SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Pela Ordem




Texto

O SR. FERNANDO WILLIAM – Eu vou procurar ser o mais breve possível falando de dois assuntos rápidos, até para o Paulo ter oportunidade de falar aí, inclusive no primeiro tempo.
Primeiro, o Paulo levantou uma questão que eu considero da maior importância, que é essa possibilidade de comunicação dos parentes com aqueles que estão acompanhando os pacientes de dentro do hospital. Eu vivi isso pessoalmente com o meu cunhado internado, sem a possibilidade de visitá-lo, naturalmente, e também sem ter as informações que gostaria de ter a respeito, inclusive como médico, e isso é um drama, é uma situação muito complicada. Felizmente, lá no hospital particular, nós conseguimos, falando com a direção inclusive, que eles destinassem uma enfermeira, uma pessoa de bom nível para dar informações que sejam capazes, naturalmente, de serem assimiladas pela família com os cuidados necessários.
Mas eu falava antes, e vou tentar ser bem breve, da crise institucional que nós estamos vivendo. Ela é perigosa por um motivo que me preocupa, cada dia mais. Esse incitamento ao ódio que o Presidente tem feito, tem levado por exemplo as agressões que sofreram os repórteres do Estadão; levaram a agressão de uma menina, uma menina mesmo, que estava de vermelho filmando uma manifestação no Rio Grande do Sul, agredida fisicamente. Levaram aquele cidadão, que parece que é pastor, inclusive. Aí eu alerto aos nobres colegas pastores para dar uma Bíblia para aquele cidadão, que tentou impedir a violência dos profissionais de saúde que se manifestassem em Brasília. Aliás, isso em solidariedade aos próprios colegas, e solicitando que os políticos de um modo geral tivessem um olhar diferenciado para questão da Saúde no Brasil. Faziam isso em silêncio, com tranquilidade, sem nenhuma agressão, quando apareceu um cara lá. Eles, agora, essa praga fascista se coloca de verde e amarelo e acham que porque estão de verde e amarelo são superiores aos outros, e agrediu, e tomou uma serie de atitudes. Sinceramente, eu queria estar lá com uma cruz daquela na mão que eu ia dar com a cruz nos córneos daquele sujeito, mesmo ele sendo pastor. Porque tem que ser assim, a gente tem que começar a se preparar para reagir com firmeza.
Eu já tenho ouvido nas redes sociais, vocês devem estar ouvindo também, que muitos se organizando até militarmente, na possibilidade de um eventual golpe. E eles falam abertamente: “acabar com a esquerda fisicamente”. Então eu acho que tudo isso precisa ser levado em conta pelas autoridades, pelo Supremo, pela Procuradoria Geral da República, pelo próprio Congresso. Solicitar isso ao Presidente, solicitar que um dos aliados dessa maluquice tome alguma providência, então, não cabe. Eu acho que nós devemos estar muito atentos a tudo isso. Muito atentos a tudo isso porque estão conduzindo o debate político, até por essa situação, o rato, que, não tendo para onde fugir, começa a tomar atitudes desesperadas, para uma situação que pode gerar um conflito muito grave, muito preocupante.