SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Questão De Ordem E Pela Ordem




Texto

O SR. REIMONT – Senhor Presidente, Senhores Vereadores, eu quero fazer uma questão de ordem à Mesa Diretora, perguntar se não cabe à Mesa Diretora ou aos vereadores fazer, nesse momento em que essas duas mortes acontecem no Rio de Janeiro, fruto da violência policial, se cabe a nós do Poder Legislativo, de forma institucional, manifestarmos ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, respeitosamente, como é devido à instituição, mas de colocar a nossa preocupação nesse tempo de pandemia com essas incursões violentas da Polícia no Estado do Rio de Janeiro, notadamente nas comunidades de favela.
Nós temos, só no dia de hoje, é... “Só no dia de hoje”, no acúmulo, nós temos quase 200 pessoas mortas nas favelas do Rio de Janeiro por conta do coronavírus. E, como se isso não bastasse, nós temos a morte de um garoto em São Gonçalo e de um garoto no Rio de Janeiro.
Então, eu pergunto à Mesa Diretora se cabe que façamos institucionalmente um comunicado à Governança do Estado, no entendimento de que essa Câmara se preocupa com esse movimento da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Vereador Reimont, Vossa Excelência pode redigir um expediente e todos nós subscrevermos.
Eu não vejo nenhum problema; mas, para fazê-lo, a Presidência, só com a autorização do Plenário. Então, é preciso que seja submetida aos senhores vereadores.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Pela ordem, Senhor Presidente.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pois não, Vereador Major Elitusalem.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhor Presidente, Senhores Vereadores, primeiramente vou me dirigir ao querido Vereador Dr. Jorge Manaia. Meus sentimentos, Vereador, pela perda da sua mãe. É uma perda irreparável. Que Deus conforte o senhor, a sua família para continuar seguindo essa jornada.
Segundo, Senhor Presidente, dar os parabéns para a Vereadora Rosa Fernandes, querida vereadora, hoje do meu partido. Uma amiga. Uma das pessoas mais sérias que eu conheço nesta Casa.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Vamos deixar a questão de ordem...

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Deus te abençoe. Multiplique seus dias na Terra.
Senhor Presidente, fazendo uma questão de ordem sobre o que foi falado até o presente momento, é possível?

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Não, não. A questão de ordem é em relação à condução dos trabalhos.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Seria possível como comunicação de liderança, Senhor Presidente?

O SR. LEONEL BRIZOLA – Queria fazer uma pergunta, Senhor Presidente, sobre essa votação agora, porque eu estou na dúvida.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Para comunicação de liderança, Vereador Major Elitusalem, Líder do PSC, que dispõe de cinco minutos.


O SR. LEONEL BRIZOLA – Senhor Presidente, quando puder, eu queria fazer uma pergunta antes que o senhor abrisse a votação agora, que eu estou na dúvida de uma questão.

O SR. RAFAEL ALOISIO FREITAS – Vereador Rafael Aloisio Freitas, pela ordem.

O SR. LEONEL BRIZOLA – Se a Mesa pudesse me esclarecer depois do Vereador Major Elitusalem, que ele fizer...

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Vereador Major Elitusalem, com a palavra.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhor Presidente, o Governador, que é do meu partido, com quem eu tenho diversas divergências, foi citado aí por mais de uma vez, a política de segurança do Governo do Estado foi citada.
Eu quero fazer essa comunicação de liderança, Senhor Presidente, só para a gente colocar as coisas nos seus devidos lugares.
A morte desse jovem de São Gonçalo, tudo indica que é uma vítima inocente, e nós lamentamos a perda de todas as vidas inocentes. Só que essa morte ela está obscura, está havendo uma investigação. Não se tem materialidade e ninguém pode dizer que foi a Polícia que matou, está certo?
E eu vejo que os companheiros aí que militam na esquerda, eles se atropelam, eles tomam a frente de fazer acusações, e essas acusações, muitas vezes, são falsas. Depois, eu não vejo ninguém se emendando, pedindo desculpa, toda vez que ofende aí as forças policiais. Então, eu peço que tenhamos cautela.
Essa morte de São Gonçalo não se tem materialidade, não se pode afirmar que foi a Polícia, não se tem dados. O que nós sabemos, que é fato, é que esse jovem foi socorrido por colegas, por vizinhos, e levado ao helicóptero da Polícia Civil. E o helicóptero o conduziu para o hospital.
Entendo que pode ter havido alguma falha na hora do socorro, de não ter informado à família. Eu acompanhei a reportagem em que se dizia que a família peregrinou por hospitais até descobrir que o jovem tinha morrido. Então, sem dúvida, houve uma falha aí na comunicação para dizer para onde esse jovem foi, mas a Polícia socorreu e socorreu usando a aeronave. Se você não quer preservar a vida, você não socorre com aeronave. Você se omite no socorro. Você leva num veículo que pode levar até horas esse socorro. Então, se ele foi socorrido no helicóptero, eu entendo que o objetivo era preservar a vida dele. Agora, como essa morte tem dados obscuros e como ela carece de informações, eu não acho justo fazer esse tipo de julgamento.
Agora, Tarcísio, você falou na chacina do Alemão. Pois bem, a chacina daqueles “pobres jovens” a que você se refere, os do Alemão, os 12 mortos pela operação do Bope. Se você não sabe, Tarcísio, aqueles inocentes estavam de coturno, de calça militar, fuzil e granada. Eu não entendo que ideal é esse de defender narcoterrorista. O dono do Pavão-Pavãozinho estava homiziado lá. Então, assim, ou vocês não têm essa informação, mas ainda assim querem fazer um discurso sobre essas ocorrências, sobre esses cadáveres, vilipendiando a imagem da polícia, ou pior, têm essa informação e são levianos defendendo vagabundos.
Então, os 12 mortos do Alemão são para comemorar. São para aplaudir de pé. São marginais. São narcotraficantes que atentam contra a vida da polícia.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Vereador, o seu tempo está esgotado.

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Ok, Presidente. Para finalizar, na morte da CDD foi apreendida uma pistola Glock com kit rajada, e os familiares, exceto a mãe, que deve estar a fim de uma indenização, falaram que ele entrou pelo caminho errado. Então, era outro vagabundo.
Obrigado, Presidente.

O SR. LEONEL BRIZOLA – Pela ordem, Senhor Presidente. É uma dúvida que eu tenho.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Pela ordem, o nobre Vereador Leonel Brizola, que dispõe de três minutos.

O SR. LEONEL BRIZOLA – A gente vai votar agora um recurso do Vereador Eliseu Kessler.

O SR. PRESIDENTE (JORGE FELIPPE) – Não, não. Ele retirou e foi ao arquivo.

O SR. LEONEL BRIZOLA – Ah, então, desculpa, Senhor Presidente. Perdão.