Discurso - Vereador Reimont -

Texto do Discurso

O SR. REIMONT – Senhora Presidenta, senhores vereadores e vereadoras, eu quero dividir minha fala em três assuntos, que são, de fato, muito caros pra mim. O primeiro deles é afirmar ou reafirmar o que ontem fizemos aqui nesta Casa: dizer do nosso posicionamento contrário ao armamento para a Guarda Municipal e dizer, mesmo que muitas pessoas não compreendam e não acreditem no que estamos falando, no nosso posicionamento, quando nós dizemos “não” ao armamento da Guarda Municipal, estamos em defesa da própria Guarda Municipal.
Estamos dispostos, sim, a fazer todas as lutas trabalhistas, a fazer todas as lutas de direitos dos guardas municipais, mas não queremos uma Guarda armada, não votaremos favorável quando esse projeto vier à pauta. E não só não votaremos! Também traremos companheiros, traremos a sociedade civil para dentro desta Casa para nos ajudar no enfrentamento. Chega de violência, chega de truculência, chega de armamento! Já tem demais.
Se o problema das armas fosse solução para as violências, os Estados Unidos estavam com seu problema todo resolvido. Então, o nosso “não” rotundo, o nosso “não” concreto ao projeto de lei do armamento da Guarda Municipal.
O segundo assunto que eu quero trazer é a preocupação ambiental. A preocupação com aquilo que acontece no Nordeste brasileiro, que já se encaminha para o Sudeste. O Governo Federal irresponsável não tomou as medidas devidas, e até hoje não leva a sério este vazamento de óleo, que é o maior acidente ambiental, se é que podemos chamar isso de acidente. É o maior crime ambiental de todos os tempos. Portanto, dizer isso, da irresponsabilidade do Governo Federal.
Trazendo para a nossa realidade do Rio de Janeiro, nós estamos vendo a poluição, o óleo chegar às praias do Norte Fluminense, o Sudeste começando a sentir os impactos disso. E aqui, nesse ponto de minha fala, quero fazer uma pergunta à Secretaria de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e à Secretaria de Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro: qual é o plano de contingência, o que é que a secretaria do Crivella, o que é que a Secretaria Municipal está organizando, como é que ela está se organizando, como é que ela está-se preparando para receber o óleo que começa a chegar ao Sudeste, ao Estado do Rio de Janeiro pelo norte do estado, e com possibilidades concretas, reais, de chegar às nossas praias. São diversos movimentos, diversos movimentos. Então, a preocupação dessa possibilidade. Como é que nós estamos nos preparando para isso?
O terceiro ponto de minha fala eu queria começar com a exibição de um pequeno vídeo, que também fala da questão ambiental, que toca diretamente na nossa cidade. Um pequeno vídeo que eu queria pedir à técnica que o colocasse na tela para nós, fazendo o favor.

(Exibe-se o vídeo)

O SR. REIMOINT – Eu quero agradecer ao professor Zezinho, que mandou esse vídeo para nós. Quero lembrar que ali na esquina da Rua Ministro Moreira de Abreu e Capitão Aroldo Leitão, em Olaria – é essa esquina que o vídeo mostra –, esse problema tem se repetido. A Comlurb vai lá, limpa, e depois fica 10, 15 dias sem limpar de novo. E nós entregamos, inclusive, um relatório à Presidência da Comlurb, quando esteve aqui em audiência pública.
A comunidade já esteve lá na Coordenadoria da Comlurb na região. Diversos membros da comunidade daquelas ruas do entorno já estiveram fazendo reclamações. Nosso mandato apresentou um relatório direto aqui ao Presidente da Comlurb. E aí uma perguntinha simples: alguém viu um caso desses se estender por dois, três, quatro, cinco, 10 dias na Avenida Nossa Senhora de Copacabana? Alguém viu isso, por acaso, ali na Península, na Barra da Tijuca? Não.
Então, quando a Comlurb diz que faltam recursos, se não faltam recursos para Copacabana, se não faltam recursos para o Leblon, se não faltam recursos para Ipanema, se não faltam recursos para a Barra da Tijuca, por que é que tem que faltar recurso para Olaria?
Fica aqui mais essa denúncia. O nosso agradecimento ao professor Zezinho. Cidadania se constrói desta forma. Não podemos nos contentar, não podemos aceitar os desmandos da limpeza urbana, porque nós sabemos tantos males que ela nos traz com doenças e, portanto, também tirando o direito de as famílias, de as pessoas terem um ambiente saudável onde viver.
Muito obrigado.