SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Pela Ordem




Texto

O SR. BABÁ – Senhor presidente, nós aqui queremos abordar dois temas. Primeiro, quero parabenizar os entregadores que fizeram mobilização em São Paulo, aqui no Rio de Janeiro e em outros estados, pela superexploração que essas empresas fazem com esses profissionais. O que é um absurdo. Mas eles demonstraram, nas ruas, que estão insatisfeitos e que vão continuar a sua luta. Isso é muito importante ressaltar. A outra situação que nós queremos abordar aqui, Senhor Presidente, é com relação aos porteiros das escolas. Ontem, houve audiência de uma comissão deles com a secretária de Educação, com o subsecretário, para poderem, na verdade, receberem salários que já estão atrasados há três meses. E essas empresas não pagam. Há o comprometimento de que a Secretaria de Educação vai enviar um ofício que nós solicitamos à secretária que envie, ainda hoje, para poder dar um prazo urgente para que esses trabalhadores recebam seus salários e também os direitos que têm de receber dessas empresas. É essa situação que nós queremos acompanhar aqui.
A outra situação, Senhor Presidente, que nós recebemos, hoje, resposta do presidente da Comlurb sobre a punição do gari Bruno da Rosa. Ele diz que uma comissão irá apurar, eles punem e, depois, avaliam a punição, se foi correta ou não.
Não aceitamos esse tipo de denúncia. Senhor Presidente, a punição tem que ser imediatamente retirada! A intenção da Comlurb não é simplesmente calar a voz do companheiro Bruno, é impedir que outros garis denunciem as péssimas condições de trabalho, de vestimenta, como é a lei que eu aprovei aqui, para que a Comlurb lave a roupa dos garis. E eles se recusam a fazer isso, levando doença para dentro de casa. Além dessa situação, outros problemas existem na própria gerência.
Era o eu queria colocar aqui, e faço um desafio ao presidente da Comlurb: vá a uma gerência! Caminhe aí por dentro das gerências para você ver os problemas e não, simplesmente, dando sinal positivo para que esses trabalhadores sejam suspensos, pois não é o primeiro que faz a denúncia e é suspenso.
E a falta de uniforme é outro problema porque, além de não lavarem, não há uniformes suficientes para esses trabalhadores exercerem suas atividades.
Veja que é impossível trabalhar varrendo e coletando lixo durante seis horas com uma máscara de pano. É absurda essa punição… E essa resposta do presidente da Comlurb é cínica! São mais de 20 mortes na Comlurb! Não vamos admitir esse massacre!
Quem está na linha de frente tem que ser valorizado porque é quem garante a limpeza da cidade, é quem garante a coleta do lixo – e está ali correndo riscos graves.
Não pode congelar o salário! Não pode cortar as férias, como fizeram com os garis! Enquanto essa punição não for retirada, vou denunciar a cada sessão os absurdos e ilegalidades que a direção da Comlurb comete todos os dias.
Essa situação, nós queremos saber, porque nós também queremos saber a retirada, que é outro tema que nós vamos encaminhar aqui, Senhor Presidente, que é a questão dos trabalhadores, os motoristas que deixaram de ter insalubridade, os motoristas dos caminhões, como se eles não corressem risco de vida! E correm risco de vida, sim!
Nós vamos entrar, na verdade, com um processo para mostrar que esses trabalhadores motoristas, que essas empresas que ganham milhões da Comlurb, porque eles que alugam os caminhões e contratam os motoristas pagando péssimos salários e ainda cortam direitos trabalhistas. Não podemos aceitar isso.
É nesse sentido que nós queremos colocar aqui a necessidade de, primeiro, colocar abaixo essa punição absurda, e repito aqui: não foi o primeiro – já foram vários que foram punidos por denunciarem as péssimas condições da Comlurb.
E faço um desafio ao presidente da Comlurb: vá, visite as gerências e você vai perceber o problema que esses trabalhadores hoje estão atravessando.
Muito obrigado, Senhor Presidente.