome dele é Gabriel “alguma coisa”... desculpe, Diego Braga. O Diego Braga é servidor público, ele não tem um processo administrativo nas suas costas. O Diego Braga não tem nenhum sequer processo administrativo nem judicial nas suas costas. Então, a gente só tem que ter certa cautela, quando a gente aponta o dedo, ou então julga a pessoa que está sendo substituída, porque parece que a substituição foi para fazer coisas obscuras, e eu acho que isso...

A SRA. TÂNIA BASTOS – Só um instantinho. Eu já deixei você falar, deixa eu só concluir, senão, daqui a pouco, o Presidente vai acabar me tirando... eu acho que isso fica feio. A gente não pode fazer dessa forma, julgar o outro.
A questão da Bia, eu lamento profundamente, passei uma mensagem para ela, falei com ela, pedi. Falei que, por favor, não faça isso, precisamos de você! Mas eu também entendo, a prerrogativa é do Prefeito – e nós, vereadores, não temos que ficar botando o dedo na cara de ninguém e muito menos julgando, pois não somos Deus! À medida que nós julgamos os outros, nós também somos julgados pela população.
Então, é preciso ter mais um pouco de cuidado porque esse servidor, Diego Braga, também é servidor de carreira. Então, não sei qual foi o motivo que o Prefeito teve. Lamento! A própria Bia já sinalizou também que não gostou, haja vista que ela entregou a sua carta de exoneração.
É só para a gente ter um pouquinho de cautela! A fala do Dr. Gilberto foi pertinente. Vamos nos unir. Vamos, de repente, entregar um ofício, fazer alguma coisa, chamar a atenção do Prefeito, porque nós precisamos da Bia. Porém, vamos fazer isso com muita responsabilidade, sem colocar o dedo na cara de ninguém. E aí, eu quero também...

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) - Tempo encerrado.

A SRA. TÂNIA BASTOS - Para concluir, Senhor Presidente, eu só quero dizer o seguinte: a questão do tomógrafo na Igreja Universal, eu estive lá no local e ouvi alguns moradores. Existem algumas áreas ali, como o Vidigal, a Comunidade do Roupa Suja, a Macega, que, para entrar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), têm que subir e passar pela comunidade toda. O espaço bem próximo ao metrô e mais próximo à própria estrada facilita essa logística. Então, só para colocar aqui, porque um Vereador disse: "Ah, fala aí o pessoal da base!"... Eu estou dando uma justificativa, porque eu estive lá, visitei o espaço e estou falando com propriedade.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) - Obrigado, Tânia!

A SRA. TÂNIA BASTOS – Então, há lugares que realmente não têm condições de, neste momento, as pessoas irem até lá em cima para fazerem esse tipo de exame.
Pois não, Presidente. Muito obrigada.