Discurso - Vereador Tarcísio Motta -

Texto do Discurso

O SR. TARCÍSIO MOTTA – Está ótimo, é o suficiente. Muito obrigado, Senhora Presidente. Muito obrigado, Vereador Leonel Brizola, companheiro de partido.
Eu me inscrevi novamente porque ontem tivemos aquela votação nefasta da taxação dos inativos. Hoje de manhã, escutei uns áudios do “Primeiro-Ministro”, Vereador, Chefe da Casa Civil, pop star da internet e sei lá mais o quê, Paulo Messina, dizendo que ontem as galerias não estavam ocupadas por servidores, mas por militantes do PSOL, do PT e do PSTU.
Quero dizer ao Vereador Paulo Messina que ele tenha mais respeito por quem veio aqui às galerias e por quem ficou lá fora. Essas pessoas, inclusive, voltarão em muito maior número na próxima terça-feira. Tenha respeito e reconheça que os servidores estão majoritariamente contrários a essa medida, não só porque estão defendendo o seu salário. De fato, muitos dos que aqui estavam não serão taxados, porque o pagamento que a Prefeitura faz aos servidores do município é muito baixo. Por isso, nem todos serão taxados, mas estão na defesa do princípio da integralidade, da paridade e da aposentadoria como direitos.
Além do mais, se aqueles que aqui estavam são filiados a qualquer partido político, isso é um direito que lhes cabe, o qual ninguém pode vedar. Nós, do PSOL – é verdade – fomos acompanhados ontem pela bancada do PT e pelo Vereador Fernando William, do PDT. Infelizmente, não foi a bancada inteira, mas, aqui, inclusive, o partido colocou a questão. Fomos acompanhados de alguns vereadores do PSC, do DEM, do MDB e de variados partidos. Nós, do PSOL, nos posicionamos a partir de uma determinada concepção.
O Vereador Paulo Messina ontem pode ter ficado chateado porque foi vaiado aqui, porque foi impedido de falar. Nenhum de nós fez nada para que ele não pudesse falar. O Vereador Paulo Messina tem que baixar um pouco a bola, tem que ficar um pouco mais calmo em relação a isso e entender que eles resolveram, optaram por tomar uma medida impopular, à força, quando havia espaço para não fazê-la ontem, quando havia espaço para mostrar um mínimo de responsabilidade e ter continuado a discussão do Projeto de Lei nº 855/2018 e retirado o Projeto de Lei nº 59/2018 da pauta.
Olha, o placar foi de 28 votos a 20, apertadíssimo para o governo, mesmo com a farta distribuição de cargos que o governo faz para lá e para cá. Acho importante que os vereadores ponham a mão na consciência de hoje até terça-feira para que a gente possa discutir. Aquilo que falei ontem continua possível: vamos aprovar, discutir o Projeto de Lei nº 855/2018 e adiar a discussão sobre a taxação dos inativos até que possamos entender se é possível – acho que é, acho que a taxação não é o caminho –, com outras medidas estruturantes, resolver o problema da capitalização do Funprevi.
Essa é a medida que o Vereador Paulo Messina, que sempre disse ser representante dos servidores públicos deste município, pode tomar. É verdade que uma fala do governo hoje, autorizando a retirada deste projeto da Ordem do Dia, ou autorizando uma emenda que possa jogá-lo para o segundo semestre, para que a gente possa analisar as contas do Funprevi, para que a gente possa entender o impacto do Projeto de Lei nº 855/2018: é a saída honrosa que o Vereador Paulo Messina tem, nesse momento, a fazer.
O resto é se fazer de vítima, tentar jogar para uma opinião rasa, política, que parece tentar levar a crer que os nossos partidos têm o poder de seduzir ou manipular os servidores. Se eles vêm até aqui, fazem-no por conta própria. Se eles se filiam a alguns dos nossos partidos, isso não é nenhum crime.
Ontem, aqui, estavam servidores e pessoas dispostas a defender o conjunto dos servidores públicos do município, da Câmara e do Tribunal de Contas do Município. Que o Vereador Paulo Messina pare de tergiversar e assuma as suas responsabilidades.
Obrigado, Senhora Presidente. Obrigado, Vereador Leonel Brizola.