SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Pela Ordem




Texto

O SR. LEONEL BRIZOLA – Senhor Presidente, é bem rápido.
Na verdade, eu tenho recebido, aqui, uma queixa muito grande – e não é a primeira vez – da Clínica da Família do Catumbi: mais de 26 profissionais sem equipamento de proteção, incluindo médicos. Então, eu queria chamar a atenção para essa questão gravíssima!
São profissionais da Saúde que estão, ali, atendendo a população que chega. De fato, sem proteção alguma. Eu recebi, aqui, até uma lista grande, desses 26 profissionais que tiveram que comprar equipamento com seus próprios recursos. Ou seja, é, de fato, um absurdo, no momento da pandemia que nós estamos.
Eu acho, Senhor Presidente, senhores vereadores, que a gente tem que pautar, aqui, uma discussão mais séria, porque as pessoas não estão cumprindo o isolamento.
É perceptível que o número de infectados tem uma característica diferente: de 30 a 40 – o pessoal da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social pode aprofundar mais – principalmente agora, nos bairros mais pobres.
A gente vê, claramente, que não existe uma coordenação do governo estadual com o governo municipal, com o governo federal. Não há uma política, uma propaganda pesada – na qual eu venho insistindo há muito tempo – para que se faça uma propaganda de conscientização da importância do isolamento.
Eu acho que vai chegar um momento em que nós vamos ter que discutir a questão do lockdown. A secretária, ontem, em uma entrevista na GloboNews, não deu a entender. No fim, ela até falou que era contra a questão do lockdown por outros motivos, mas ela colocou claramente que estava com as mãos atadas e que, infelizmente, os médicos já iriam ter que tomar um procedimento infeliz de ter que fazer “a escolha de Sofia”: escolher quem vai poder sobreviver e quem não.
O Vereador Paulo Pinheiro já estava colocando a questão dos leitos dos hospitais federais, com direção nomeada pelo Flávio Bolsonaro. Um aparelhamento nunca visto, como está sendo este Governo Bolsonaro. Isso impacta diretamente a nossa cidade. Então, Senhor Presidente, a falta de equipamento, a falta de uma política agressiva para conscientizar as pessoas sobre o isolamento, a falta de transparência nesta questão dos custos e, principalmente...
Eu quero deixar, aqui, o meu repúdio, porque eu não consigo entender, qual foi o motivo pelo qual o Crivella colocou um tomógrafo dentro da Igreja Universal do Reino de Deus. Para piorar, um empreendimento religioso da própria família... O que é? Eu não consigo entender! Não há justificativa que possa ter colocado ali, até porque a UPA é lá em cima. O paciente desce para subir de novo? Quer dizer, eu não consigo entender.
Eu queria perguntar à Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social desta Casa se isso é plausível. Eram essas as minhas indagações.

Senhor Presidente, eu vou concluir aqui. Falta de equipamento na clínica da família do Catumbi, gravemente, e mais de 26 profissionais tiveram que comprar com o seu próprio dinheiro. Falta de uma política de propaganda de isolamento social, porque as pessoas não estão cumprindo. E essa questão de falta de transparência do Governo Crivella em colocar um tomógrafo dentro da Igreja Universal, ou seja, um empreendimento religioso da própria família. E quero fazer uma provocação à Comissão da Saúde. Qual é essa justificativa de um tomógrafo? Não está colocando as pessoas em risco ter que ficar circulando? Que história é essa de metrô? Quem é que está com Covid-19 e que anda de metrô? Que justificativa esfarrapada é essa?
Muito obrigado.