Discurso - Vereador Jones Moura -

Texto do Discurso

O SR. JONES MOURA – Obrigado, Senhora Presidente.
Quero, aqui, primeiramente, homenagear, prestigiar e agradecer a presença de pessoas da sociedade carioca, segmentos da sociedade carioca: representantes do comércio, do turismo, do Sindicato de Bares e Restaurantes, da rede hoteleira. Rendo homenagens a todos os segmentos de representantes do empresariado, da sociedade, daqueles que lutam para que haja manutenção das áreas de lazer, das praças públicas, jardins, instalações da Prefeitura do Rio de Janeiro. Quero homenagear todos esses que estão aqui antenados e focados na aprovação deste projeto de logo mais, bem como saudar todos os agentes da Guarda Municipal de várias partes do Estado do Rio do Janeiro, que vieram aqui, ocuparam as galerias do lado de cá. Quero dar os parabéns a todos vocês que vieram para mostrar que este projeto não de interesse de um vereador, um projeto que o vereador acordou de manhã e disse: estou com esse desejo de realizar esse projeto.
Vocês, comparecendo, vocês aí, que uns são guardas, outros de segmentos da sociedade, vocês que estão aí nas galerias, vocês começam a mostrar legitimidade da importância de evoluirmos na segurança pública municipal, de colocarmos o Rio de Janeiro no patamar das cidades de países de primeiro mundo, quando se fala de segurança pública.
Vocês vieram para mostrar que esse projeto não é desejo de um vereador, é desejo de toda uma sociedade, de vários segmentos, inclusive, dos operadores de segurança pública municipal, que são também os guardas municipais.
Eu quero também aqui parabenizar e homenagear esse outro lado da galeria, quero dar a vocês boas-vindas, da nossa Câmara Municipal. Alguns, aqui em cima, eu já conheço, são participantes de movimento dos ambulantes, do comércio ambulante, dos camelôs. Quero aqui dizer a vocês: sejam bem-vindos.
É muito importante o debate, é muito importante discutirmos este projeto, até porque nós somos 51 vereadores, e não
existe vereador na Câmara Municipal – não adianta, porque isso é comprovado e nós temos provas – que mais lutou e conquistou para fazer segurança pública porque estão sendo comparados a escoteiros porque não têm armas, porque não têm equipamentos para defender os cidadãos contra bandidos, criminosos, traficantes e estupradores. Então, os guardas terão que ser usados para fiscalizar os camelôs, repetindo aquelas mesmas coisas que tínhamos no passado.
Eu vibro aqui! Sabem por quê? Tem um vereador aqui que se chama Reimont. Atenção ao que eu vou falar agora. Tem um vereador aqui que se chama Reimont. Ele é do PT. Ele diz aqui – e eu concordo com o que ele está falando – que é a liderança dos camelôs. Sabe o que o Vereador Reimont fez aqui durante muitos anos? Todo dia o Reimont tinha que pegar o microfone, aqui nesta Tribuna onde eu estou fazendo barulho, e dizer assim: “Prefeito Eduardo Paes, quebraram a perna do camelô! Machucaram o camelô! Derramaram o sangue do camelô!” E sabem quantas vezes era isso? Todo dia, toda hora! E sabem do que eu me orgulho de dizer aqui? Eu não vejo o Reimont reclamar disso há dois anos. São dois anos!
Então, quero parabenizar o Prefeito Marcelo Crivella, embora ainda eu venha escutando algumas coisas de alguns chefes da Guarda Municipal tentando fiscalizar camelôs. Eu percebo isso. E todas eu vezes que eu pego, entro com uma ação parlamentar em cima desse inspetor da Guarda porque ele não pode fazer isso. Isso é um acordo. Não pode.
Eu sei que tem inspetor da Guarda sentado aqui nas galerias, porque eu os conheço e já estou dando o recado. Se tentar tocar em camelô, vai sofrer a nossa ação parlamentar. Porque eu posso não ser um dos líderes dos camelôs, mas ninguém lutou mais aqui para salvaguardar os camelôs nesta Casa do que eu. Ninguém!
Mas eu quero deixar isso claro para encerrar esse assunto, essa parte dos camelôs, e falar aos guardas municipais presentes acerca desse projeto. Quero deixar uma coisa muito bem clara: se não armar a Guarda Municipal, restarão as funções antigas, e eu não vou ter forças. Eu vou perder as minhas forças para continuar livrando os camelôs dessas ordens absurdas e arbitrárias que vêm do governo para fazer fiscalização de camelô através da Guarda Municipal. Eu preciso vencer isso e preciso de forças para isso!
Presidente, para concluir, quero dizer aqui que muito me constrange e muito me entristece ver que um lado da galeria está lotado. E por que está lotado? Porque a Defesa Civil disse que não pode passar de 60 o número de pessoas porque essa estrutura é arcaica e pode ceder. Então, só tem 60 ali. Mas, lá fora, a minha assessora Cinthia Brum contou 800 tentando entrar – e não conseguem. São 800!
Quando eu olho para o lado de cá, vejo que há poucas pessoas, que poderiam estar juntos porque têm o mesmo pleito. O que o do lado de cá, que são os camelôs, está pedindo é que eles não sejam maltratados, que não levem tiros, que não levem pancadas – e permitam-me dizer aqui e podem recolher dos Anais desta Casa – e que não levem pancadas. Saibam os camelôs que vocês têm defensores aqui porque nem os guardas querem isso. Ninguém quer isso, e nem a sociedade quer isso.
A diferença é que um vereador – e eu estou lendo as faixas que estão certinhas – não tem canal de diálogo com o governo, ele se declara oposição. Mas o outro vereador tem. Enquanto tivermos canal de diálogo, vamos defender os camelôs e os guardas. O pleito é o mesmo!
Portanto, Presidente, é de sua prerrogativa...

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Queira concluir, Vereador.

O SR. JONES MOURA – É de sua prerrogativa, Presidente. Não sei quanto tempo Vossa Excelência levará para tomar essa decisão. Não sei qual o tempo que a senhora precisa para tomar essa decisão, mas é de sua prerrogativa analisar os espaços vazios, porque temos o mesmo pleito: defender o cidadão e proteger as pessoas. Quero pedir a Vossa Excelência que analise, portanto, até mesmo o espaço do Salão Nobre desta Casa, que é um espaço onde cabem 300 pessoas, e poderemos assim retirar quase 800 pessoas do sol para trazer para cá.
Isso é um pedido que eu faço a Vossa Excelência. E quero dizer a todos o seguinte, para a gente concluir aqui porque tem outros inscritos para falar
, nós estaremos conversando o tempo inteiro. Prestem atenção em uma coisa importante: quando começar o projeto de votação − há os ritos regimentais −, há gente que os usa pela democracia, mas há gente que os usa para atrapalhar. E eles, os opositores do projeto, estarão o tempo inteiro se utilizando dos ritos regimentais pela ordem, falando para discutir e atrasar o projeto.
Por isso, vou falar muito pouco ao microfone, para que eu também não atrapalhe e vou pedir aos vereadores que são a favor que também não atrapalhem. Se vocês me perguntarem quantos votos temos hoje, contados, nós temos exatamente 34. E é com 34 votos que se aprova esse projeto, e a gente traz paz social. São 34.
A minha preocupação é que temos vereadores idosos também. Por isso, se algum vereador passar mal e for embora, a gente perde o projeto.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Para concluir, por favor.

O SR. JONES MOURA − Então, vamos precisar falar o menos possível, mas focados. Vou pedir aos senhores também que as falas que corroboram, vamos aplaudir; as falas que não corroboram, vamos mostrar o nosso preparo para tratar o cidadão, vamos nos silenciar. O nosso silencio falará tudo, e sairemos aplaudidos no final, tenho certeza disso.
Parabéns a todos, vamos à votação.

A SRA. PRESIDENTE (TÂNIA BASTOS) – Vereador Jones Moura, entendo o posicionamento de Vossa Excelência, mas esta Casa é democrática. Então, precisamos respeitar a igualdade de direitos. Ainda que a Galeria tivesse duas pessoas, deveríamos respeitá-las. Por isso, vamos manter a Galeria, que é a oposição, que está contra o projeto, da forma como está. Peço a sua compreensão. Obrigada.