SESSÃO - EXTRAORDINÁRIA
Comunicação De Liderança




Texto

O SR. MAJOR ELITUSALEM – Senhor Presidente, é esse discurso que o nobre Vereador Reimont fez... Eu falei para ele que de início eu respeitava o projeto, até ver quem seria esse comitê gestor, mas é esse discurso que o senhor fez, Vereador, que a gente tem que tripudiar. Dizer que o menino que está na favela não tem direito à vida, que ele morre por ser da favela, é de uma hipocrisia, de uma canalhice sem limite. São 450 fuzis... foram 450 fuzis, Vereador, apreendidos ano passado nas comunidades do Rio. O crime impera nas comunidades, não existe forma segura de tirar esse fuzil das mãos dos marginais. É uma política que tem sido promovida por mais de 30 anos pelos partidos de esquerda que controlam o país. Vidas negras importam? Tem certeza? Tenente Cleiton da Costa Sales, negro, morador de periferia, foi morto com tiro de fuzil por narcotraficantes, e eu não vi manifestação do senhor, eu não vi manifestação de ninguém.
Vidas negras importam quando? Quando pode usar aquele cadáver negro para fazer palanque? Quando é uma vítima de bala perdida ou quando é um vagabundo que morre, que a família vai lá berrar para ter dinheiro do Estado, indenização? Que vidas negras são essas? Que vidas negras são essas que importam? Me diga, Vereador, porque eu não vi ninguém falar aqui do tenente Cleiton, negro, pobre e morador de comunidade, assim como de nenhum dos policiais que morrem enfrentando esses vagabundos que viciam crianças, prostituem meninas.
Vocês têm que parar de confundir a população: bandido é bandido, morador de bem é morador de bem. O nosso respeito ao morador de bem, mas ao vagabundo não, ele escolheu o caminho dele, e o caminho dele é bala, é vala, porque bandido bom é bandido morto, e na direita não tem protecionismo: quem errou que pague.
Obrigado, Presidente.