ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhora Presidente, quero começar a minha fala da seguinte forma: sobre matérias da revista Veja e da Record, dia 7 de outubro de 2019. Ele pediu provas, não é?
“Polícia pedirá quebra de sigilo de advogado do PT citado pelo PCC. Era um grampo no PCC e pegou o Geraldo, advogado do Rio de Janeiro, Geraldo Luiz Mascarenhas Prado; outro advogado, também do PT, Instituto Anjo da Liberdade, Carlos Nicodemos e Flavia, advogada Flavia Prado.”
O que acontece é o seguinte, Vereador Babá...

O SR. REIMONT – Questão de ordem por causa da leviandade, Presidente.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Primeiramente, a fala foi direcionada ao PT e seus aliados, não é? A gente sabe que o PSOL é um puxadinho do PT, não é? É o PT, vamos dizer assim, de calcinha. Então, Vereador, vocês colaboram com o crime toda vez que endossam o discurso do PT. Toda vez que endossam...
Ué, houve algum crime? Houve alguma ofensa?
Toda vez que vocês endossam... não houve palavra de baixo calão.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Já não é a primeira vez que Vossa Excelência...

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Não houve palavra de baixo calão.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Mas o desrespeito está havendo.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Não houve ofensa pessoal.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Existe o desrespeito, Vereador.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Não houve ofensa pessoal.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Vamos aumentar o nível do debate, por favor.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Não houve ofensa pessoal.
Para finalizar, em resposta ao Babá, professor Olavo de Carvalho diz o seguinte: a ofensa, o deboche são os argumentos das prostitutas. Essa é a minha resposta para você, Vereador. Esse é o seu nível para mim.
Agora, em resposta ao Renato Cinco, quer falar de debate, Vereador? Vamos debater! Os policiais corruptos que recebem propina são presos diuturnamente. São operações, todo ano, acontecendo. Agora, sabe por que é que tem corrupção, sabe por que tem viciado? Porque é o seu eleitorado que apoia isso. É o senhor com a Marcha da Maconha que apoia isso.
Se o senhor quer promover um debate correto, um debate sério, eu aceito o desafio, mas, antes, o senhor apresente um toxicológico, porque quem defende Marcha da Maconha não tem moral para falar de legalização das drogas.
Obrigado, Presidente. Peço verificação de quórum.

O SR. REIMONT – E eu, Presidente? Eu tinha pedido uma questão de ordem.
É covardia, isso. Você não sabe ouvir, não, covarde?

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – A Presidência concede a palavra, pela ordem, ao Vereador Reimont, que dispõe de três minutos.
Apenas para esclarecer os senhores vereadores. No momento em que o Vereador Major Elitusalem fez a solicitação de verificação de quórum, ele saiu do Plenário, e eu, automaticamente, concedi o pela ordem ao Vereador Reimont.
Com a palavra, o nobre Vereador Reimont.

O SR. REIMONT – Eu não sei, Thiago, eu não sei por que toda essa celeuma. Calma, gente. Calma. O mundo não vai acabar hoje, não. Amanhã tem trabalho de novo. A Sessão, hoje, não é a última das nossas vidas, não. Relaxem. Hoje não é a última sessão das nossas vidas, não. Calma. Tranquilo. Cuidado com a pressão. Cuidado com o coração. Eu apenas quero dizer, Presidenta, que o advogado Carlos Nicodemos tem a ata da Sessão em que o Vereador Major Elitusalem disse que ele recebeu propina e que ele está tomando as medidas cabíveis. E quero dizer ao Vereador Major Elitusalem que, no mínimo, para ser muito delicado, ele é leviano – leviano. Porque nós sabemos como é que a imprensa funciona. Amanhã, Vereador Major Elitusalem, se por um acaso Vossa Excelência for atacado pela imprensa por algo que a imprensa ainda não conseguiu comprovar, e o nome de Vossa Excelência for alardeado por outros vereadores, por outros parlamentares, certamente, Vossa Excelência não gostará. Sabe por quê? Porque, na verdade, quando a imprensa fala, nós sabemos muito bem quais são as intenções da imprensa. O senhor não conhece nem de longe o chão que o senhor pisa. Não é o chão que o Partido dos Trabalhadores pisa, não é mesmo. Vossa Excelência tem mania de atacar os trabalhadores o tempo todo. Imagina se eu, ao ouvir que um policial cometeu algum ato, que corrompeu a Polícia Militar, dissesse que toda a Polícia Militar é corrompida e corrupta? Isso se chama leviandade.
Vossa Excelência, Vereador Major Elitusalem, com todo respeito que Vossa Excelência merece de minha parte, Vossa Excelência, não vou dizer que é, porque o verbo ser no presente pode determinar, e não quero determinar que Vossa Excelência seja, mas Vossa Excelência foi leviana. Outro dia, aqui da Tribuna, e hoje, novamente, foi leviano. Não se acusa as pessoas por conta de uma notícia que saiu na Veja.
Nós temos aqui, nesta Casa, amigos nossos, parentes nossos, companheiros nossos que foram atacados pelas redes sociais, que foram levados às masmorras dessa Justiça que não respeita o Estado Democrático de Direito. Nós temos aqui, entre nós, pessoas que tiveram a sua honra corrompida pela imprensa – que sabemos como é que funciona.
E a gente tem o maior respeito e não pisa no pescoço das pessoas. Sabe por quê? Porque as pessoas têm, no mínimo, o direito de resposta. Vossa Excelência goza da amizade ou da proximidade com o advogado do Carlos Nicodemos, de quem eu não sou advogado? Vossa Excelência goza da presença, da participação, de um diálogo com a Presidente Gleisi Hoffmann, de quem eu não sou advogado? Não. Então, menos, menos, Vereador, menos. Não pise no pescoço das pessoas. Isso a imprensa já fez. E o advogado Carlos Nicodemos tem todo o direito de fazer a sua defesa.
Vossa Excelência, volto a dizer, não é – o que seria cruel da minha parte dizer –, mas Vossa Excelência foi, por duas vezes consecutivas, leviano. E eu não vou pedir verificação de quórum, porque eu sou democrata. Eu respeito o direito de fala de Vossa Excelência.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Pela ordem, Senhora Presidente.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Pela ordem, o Senhor Vereador Major Elitusalem, que dispõe de três minutos.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Vereador Reimont, por mais que a gente debata aqui, eu tenho respeito pelo senhor, pelo Renato Cinco. Porque eu debato ideias, eu debato pontos. Quando os senhores trabalham em prol da população do Rio de Janeiro, a gente acha isso válido. Inclusive, eu assino alguns projetos. Então, a briga não é pessoal. Eu usei o Grande Expediente para fazer uma denúncia – uma denúncia, Vereador. Se o senhor fizer uma denúncia em relação a policiais militares corruptos envolvidos com tráfico, envolvidos com a milícia... Eu não vou perder meu tempo, Senhora Presidente, vindo aqui defender vagabundo, bandido, de farda ou sem farda. Ocorre, Vereador, que o PT é diferente. O PT é como uma seita. O Lula está preso com mil provas e, no entanto, vocês gritam “Lula Livre”. Diosdado Cabello, aliado do PT – aliado do PT –, braço direito de Nicolás Maduro
, é o chefe do Cartel do Sol na Venezuela, dois membros presos no Haiti com 80 Kg de pasta base de cocaína, o advogado do PT preso numa reunião numa chácara em São Paulo com membros do PCC. Agora, R$ 1,7 milhão para o Instituto Anjos da Liberdade e para o Geraldo Mascarenhas e para o Carlos Nicodemos, que foi candidato pelo PT, o senhor vem aqui defender e dizer que eu que sou leviano?! Leviano, vereador, é ser hipócrita, canalha e omitir isso da sociedade. Que vá assistir a esse vídeo sim, não reclama que vai para a rede social não. Que vá para a rede social! A sociedade tem que saber com quem está lidando.
Eu já falei, vereador, na sua cara, que por mim o seu partido era extinto, cassado. Recebeu dinheiro de fora, isso fere a Constituição, é aliado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tem relacionamento com o Hezbollah, é um partido criminoso. Se o senhor é uma pessoa boa, de Deus, cristão, da Igreja Católica, sai desse partido, é o que o senhor tem a fazer e não ficar defendendo bandido. Agora, o senhor falou que eu não piso no chão do PT, graças a Deus, não é, Presidente? Eu não quero ir para Curitiba.
Obrigado.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Pela ordem, Vereador Fernando William, que dispõe de três minutos.

O SR. FERNANDO WILLIAM – Como Presidente da Comissão de Ética, sempre disposto naturalmente a acalmar os ânimos, sempre disposto a tranquilizar os companheiros...

O SR. PAULO MESSINA – Pela ordem, Presidente.

O SR. FERNANDO WILLIAM – ...nas horas mais difíceis e exacerbadas. Eu, sinceramente, vou terminar pedindo verificação de quórum, mas antes eu queria dizer o seguinte:

O SR. PAULO MESSINA – Ah, não.

O SR. FERNANDO WILLIAM – Se for o caso, se o vereador quiser, é porque eu sou o terceiro...

O SR. PAULO MESSINA – Eu peço, eu peço.

O SR. FERNANDO WILLIAM – Está bom. Então, o vereador pede, sem problema.
Eu queria só dizer o seguinte, numa boa, eu acho que sinceramente temos que ter mais cuidado. Por exemplo, estamos discutindo a questão das armas da Guarda Municipal, tem aqui vereadores que são a favor e vereadores que são contra, isso é absolutamente natural, legítimo, faz parte da vida parlamentar, faz parte da vida do Poder Legislativo, da democracia, isso se resolve dialogando se a arma é ou não é importante. Muitas vezes, no calor e na empolgação, a gente transforma ou transfere esse debate, que é um debate natural e legítimo, que não tem nenhum problema que aconteça, provavelmente quando acontecer até imagino que sairei perdedor, faz parte da vida, mas se transforma isso em acusação, que não é diretamente a um colega, é indiretamente.
Então, acho que precisamos ter mais cuidado, tenho a maior consideração, carinho e respeito pelo Vereador Major Elitusalem e é interessante que nós pensamos de forma completamente diferentes, mas ele senta a meu lado e o diálogo, a parceria e a conversa ali se dá sempre no melhor clima e o considero como amigo.
Porém, vereador, numa boa, se a gente entrar nesse jogo de acusações, eu vou pedir que o senhor procure saber quem é o Presidente do seu partido, Pastor Everaldo. Esse eu conheço bem, está certo? Só que o que o Pastor Everaldo tem a ver com o senhor? Eu poderia acusar, por exemplo, o Vereador Carlos Bolsonaro de ter alguma coisa a ver com o Pastor Everaldo, sendo ele do PSL? Então, precisamos ter alguns cuidados para que o clima não chegue aqui a um clima que fuja ao debate político, ao debate das ideias e acabe reverberando ou se traduzindo em ofensas, em agressões.
Eu mesmo sou uma pessoa, vocês já devem ter observado aqui, que às vezes me descontrolo, me destempero, falo alguns palavrões, procuro me corrigir, mas tenho sempre o cuidado de não ferir nenhum colega, direta ou indiretamente. Nós somos colegas aqui, trabalhamos no mesmo ambiente. Então, eu vou pedir, com toda a sinceridade. Às vezes, na empolgação, a gente faz uma acusação, faz uma provocação e isso não é bom. Eu estou falando sinceramente como Presidente da Comissão de Ética porque é isso, temos que preservar a ética, o ambiente democrático, não tem nenhum problema que as pessoas votem e argumentem da forma que entenderem que devam argumentar, desde que a gente tenha o cuidado necessário para não criar um ambiente de ofensa pessoal direta ou indiretamente a um colega. Vou dizer ao Vereador Reimont, um irmão que eu tenho aqui, que não tenho a menor dúvida de que várias pessoas do PT cometeram erros. Várias do PDT cometeram erros. Isso aqui não é um mosteiro e nem que fosse nós estaríamos aqui. Agora, se nós ficarmos utilizando essas questões, aí generaliza a polícia, desmoraliza a polícia.
O que eu vou pedir, mais uma vez, como Presidente da Comissão de Ética, é que a gente tenha mais cuidado no debate. O debate pode ir o mais profundamente possível, desde que ele se dê no plano das ideias. Se eventualmente qualquer um de nós tiver comprovação de que um companheiro cometeu alguma irregularidade, algum crime, eu acho também que tem o direito de chegar aqui e dizer. É um ato de coragem pessoal. Nós não temos que nos proteger corporativamente somente porque somos colegas. Mas não é o caso. Posso ter a maior divergência com qualquer colega aqui, mas não vejo em nenhum colega alguma coisa que justifique que eu o trate de forma desrespeitosa, que eu o trate de forma agressiva, ofensiva, direta ou indiretamente, como eu disse.
Então, solicito verificação de quórum, Senhora Presidente, para que este ambiente se tranquilize e a gente possa voltar terça-feira com o clima que se faz necessário.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Solicitada a verificação de quórum pelo Senhor Vereador Fernando William.
A Presidência pede aos senhores vereadores que tomem assento em suas bancadas.
(Concluída a verificação de quórum, constata-se:
1ª Bancada – 9 (nove) senhores vereadores;
2ª Bancada – 1 (uma) senhora vereadora;
3ª Bancada – 3 (três) senhores vereadores;
4ª Bancada – 1 (um) senhor vereador;
Mesa – 1 (uma) senhora vereadora;
Total – 15 (quinze) senhores vereadores.)

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Presentes 15 (quinze) senhores vereadores.
Não há quórum para deliberar, tampouco dar prosseguimento aos trabalhos.
A Presidência, antes de encerrar, convoca Sessão Extraordinária para hoje, às 18h02, com a seguinte:

(LENDO)

ORDEM DO DIA

(INTERROMPENDO A LEITURA)

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Está encerrada a Sessão.

(Encerra-se a Sessão às 17h27)