SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Comunicação De Liderança




Texto

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhor Presidente, caros colegas de Câmara. Eu estou aqui, Senhor Presidente, com dois documentos encaminhados para o Supremo Tribunal Federal, ADPF 635 e ADPF 594, uma do PSB e outra do PSOL. O que esses partidos pedem, Senhor Presidente, com essas duas ações? Praticamente eles inviabilizam as operações policiais em comunidades, além de dar 10 dias, o Ministro Edson Fachin dá 10 dias para que o governador do meu partido se manifeste sobre essas admoestações.
Eu penso que, no art. 144 da Constituição Federal, Senhor Presidente, nós temos que segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Quando tratamos da Polícia Militar, nós falamos de preservação da ordem pública, de polícia ostensiva. É muito fácil, senhores, pedir para acabar com as operações, ou seja, com a presença da polícia em comunidade, quando você mora na Zona Sul, por bairros permeados de segurança, com um policial para 300 habitantes, quando na comunidade é um policial para 1.250 habitantes.
Além disso, eles alegam aqui que são excessivos os autos de resistência.
Vou explicar para vocês o que é um auto de resistência. É um marginal resistindo à presença da polícia. Segundo o Instituto Nacional de Justiça dos Estados Unidos, quando você tem um hostil posicionado contra a polícia, a taxa de letalidade esperada é de 100%. As comunidades do Rio, Senhor Presidente, os marginais nessas comunidades, eles são hostis. Eles formam barricadas. Eles usam fuzis, armas de grosso calibre, pistolas automáticas e granadas contra as forças de segurança. Qual é a taxa de letalidade esperada para esses hostis? A taxa é de 100%. Qual é a taxa, Senhor Presidente, que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pratica? São 12%. Para cada 100 operações que a PM desencadeia no Rio, são 12 mortos.
Ou seja, Senhor Presidente, a Polícia Militar está matando pouco. Muito pouco. Porque muito vagabundo neste Estado, na nossa Cidade, mormente protegido por isso aqui. Isso, senhores, é um desserviço à sociedade carioca. E isso acontece, Senhor Presidente, uma ação dessas acontece no momento em que a Polícia Federal está investigando os diálogos “cabulosos”, as doações explícitas, até o presente momento, de 1,7 milhões para o Partido dos Trabalhadores (PT). E eu pergunto aos especialistas do PT e do PSOL, o que eles têm a dizer diante dos policiais mortos?

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Queira concluir, Vereador. Seu tempo está esgotado.

O SR. MAJOR ELITUSALEM - Isso porque, no Governo Bolsonaro, Senhor Presidente, e no Governo Witzel, a redução da taxa de homicídios está em 22% para o cidadão comum e 60% para os policiais. Eu não piso em um cemitério há meses. Coisa que não aconteceu no ano passado e no ano retrasado. Aí, eu pergunto, esse bando de vagabundos que vem fazer esse tipo de ação vai falar o que para os órfãos quando começar a morrer policial de novo? Qual é a proposta deles, Senhor Presidente?
O art. 14 do Código Penal diz que quem contribui para o crime incide nas penas a ele cominadas. Então, quem defende traficante é vagabundo também. Já passou da hora de pedir a cassação desse tipo de partido, Senhor Presidente. Uma vergonha!