ORDEM DO DIA
Pela Ordem



Texto da Ordem do Dia
O SR. MARCELINO D’ALMEIDA – Senhor Presidente, senhores vereadores, é um momento muito difícil de usar esta Tribuna, hoje.
Já tive cinco mandatos como parlamentar, mas as coisas a gente pensa que sabe e, na realidade, não sabe de nada. Eu tenho gratidão pelas pessoas e tenho ética. Eu votei contra o nosso partido e uma pessoa que a gente estima muito, e a quem eu sou muito grato, que é o nosso querido Francisco Dornelles. E como tenho uma postura ética, não se pode manter o erro sempre.
Eu falei com o Francisco Dornelles: “Olha, eu sou uma pessoa que nunca traiu ninguém; mesmo o senhor sem o mandato, eu jamais posso traí-lo”. Eu não estou aqui querendo trocar nada, não estou querendo nada em troca. Eu só quero respeito de uma pessoa que eu sempre admirei e sempre fui grato, que é o Francisco Dornelles.
Então, eu passo a dizer aos colegas que, realmente, eu vou seguir o que o realmente foi proposto pelo partido.
Presidente, eu tinha de falar, porque as coisas nesta Casa... Eu não quero que ninguém fique falando pelos cantos. Eu preferi vir ao microfone e cobrar uma postura. Eu vejo muito a esquerda, como o PSOL, fazendo isso. Não é que a gente queria copiar ninguém. Eu quero ter ética e quero ter gratidão, que eu sempre tive na minha vida profissional e parlamentar. Então, agradeço a todos os colegas e digo que a postura não é para ter cargos e nem para ter benefício nenhum. É gratidão ao partido.
Muito obrigado, Senhor Presidente.

O SR. MARCELLO SICILIANO – Pela ordem, Senhor Presidente.
O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Com a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Marcello Siciliano, que dispõe de três minutos.
O SR. MARCELLO SICILIANO – Senhor Presidente, senhoras e senhores vereadores, eu acho que hoje está sendo um dia de desabafo aqui nesta Casa. Vou aproveitar para fazer o meu e, de certa forma, colocar a imprensa a par do que eu estou falando.
Saiu nos jornais, inclusive no RJTV, um vídeo meu com o Prefeito Crivella, falando do início de uma obra de fechamento do portal da Prainha, e dizendo, inclusive, que, num momento de calamidade pública, eu estava pensando em fechar o portal, em fechar o acesso a uma praia.
Mas que fique claro que eu tenho pleitos desde o meu primeiro dia de mandato. Eu sou um vereador que representa a população da cidade do Rio de Janeiro. Eu tenho minhas obrigações. Eu tenho meus deveres e não é porque se abriu um processo de investigação contra o Prefeito que eu vou deixar de trabalhar. Senão eu tenho de me licenciar, vou para casa e, no dia da votação do impeachment, eu volto.
Eu acho que foi escolhida aqui uma comissão que está fazendo essa apuração de forma digna e legítima, amparada por meios jurídicos, pela Procuradoria da Câmara; e esse processo está andando em paralelo ao nosso trabalho.
Eu sou vereador de mandato, eu tenho obrigações e o Prefeito está no Executivo. Eu jamais vou separar essa relação de Executivo e Legislativo, porque existe um processo de investigação a respeito de um fato, que é mais do que obrigação de um vereador fazer projeto de lei e apurar qualquer tipo de denúncia, porque isso significa fiscalizar o Executivo.
Então, estive, sim, com ele e não tem um vídeo só, não. Inclusive, falo para a imprensa, se quiser, que eu tenho mais de oito; um vídeo nada mais é do que uma maneira de a gente conseguir criar um vínculo de comprometimento com aquilo que foi conversado em uma reunião. Não foi nada além de uma pauta política para tratar de assuntos da cidade do Rio de Janeiro. O Prefeito não falou para mim: “Marcello, eu vou te dar isso para você votar a favor ou contra o impeachment”. Em momento algum, falou-se a respeito deste processo que está tramitando aqui nesta Casa. Eu não daria esse tipo de liberdade a ele – e a ninguém! Meu trabalho é digno e honesto! E não vou admitir! Ovelha, eu conheço muito bem! Eu tenho filha, e brinco de bichinho com ela! Eu não sou ovelha, não! Eu sei até fazer o “méééé” – mas não sou ovelha!
E vou além! Agradeço muito à Rede Globo, que me bateu durante 11 meses, dizendo que eu era acusado de uma coisa que eu não cometi – e que jamais cometeria, mesmo que uma pauta debochada, foi uma pauta positiva para mim, politicamente, que ninguém vai retirar essa obra de mim, essa indicação.
Muito obrigado aos jornalistas! Eu tenho mais coisas para vocês, se vocês quiserem! Está aqui comigo! E fico feliz, que mesmo uma pauta debochada, eu estou livre dessa covardia que estavam tentando fazer comigo por 11 meses!
Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o nobre Vereador Tarcísio Motta, que dispõe de três minutos.
O SR. TARCÍSIO MOTTA – Muito obrigado, Senhor Presidente.
Antes de falar, exatamente, o que me trouxe aqui, eu só queria lembrar ao nobre Vereador Leandro Lyra que, no mesmo Plenário de que o senhor faz parte, inclusive, acabo de descobrir que é seu conterrâneo, nós temos um Deputado Federal que foi expulso do PT, porque votou contra a Reforma da Previdência!
O PSOL tem muito orgulho de ter sido oposição aos governos Lula e Dilma! Mas, tudo bem!  O senhor tinha 11 anos, 12 anos, quando Babá já era Deputado Federal. Pode não ter estudado isso, ainda nos livros de história, para entender que, na verdade, a gente foi oposição; denunciou uma série de coisas, que o senhor está aí tentando colocar e igualar. A gente pode, inclusive, perceber a diferença! Somos de esquerda, com muito orgulho! Somos socialistas, com muito orgulho! Fomos contra o golpe – a grande maioria de nós – que se sucedeu contra a Dilma! Apoiamos Haddad no segundo turno! Não temos nenhum problema em relação a isso!
Mas, tentar dizer que o lado de cá apoiou uma Reforma da Previdência é desconhecer a história! Nosso partido nasce, inclusive, da rebeldia de ter se recusado a aceitar votar contra os princípios que nos moviam naquela Reforma da Previdência, lá em 2003, 2004! E nós temos muito orgulho disso!
E acho que quem tem que explicar por que está do lado de lá, sendo liberal, junto com outras vertentes autoritárias da direita, é o seu partido, Vereador Leandro Lyra! Que, agora, até usar o helicóptero oficial para tirar Vice-Governador de Spa de luxo, está fazendo!
Nota-se que o Novo já nasceu velho!
Mas a minha razão de vir aqui ao microfone é muito mais nobre do que isso! Eu quero solicitar, Senhor Presidente, em homenagem ao Gari Comunitário William de Mendonça Santos, falecido no Vidigal, na segunda-feira. E, também, já que não tivemos Sessão na quinta, um minuto de silêncio por Luciano Macedo, o Catador que foi assassinado, tentando salvar a família do Evaldo, que foi fuzilado pelo Exército, na última semana!
Em homenagem ao William de Mendonça Santos, Gari Comunitário do Vidigal, e ao Luciano Macedo, Catador, herói, eu peço um minuto de silêncio nesta Casa!
O SR. PRESIDNETE (JORGE FELIPPE) – A Presidência acolhe o pedido de Vossa Excelência.

(Faz-se um minuto de silêncio)